Campanha de vacinação contra a gripe termina amanhã em todo o país

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Termina amanhã (13) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Devem procurar os postos de saúde idosos (pessoas com mais de 60 anos), gestantes, profissionais de saúde, e os pais devem levar as crianças de até dois anos de idade. Os indígenas também integram o público-alvo da campanha nacional. A vacinação é feita dentro das aldeias.

A vacina protege contra os três vírus que mais circulam no Hemisfério Sul, entre eles, o da influenza A (H1N1) – gripe suína. A dose é contraindicada para quem tem alergia a ovo.

De acordo com último balanço do ministério, divulgado ontem (11), mais de 14 milhões de pessoas já foram imunizadas, o equivalente a 61% do público-alvo. A meta do governo é vacinar 80% dessa população, cerca de 24 milhões de pessoas.

Mais da metade das crianças e dos idosos já foram vacinados. Cerca de 46% dos trabalhadores de saúde foram imunizados. Gestantes e índios têm as coberturas mais baixas, 32,9% e 28,2%, conforme o levantamento de ontem.

O ministério alega que o levantamento do número de grávidas vacinadas leva em consideração os nascimentos ocorridos durante o ano. Assim, é feita uma estimativa com base na quantidade de mulheres que deram à luz antes da vacinação e as que poderão engravidar depois da campanha.

Em relação aos indígenas, o governo argumenta que as aldeias ficam em áreas de difícil acesso e, por isso, as vacinas aplicadas são contabilizadas somente após o retorno das equipes.

Conforme os dados do ministério, o Rio de Janeiro aparece com um dos menores índices gerais de cobertura, cerca de 35%. A Secretaria de Saúde do Município do Rio decidiu instalar tendas na cidade como tentativa de aumentar a adesão da população. Santa Catarina e Goiás têm as maiores coberturas, acima de 60%.

Edição: Talita Cavalcante

Anúncios

Carnaval: ministro abre em SP campanha de combate a DST e aids

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inicia na noite de hoje (4), no Sambódromo, a campanha de Combate a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) do ministério no carnaval 2011. Os principais alvos das ações do ministério nos quatro dias de folia serão as meninas e mulheres dos 15 a 24 anos. A campanha também incentiva a realização do teste de HIV.

“A pessoa poderá encontrar os preservativos nas unidades de saúde. Nas grandes festas de carnaval também haverá distribuição, e os blocos estão aderindo”, disse. “Mas sobretudo, mulheres jovens, exijam a camisinha, esse é um ato de proteção da sua vida, e da vida do seu parceiro”, destacou o ministro, em evento na cidade de Santo André, na Grande São Paulo.

De acordo com o Boletim Epidemiológico 2010 do Ministério da Saúde, já foram registrados 12.693 casos de aids em homens e mulheres jovens, de 13 a 19 anos, de 1980 até junho de 2010. Nessa faixa etária, o número de casos da doença é maior entre as mulheres: oito casos em meninos para cada dez em meninas. Nas demais faixas etárias, o número de casos de aids é maior entre homens do que entre mulheres.

Em relação ao uso da camisinha, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, de 2008, mostra que, entre jovens de 15 a 24 anos, as meninas estão mais vulneráveis ao HIV. Em todas as situações, os meninos usam mais preservativo do que elas. Na última relação sexual com parceiro casual, o percentual de uso da camisinha entre as meninas é consideravelmente mais baixo (49,7%) do que entre os meninos (76,8%). Quando o relacionamento se torna fixo, apenas 25,1% delas utilizam a camisinha com regularidade; entre eles, o percentual é de 36,4%.

O ministro participou na manhã de hoje do lançamento em Santo André da Campanha de Distribuição Gratuita de Medicamentos para Hipertensão e Diabetes no programa Aqui Tem Farmácia Popular. Padilha e o prefeito de Santo André, Aidan Ravin, também lançaram a pedra fundamental da construção da primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade, e entregaram as chaves de seis novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Edição: João Carlos Rodrigues

Brasil faz primeiro grande levantamento de dados estatísticos sobre consumo de crack

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil está desenvolvendo o maior estudo sobre consumo de crack do mundo. De acordo com a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, o objetivo é ter dados estatísticos reais do consumo de crack no país, das grandes cidades à zona rural. A pesquisa está sendo feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a universidade americana de Princeton e os primeiros resultados serão divulgados em abril.

“Em 2010, lançamos o plano integrado de enfrentamento ao crack e outras drogas. Não temos, neste momento, nenhum número exato de consumo de crack no país. São apenas meras especulações. Por isso, estamos desenvolvendo o primeiro grande levantamento que se configura como o maior estudo sobre crack no mundo”, afirmou hoje (3) a secretária, após a apresentação do Relatório 2010 da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife).

A estimativa é que 25 mil pessoas participem da pesquisa, sendo que 22 mil fornecerão dados quantitativos e 3 mil, dados qualitativos. “Esse plano de enfrentamento [estudo direcionado ao consumo de crack] nasceu da preocupação do Brasil com dois indicadores: aumento das apreensões de pasta base feitas pela Polícia Federal e a procura [das pessoas viciadas em crack] por tratamento.”

A grande inovação, segundo Paulina, é que os usuários ouvidos pela pesquisa serão convidados a fazer testes para identificar se contraíram doenças relacionadas ao consumo do crack, como hepatites B e C, tuberculose e aids. “Depois desses testes, eles serão encaminhados à rede de saúde para tratamento.”

Além da pesquisa, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) também vai desenvolver um sistema de monitoramento precoce para consumo e tráfico de drogas em parceria com a Polícia Federal, o Ministério da Saúde e a Universidade de São Paulo (USP). De acordo com Paulina, o investimento será de aproximadamente US$ 5 milhões.

“Vamos juntar programas que possam nos dar as tendências dos surgimentos de novas drogas, novas formas de consumo, pedidos de tratamento, assim como tipos de apreensão em locais onde essas drogas aparecem”, afirmou.

O relatório da Jife divulgado hoje (2) aponta o crescimento do consumo de crack no território brasileiro e destaca o trabalho do governo brasileiro no combate à droga. De acordo com Paulina, o Brasil busca “mecanismos sustentáveis” para o enfrentamento ao crack. Um dos principais problemas é a falta de locais específicos para tratamento dos usuários.

Segundo a secretária, 100 mil profissionais da área de segurança pública e saúde, que combatem o consumo de drogas no país, serão capacitados para esse trabalho. “O Brasil vem fazendo um grande esforço no enfrentamento qualificado ao tráfico urbano.”

Edição: Lana Cristina

Saúde libera R$ 4,5 milhões para tratamento de pessoas com dengue no Amazonas

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Saúde liberou R$ 4,5 milhões para o tratamento de vítimas da dengue no estado do Amazonas. Desse total, Manaus receberá R$ 1,7 milhão. A capital amazonense enfrenta uma epidemia e responde por mais de 65% dos casos da doença registrados no estado nos dois primeiros meses do ano.

Os recursos serão usados para a compra de medicamentos, soro fisiológico, luvas e outros materiais para tratamento dos doentes. O governo federal autorizou, anteriormente, a liberação de R$ 6,6 milhões ao estado para abertura de leitos em Manaus e contratação de pessoal.

De janeiro a 25 de fevereiro, a Secretaria de Saúde do estado registrou 13.092 notificações (casos suspeitos e confirmados), sendo 8.812 em Manaus. Foram confirmadas oito mortes e 115 casos considerados graves.

Por causa do aumento de casos da doença no início de ano, nove municípios amazonenses estão em situação de emergência. São eles: Manaus, Humaitá, Nova Olinda do Norte, Barcelos, Lábrea, Tefé, Coari, Codajás e Itacoatiara.

Os quatro tipos virais de dengue circulam no Amazonas. O estado registrou dois casos de dengue 4, sorotipo que reingressou no país depois de 28 anos e provocou um surto em Roraima desde o ano passado. A maioria dos brasileiros não tem imunidade contra esse sorotipo, o que aumenta as chances de uma epidemia.

Edição: Juliana Andrade

Ministério da Saúde libera R$ 3,7 milhões para controle da dengue no Amazonas

do sitio do ministério da saúde

Recurso servirá para intensificar ações emergenciais de assistência aos pacientes e vigilância em Saúde. Primeira parcela será repassada imediatamente

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 3,7 milhões para o estado do Amazonas, para reforçar as ações de prevenção e controle de dengue. A Portaria nº 223/2011, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12), destina R$ 2,94 milhões à assistência aos pacientes e R$ 800 mil às ações de Vigilância em Saúde, que incluem o trabalho de visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde e a aplicação de inseticidas e larvicidas por agentes de endemias.

O recurso para assistência será repassado em quatro parcelas mensais e o de vigilância, em duas parcelas. A Portaria determina o repasse imediato da primeira parcela dos dois recursos. Ainda em fevereiro, o estado deverá receber 25% do valor estabelecido para assistência (R$ 735 mil) e 50% do total destinado à Vigilância em Saúde (R$ 400 mil).

A medida foi autorizada porque o Amazonas vem enfrentando aumento expressivo de casos de dengue neste início de 2011. Dados preliminares, informados pela Secretaria Estadual de Saúde até 28 de janeiro, indicam 1.294 casos suspeitos de dengue, entre os quais 11 casos graves e quatro mortes suspeitas. Nesta semana, o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, informou que o total de notificações em janeiro chegou a 4.689, contra 693 registrados no mesmo período de 2010.

ALERTAS – O Amazonas é um dos 16 estados com risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue em 2011. O alerta é do “Risco Dengue”, ferramenta indica a probabilidade de epidemia ao combinar fatores do setor saúde (número de casos, circulação dos sorotipos virais, infestação pelo mosquito), de infraestrutura (saneamento e abastecimento de água) e demográficos (densidade populacional).

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outubro de 2010, revelou que Manaus estava em situação de alerta, com presença de focos do mosquito transmissor em 2,4% das residências. Humaitá – um dos municípios que enfrentam aumento de casos atualmente no estado – integrava a lista de 24 cidades com risco de surto, em todo o país. Naquele levantamento, Humaitá apresentou larvas do mosquito em 4,8% das residências. O LIRAa considera satisfatório o índice de infestação abaixo de 1%. Entre 1,1% e 3,9%, a situação é de alerta. Acima de 3,9% de infestação, há risco de surto.

Valéria Feitoza, da Agência Saúde
(61) 3315-3988/3580/2351

Farmácia Popular passa a oferecer remédios de hipertensão e diabetes gratuitamente

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O programa Aqui Tem Farmácia Popular vai oferecer medicamentos contra hipertensão e diabetes de graça. Atualmente, o governo paga 90% do valor desses medicamentos e o cidadão tinha de arcar com o restante. Com a medida anunciada hoje (2) pelo governo, os remédios passam a ser distribuídos gratuitamente.

As 15 mil farmácias e drogarias privadas conveniadas ao programa têm até o dia 14 de fevereiro para se adaptar à medida. Qualquer brasileiro pode ter acesso aos medicamentos desde que apresente um documento com foto, o CPF e a receita médica.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 900 mil hipertensos e diabéticos devem ser beneficiados com a medida. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a oferta gratuita desses remédios só foi possível graças a um acordo negociado entre o governo e o setor farmacêutico.

O programa oferece ainda remédios subsidiados para mais cinco doenças: asma, rinite, Mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas. No total, são 24 tipos de medicamentos.

 

Edição: Lílian Beraldo

Transexuais poderão usar o SUS, em São Paulo, para fazer cirurgia de retirada do útero

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A partir do fim do mês de janeiro, cirurgias para remoção de útero de transexuais (mulheres que se sentem homens) começarão a ser feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de São Paulo.

Os interessados serão atendidos pelo Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento em Doenças Sexualmente Transmissíveis, na capital paulista. Após exames iniciais, os pacientes serão encaminhados para o Hospital Estadual Pérola Byington, onde será feita a histerectomia (retirada do útero).

O hospital será capaz de fazer até 100 histerectomias por ano. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, os transexuais terão atendimento personalizado, com quartos individuais e equipe treinada para lidar com as demandas específicas dessa população. A secretaria também planeja iniciar o atendimento dos transexuais para cirurgia de retirada de mama. Um hospital de referência para a mastectomia em transexuais deverá ser definido nos próximos meses.

Em setembro de 2010, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou resolução sobre a assistência a transexuais no Brasil. O CFM passou a permitir que os procedimentos de retirada de mamas, ovários e útero de transexuais possam ser feitos em qualquer hospital público ou privado que siga as recomendações do conselho. O tratamento de neofaloplastia (construção do pênis) só é permitido em caráter experimental.

Edição: Vinicius Doria