Estudantes interditam avenida em frente à UFAM contra reajuste da tarifa

Do Portal D24AM

Manaus – Uma manifestação contra o aumento da tarifa do transporte coletivo deixou o trânsito na Avenida General Rodrigo Otávio completamente congestionado nesta terça-feira (22). Estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) se concentraram às 17h na frente da instituição e chamaram atenção de  outros alunos que passavam por lá no momento. Segundo os líderes estudantis, 600 estudantes interditaram as duas vias da pista, deram a volta na Bola do Coroado e retornaram à Universidade.

Com faixas, cartazes e nariz de palhaço, os manifestantes pediram o congelamento imediato da tarifa, e criticaram o prefeito de Manaus Amazonino Mendes. A manifestação foi motivada pelo anúncio de que a passagem de ônibus na capital pode subir para R$ 2,80 assim que os novos veículos entrarem no sistema. A manifestação foi bastante comentada no twitter, e as expressões #contraoaumentomao e #Rodrigo Otávio ficaram entre as mais comentadas no twitter  no final da tarde desta terça-feira.

Os estudantes também pediram que os veículos de Integração que fazem o transporte dentro da UFAM não sejam retirados pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), como foi cogitado.

Apesar do transtorno no trânsito, os motoristas mais próximos faziam sinal de apoio aos estudantes, estimulando o protesto. Para a mãe de família Shirlene Pinheiro, 45, a iniciativa foi válida. “O que os estudantes estão fazendo é muito certo. Meus filhos andam de ônibus, eu muitas vezes também preciso usar o transporte público. Vou chegar atrasada no meu compromisso, mas com dignidade, porque apoio a causa e se não estivesse no carro estaria andando com eles”, ressalta.

Segundo os policiais que acompanharam a manifestação, todo o percurso foi tranquilo, e o protesto foi pacífico até o fim.

Congestionamento

O Manaustrans informou que o engarrafamento causado pelo protesto ultrapassou a Avenida Rodrigo Otávio, congestionando também  a Efigênio Sales, a Bola da Suframa, e toda a André Araújo, entre 17h e 18h30.

Precipitado

Um pouco antes da Manifestação, o diretor de transportes do SMTU, Paulo Henrique, se reuniu na Pró Reitoria de Assuntos Comunitários da Ufam (Procomum) com autoridades da Universidade para discutir a questão dos ônibus Integração, entre outros assuntos. Ele disse que considera o protesto precipitado. “O valor da tarifa ainda não foi definido, e os cinco veículos de Integração vão continuar funcionando na Ufam. Essa manifestação é precipitada.”, declarou.

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PAC Mobilidade Grandes Cidades terá R$ 18 bilhões para melhorar transporte público

Pedro Peduzzi e Luciana Lima
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – As 24 maiores cidades do país, todas com mais de 700 mil habitantes (39% da população), poderão apresentar propostas de obras na área de transportes urbanos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – Mobilidade Grandes Cidades está sendo lançado hoje (16) no Palácio do Planalto, em solenidade fechada à imprensa.

A cerimônia está sendo gravada pela TV NBR – canal da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Serviços – e será exibida posteriormente. O evento ocorre neste momento e será o início do processo seletivo para projetos de infraestrutura na área de transporte público coletivo.

Serão destinados R$ 18 bilhões para este novo PAC. Destes, R$ 6 bilhões terão como origem investimentos diretos da União e R$ 12 bilhões virão de financiamentos. O objetivo é ampliar a capacidade de locomoção e melhorar a infraestrutura do transporte público nessas cidades.

De acordo com informe divulgado pela Presidência da República, serão selecionados projetos para a aquisição de equipamentos voltados à integração, ao controle e à modernização dos sistemas, além dos relativos à implantação e à melhoria da infraestrutura de transporte público coletivo.

Os projetos podem incluir sistemas de transporte sobre pneus, como corredores de ônibus exclusivos, de veículos leves sobre pneus e sistemas sobre trilhos, como trens urbanos, metrôs e veículos leves sobre trilhos.

A cerimônia de abertura do processo de seleção conta com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e do ministro das Cidades, Mário Negromonte.

O governo dividiu os 24 municípios atendidos pelo PAC Mobilidade em três grupos. O MOB 1 atende às capitais de regiões metropolitanas com mais de 3 milhões de habitantes. Ele corresponde a 31% da população brasileira e abrange o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Curitiba.

O MOB 2 inclui municípios com população entre 1 milhão e 3 milhões milhões de habitantes, e corresponde a 4% da população do país. Nesse grupo, estão as cidades de Manaus, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas e São Luís. O MOB 3 está voltado para cidades de 700 mil a 1 milhão de habitantes. Ela também corresponde a 4% da população brasileira. Nesse grupo serão beneficiados os municípios de Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu (RJ) e São Bernardo do Campo (SP).

Para serem selecionados, os projetos devem ser apresentados pelos estados e/ou municípios seguindo critérios pré-estabelecidos para enquadramento. Entre os critérios estão a garantia de sustentabilidade operacional dos sistemas, a compatibilidade entre a demanda e os modais propostos e a adequação às normas de acessibilidade.

Também terão prioridades projetos que beneficiem áreas com população de baixa renda, que já contem com projeto básico pronto e que tenham situação fundiária regularizada.

As inscrições poderão ser feitas no site do Ministério das Cidades a partir do dia 21 deste mês.

Edição: Graça Adjuto

ENQUANTO MANAUS CONCORRE A PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE EM TRANSPORTE COLETIVO PÚBLICO NA IMAGINAÇÃO, POVO DE MANAUS VIVE EFETIVAMENTE UM CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO

Dias atrás um cidadão da cidade de Manaus ao ser interrogado por um repórter, em uma das paradas de ônibus da cidade, se ele acreditava na fala do prefeito Amazonino que dizia transformar o sistema de transporte coletivo público de Manaus no mais moderno do Brasil para o ano que vem, o cidadão de pronto respondeu: “Levando em conta a história do transporte público de Manaus, defasado como é, se confundi com a história de Amazonino como governante da cidade, absolutamente não!”

A esta resposta acrescentaríamos que não somente Amazonino deve levar as glórias pelo caos que o transporte coletivo público é há muito tempo em Manaus. A situação alarmante em que se encontra o transporte coletivo em Manaus é efeito das más administrações públicas que prefeitos conhecidos do povo manauara, e que sempre se revezaram neste cargo público, bem como das ações conjuntas que já ocorreram, constituíram gestões mais em proveito próprio do que em prol do bem comum.

Se levarmos em conta que uma cidade sem transporte urbano, público, de qualidade e que favoreça aos habitantes da cidade um mínimo de conforto e utilidade, não existe, chegaremos a conclusão que Manaus é uma cidade inexistente. Sendo o transporte coletivo em uma cidade, um serviço público essencial para que outras atividades possam ser desempenhadas pelos trabalhadores que movimentam a produção e a riqueza para todos, sem este serviço a cidade se movimenta com um esforço diário que causa todo tipo de mal-estar aos corpos, tirando-lhes qualquer possibilidade de trabalhar em uma cidade que lhe garanta uma vida digna.

Em Manaus, os trabalhadores e suas famílias, enquanto cidadãos que precisam e pagam pelo transporte coletivo da cidade, não vivem, mas sobrevivem. Esta situação que beira a desumanidade constituiu-se como verdade na cidade devido a condição com que este serviço público sempre foi administrado. A prefeitura de fato nunca administrou este serviço por completo ou pelo menos manteve uma fiscalização rigorosa sobre as empresas privadas que tomam, temporariamente, as concessões públicas. Um exemplo é atual empresa Transmanaus que apenas juntou as outras empresas que já dominavam antes, ocasionando um monopólio do serviço.

Os empresários sempre estiveram à frente deste serviço e o povo manauara sempre foi o que sofreu com a irresponsabilidade do poder público que parece não compreender que se existe um poder soberano, este poder é do povo. Parece não compreender ou, simplesmente, não lhe interessa fazer uma administração pública governando para aqueles que produzem a cidade e apenas recebem em troca sofrimento: o povo.

Ontem, invertendo por completo a ação política onde primeiro se constitui o real para depois se constituir um discurso sobre este real, foi assinado, entre a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), um acordo que coloca Manaus entre as cidades concorrentes do Prêmio de Qualidade 2011.

Este prêmio é uma certificação que é entregue somente às empresas com comprovada excelência na prestação do serviço. Como Manaus, nem de longe possui esta excelência na prestação do serviço público transporte coletivo, tudo fica apenas na imaginação, isto é, uma idéia que nasce sem consistência real alguma. A imaginação só pode vim a se tornar algo real se houver um chamamento de ações efetivas para a produção do mundo social. Exatamente aquilo que envolve a relação entre sociedade civil e Estado, ou de outra forma, entre as ações de um governo e os serviços necessários para que a sociedade possa viver dignamente e não apenas sobreviver.

Lembrando a resposta do cidadão acima fica difícil nós pensarmos na transformação desta imaginação em algo real. Aliás, aprender a separar a capacidade dos homens de inventar e produzir a realidade como bem comum das catástrofes que a imaginação isolada pode favorecer, é uma ação política de todos.

A prefeitura de Manaus tem até setembro do próximo ano para se adequar às exigências da entidade ANTP, quando começa a avaliação do serviço de transporte coletivo público de Manaus.

 

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR O TRANSPORTE PÚBLICO EM MANAUS

No dia 5 (uma sexta-feira) de novembro, das 9h às 12h no auditório do Parque do Mindú, no bairro Parque Dez, zona Centro-Sul, está marcada uma audiência pública para discutir os “novos” rumos do transporte público em Manaus.

São históricos os problemas que a população de Manaus vem enfrentando com o transporte coletivo. Esses problemas que vão do sucateamento dos veículos até a demora por falta de ônibus, passando pelos altos preços da tarifa (que nunca são explicados claramente), são efeitos de uma administração do transporte público feita quase exclusivamente pelos empresários em detrimento de uma maior participação da prefeitura na administração e controle neste serviço que, embora, seja realizado por empresas privadas, é, incontestavelmente, um serviço público.

Na audiência poderão ser confrontados as propostas e procedimentos da Prefeitura de Manaus relacionada ao projeto da ampliação e melhoria do serviço público de transporte coletivo. Ao todo, a licitação sancionada pelo prefeito Amazonino Mendes no último dia 6 prevê investimentos na faixa de R$ 5 bilhões nos próximos 10 anos. E segundo o prefeito ano que vem Manaus terá o mais moderno sistema de transporte coletivo público do Brasil.

A MANAUS DE AMAZONINO NÃO É A MANAUS DE LULA

Amazonino anuncia que irá intervir, enquanto prefeito – sub judice, com processo pendente de cassação por compra de votos, no TSE, não esqueçamos – no transporte coletivo de Manaus.

Para a prefeitura, a solução imaginada para o transporte consiste em criar um sistema misto, em que a prefeitura teria parte da frota, através de uma empresa estatal, e a outra parte seria licitada para empresas privadas que ainda não estivessem dentro do sistema de transporte da cidade (leia-se, Transmanaus; leia-se, Acyr Gurgacz).

Amazonino, que trouxe para o sistema Acyr Gurgacz, longínquos trinta e poucos anos atrás, em sua atual gestão, aumentou o preço da passagem de ônibus duas vezes, tirou o direito à meia passagem dos estudantes – conquista de mais de quarenta anos da categoria – e diminuiu a frota de coletivos, na contramão do crescimento da cidade. Enquanto isso, o estado de conservação das vias públicas piorou e a quantidade de carros que saem das revendedoras para o já supercongestionado trânsito manauara cresce exponencialmente a cada mês.

Se Amazonino trouxe Gurgacz para a cidade, não pode ser responsabilizado sozinho pelo inerte sistema de transporte coletivo atual. Seus sucessores, incluindo aí Braga, Omar Aziz (como vice-prefeito diversas vezes) Serafim Corrêa e Alfredo Nascimento, conseguiram, cada um a seu modo, conservar a ineficiência do sistema, e o monopólio da família Gurgacz, que se manteve, a despeito das diversas empresas que utilizaram para continuar no sistema.

Eis que, neste momento, Amazonino afirma, pela enésima vez, a tentativa de reorganizar o sistema. O que, para a população, soa como delírio e afirmação de uma existência malograda, já que Amazonino, o mesmo que privatizou a COSAMA e condenou Manaus a ser a única cidade à beira da maior bacia hidrográfica do mundo a sofrer com falta d’água, agora pretende “estatizar” o transporte coletivo. Para tal, associa o seu nome ao de Lula, na tentativa de dar credibilidade às suas ações.

Porém, assim como Amazonino sempre caminhou ao lado daqueles que historicamente combateram as políticas sociais e o próprio Lula, este, jamais se comprometeu com a política da simulação e da trapaça. Como o governo Lula tem sido um governo da imanência, onde as ações saem do engendramento da razão, organizando a matéria a partir dos agenciamentos desejantes, é possível a ele ver uma Manaus que Amazonino não concebe.

A Manaus que Lula vê carrega a potência coletiva da política enquanto engendramento desejante de outros possíveis. A alegria como potência ativa que cria outros territórios e acessa outras instâncias do existir. Nada a ver com a Manaus de Amazonino, que é o espectro fantasmático daquilo que ele próprio construiu para sua existência. A corrupção, como já dissemos em outras textualizações, é um padecer. Se hoje o transporte coletivo só existe no plano do alibi, é porque as ações que o engendraram, no plano institucional, foram no sentido de sabotar as tentativas de concebê-lo enquanto necessidade social de uma cidade viva e pulsante. Aos mortos, só interessa a morte.

Assim, a tentativa de Amazonino de usar a imagem de Lula para atrair credibilidade à mais uma de suas (in)ações, fenece antes mesmo de ocorrer, porque não parte de uma ação afirmativa do existir, mas de uma reatividade expressa de uma existência apassivada. E mesmo que Lula, institucionalmente, apóie Amazonino, isto é, a Prefeitura de Manaus, é porque entre a Manaus do presidente e a do prefeito sub judice, não há nenhuma semelhança. Se falhar, Amazonino o terá feito sozinho. Se conseguir, deverá ao governo federal um dos raríssimos sucessos políticos de sua vida pública.

POLIDIZERES

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O grande inimigo do capitalista é também o seu maior objetivo: o mercado consumidor. É preciso dar um mínimo de condições de subsistência para que as pessoas possam consumir, e assim, constituir um mercado consumidor para os produtos que o capitalista oferece. O problema é que, tendo este mínimo de condições, as pessoas mostram que não se reduzem a consumidores passivos, e começam a produzir elas mesmas aquilo de que precisam, eliminando a dependência do capitalista.

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Ferver em um único dia em um simulacro de liberdade ou luta diária com expressão homoafetiva? (Sobre a Parada Gay de São Paulo, por @Guttto).

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– Não tem nada que doa mais a um pai do que um filho que o decepcionou.

– Não, velho. Não há nada mais triste que um pai que sofre por ter fracassado em dominar a vida dos filhos.

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Os antigos cultivavam a terra diariamente, na labuta pelo alimento. Mas escolhiam um dia especial para celebrar e conviver, dando vivas à fartura que era fruto do trabalho cotidiano.

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Quem é mais perigoso: um faminto com uma arma na mão, ou um candidato de direita em queda livre nas pesquisas eleitorais?

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Na matemática do transporte coletivo, os fatores eleição e popularidade pesam; daí Amazonino ter, numa jogada eleitoral, ter “baixado” a passagem de 2,25 para 2,10, depois de aumentar de 2,00 para 2,25. Agora, sem pretensões em 2010, colocou a passagem volta a 2,25. Somente o elemento principal da equação, a planilha de custo das empresas, essa continua sendo o X da questão.

AMAZONINO ACENA COM AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS

Do Portal D24Am.Com:

Empresários querem cobrar R$ 2,20. Prefeito Amazonino Mendes prometeu falar sobre o assunto na próxima segunda-feira, após retornar de viagem.

Mote da Gestão Amazonínica: ÔNIBUS DE QUAL IDADE?

A prefeitura de Manaus divulgou, por meio de sua assessoria, que Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) enviou ao prefeito Amazonino Mendes um ofício em que pleiteia reajuste imediato da tarifa de ônibus. A causa é o contrato assinado entre a Prefeitura de Manaus e o Consórcio Transmanaus, vencedor da licitação, que prevê o reajuste anual da tarifa.

Os empresários do sistema de transporte coletivo têm argumentado, desde abril e maio passados quando os trabalhadores do sistema realizaram greve reivindicando reajuste salarial, que somente o aumento do valor da passagem dos ônibus vai permitir que eles paguem o percentual de 4% acordado com o Sindicato dos Rodoviários.

O Sinetram já apontou também que já realizou um cálculo preliminar que aponta que a tarifa deve ficar em torno de R$ 2,20, ainda abaixo dos R$ 2,25 praticados até fevereiro deste ano. O próprio prefeito Amazonino Mendes decretou a redução do valor da tarifa para R$ 2,10, em fevereiro passado, com base em estudos técnicos e jurídicos do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (IMTT) que apontaram ser possível executar uma tarifa menor, desafogando os usuários.

O prefeito Amazonino Mendes determinou que o corpo jurídico e técnico do Executivo analise a reivindicação dos empresários – assim como já está acontecendo com a possibilidade de nova greve apontada pelo Sindicato dos Rodoviários – e vai falar sobre o assunto assim que retornar a Manaus, na segunda-feira (7).