AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR O TRANSPORTE PÚBLICO EM MANAUS

No dia 5 (uma sexta-feira) de novembro, das 9h às 12h no auditório do Parque do Mindú, no bairro Parque Dez, zona Centro-Sul, está marcada uma audiência pública para discutir os “novos” rumos do transporte público em Manaus.

São históricos os problemas que a população de Manaus vem enfrentando com o transporte coletivo. Esses problemas que vão do sucateamento dos veículos até a demora por falta de ônibus, passando pelos altos preços da tarifa (que nunca são explicados claramente), são efeitos de uma administração do transporte público feita quase exclusivamente pelos empresários em detrimento de uma maior participação da prefeitura na administração e controle neste serviço que, embora, seja realizado por empresas privadas, é, incontestavelmente, um serviço público.

Na audiência poderão ser confrontados as propostas e procedimentos da Prefeitura de Manaus relacionada ao projeto da ampliação e melhoria do serviço público de transporte coletivo. Ao todo, a licitação sancionada pelo prefeito Amazonino Mendes no último dia 6 prevê investimentos na faixa de R$ 5 bilhões nos próximos 10 anos. E segundo o prefeito ano que vem Manaus terá o mais moderno sistema de transporte coletivo público do Brasil.

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PROJETO PREVÊ DEVOLUÇÃO DE DINHEIRO EM CASOS DE INTERRUPÇÃO NO TRAJETO DE ÔNIBUS

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO VEREADOR JOSÉ RICARDO

O vereador José Ricardo Wendling (PT) pronunciou-se mais uma vez, na manhã desta terça-feira (3), no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), sobre a situação em que se encontra o transporte coletivo da cidade, com ônibus velhos, que “quebram” pelas ruas diariamente. E quem sofre com tudo isso é a população, que paga uma das passagens mais caras do País, por um serviço de péssima qualidade. Para ele, a Prefeitura – que até hoje não colocou em prática suas promessas – precisa urgentemente gerenciar o sistema de transporte coletivo.

José Ricardo solicitou agilidade no andamento de seus projetos de lei, em tramitação na CMM, como o que prevê o ressarcimento dos usuários do transporte em casos de interrupção da viagem, propositura em parceria com o vereador Ademar Bandeira (PT). “Temos conhecimento que todos os dias vários ônibus ‘pifam’ pelas ruas da cidade. E, em muitas ocasiões, os usuários ficam no prejuízo quando precisam pagar duas passagens para chegar ao seu destino final. Com esse projeto, nessas situações, eles devem ser ressarcidos”, explica o vereador, ressaltando que há mais de um projeto nesse sentido na Casa, defendendo assim que as proposituras sejam unificadas. Ele sugeriu ainda que seja criado um estatuto para os usuários do transporte, um documento que garantiria direitos e deveres.

De acordo com o parlamentar, é preciso discutir com mais seriedade o funcionamento do sistema de transporte, bem como a tarifa de ônibus. Nesse sentido, Projeto também de sua autoria prevê que antes de qualquer reajuste de tarifa deve haver audiência pública e apresentação das planilhas de custo. “é preciso haver transparência, o que não temos até hoje”, afirma ele, acrescentando que a Prefeitura chegou a divulgar que criaria uma empresa pública para gerir o sistema, mas, por enquanto, são apenas promessas. “Se for para ficar com empresas privadas, a Prefeitura deve assumir o gerenciamento. Por enquanto, o executivo está calado”.

No próximo dia 18, às 15h, será realizada Audiência Pública, no auditório da CMM, uma propositura do vereador José Ricardo, para debater o BRT (projeto de transporte da Prefeitura) e o Monotrilho (projeto defendido pelo Governo do Estado). “Esta Casa ainda não tem um posicionamento definitivo sobre essas duas modalidades de transporte. Por isso, é importante o debate. Há dúvidas, inclusive, quanto à eficácia do Monotrilho, em que especialistas e o próprio prefeito criticam”.

“Caso Emparsanco”

José Ricardo comentou ainda que, por meio de solicitação de sua autoria, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) está avançando nas investigações que estão sendo feitas, por meio de auditoria, junto à Empresa Emparsanco, que recebeu cerca de R$ 41 milhões da Prefeitura de Manaus, referente a serviços de recuperação de vias. “Esses pagamentos foram feitos a essa empresa e até hoje não se sabe o que foi feito. é muito dinheiro público, que precisa ser prestado contas”.

Contato: 3303-2842/2843
josericardo@cmm.am.gov.br

A MANAUS DE AMAZONINO NÃO É A MANAUS DE LULA

Amazonino anuncia que irá intervir, enquanto prefeito – sub judice, com processo pendente de cassação por compra de votos, no TSE, não esqueçamos – no transporte coletivo de Manaus.

Para a prefeitura, a solução imaginada para o transporte consiste em criar um sistema misto, em que a prefeitura teria parte da frota, através de uma empresa estatal, e a outra parte seria licitada para empresas privadas que ainda não estivessem dentro do sistema de transporte da cidade (leia-se, Transmanaus; leia-se, Acyr Gurgacz).

Amazonino, que trouxe para o sistema Acyr Gurgacz, longínquos trinta e poucos anos atrás, em sua atual gestão, aumentou o preço da passagem de ônibus duas vezes, tirou o direito à meia passagem dos estudantes – conquista de mais de quarenta anos da categoria – e diminuiu a frota de coletivos, na contramão do crescimento da cidade. Enquanto isso, o estado de conservação das vias públicas piorou e a quantidade de carros que saem das revendedoras para o já supercongestionado trânsito manauara cresce exponencialmente a cada mês.

Se Amazonino trouxe Gurgacz para a cidade, não pode ser responsabilizado sozinho pelo inerte sistema de transporte coletivo atual. Seus sucessores, incluindo aí Braga, Omar Aziz (como vice-prefeito diversas vezes) Serafim Corrêa e Alfredo Nascimento, conseguiram, cada um a seu modo, conservar a ineficiência do sistema, e o monopólio da família Gurgacz, que se manteve, a despeito das diversas empresas que utilizaram para continuar no sistema.

Eis que, neste momento, Amazonino afirma, pela enésima vez, a tentativa de reorganizar o sistema. O que, para a população, soa como delírio e afirmação de uma existência malograda, já que Amazonino, o mesmo que privatizou a COSAMA e condenou Manaus a ser a única cidade à beira da maior bacia hidrográfica do mundo a sofrer com falta d’água, agora pretende “estatizar” o transporte coletivo. Para tal, associa o seu nome ao de Lula, na tentativa de dar credibilidade às suas ações.

Porém, assim como Amazonino sempre caminhou ao lado daqueles que historicamente combateram as políticas sociais e o próprio Lula, este, jamais se comprometeu com a política da simulação e da trapaça. Como o governo Lula tem sido um governo da imanência, onde as ações saem do engendramento da razão, organizando a matéria a partir dos agenciamentos desejantes, é possível a ele ver uma Manaus que Amazonino não concebe.

A Manaus que Lula vê carrega a potência coletiva da política enquanto engendramento desejante de outros possíveis. A alegria como potência ativa que cria outros territórios e acessa outras instâncias do existir. Nada a ver com a Manaus de Amazonino, que é o espectro fantasmático daquilo que ele próprio construiu para sua existência. A corrupção, como já dissemos em outras textualizações, é um padecer. Se hoje o transporte coletivo só existe no plano do alibi, é porque as ações que o engendraram, no plano institucional, foram no sentido de sabotar as tentativas de concebê-lo enquanto necessidade social de uma cidade viva e pulsante. Aos mortos, só interessa a morte.

Assim, a tentativa de Amazonino de usar a imagem de Lula para atrair credibilidade à mais uma de suas (in)ações, fenece antes mesmo de ocorrer, porque não parte de uma ação afirmativa do existir, mas de uma reatividade expressa de uma existência apassivada. E mesmo que Lula, institucionalmente, apóie Amazonino, isto é, a Prefeitura de Manaus, é porque entre a Manaus do presidente e a do prefeito sub judice, não há nenhuma semelhança. Se falhar, Amazonino o terá feito sozinho. Se conseguir, deverá ao governo federal um dos raríssimos sucessos políticos de sua vida pública.

JOSÉ RICARDO CRITICA ABANDONO DA EDUCAÇÃO PELA PREFEITURA

O vereador José Ricardo Wendling (PT) pronunciou-se na manhã desta segunda-feira (21), no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), sobre a falta de prioridade com que a Prefeitura de Manaus trata a educação da cidade, com prédios escolares sem as mínimas condições estruturais, onde falta até água para a preparação da merenda escolar. Mas, em contrapartida, dispensa em poucos meses, por meio da Manaustur e da Manauscult, quase R$ 1 milhão em festas de bairros. “Verba para a educação nunca tem, mas para a realização de grandes eventos nunca falta. é tratar o povo com pão e circo”.

José Ricardo, que visita escolas municipais toda semana, citou como exemplo a última unidade educacional visitada na semana passada: EM Miguel Arraes de Alencar, no bairro Amazonino Mendes (Mutirão), Zona Norte. No local, ele informa que falta tudo, até água, o que está prejudicando a produção da merenda escolar. “Não é a toa que a formação educacional da cidade está em decadência, porque a desculpa é sempre a mesma: falta verba”, ressalta.

Em contrapartida, o vereador cita o alto recurso dispensado pela Manaustur nos últimos meses para festas de aniversário dos bairros da cidade: R$ 173 mil para o Baile Rosas de Maio, no Japiim; R$ 99,5 mil para o aniversário do bairro Ouro Verde; R$ 106 mil para o aniversário do Manôa; R$ 207 mil para o aniversário do bairro do Alvorada 1 e 2; R$ 100 mil para o bairro do Santo Antônio, e outros R$ 100 mil para o São José. Além disso, a Manauscult gastou R$ 260 mil somente para o Fun Park, com um público de 1,5 mil pessoas, o que equivale a R$ 175 por pessoa. “Parece que sobra dinheiro nos cofres do executivo. Só não sobra para a educação”.

Nova paralisação no transporte

José Ricardo falou ainda sobre uma nova paralisação parcial no transporte coletivo, que está acontecendo na cidade na manhã desta segunda, citando como exemplo os moradores do Mutirão, do Núcleo 23 da Cidade Nova e do conjunto Amadeu Botelho, todos na Zona Norte, que desde às 6h esperavam pelos ônibus para conseguir chegar ao trabalho ou na escola. “Recebi cedo essas ligações dos moradores, que dizem não saber mais a quem apelar”.

De acordo com ele, a Prefeitura deveria intervir no transporte coletivo, já que reajustar a tarifa não é suficiente para garantir o pagamento dos trabalhadores (principal motivo dessa paralisação) e nem de melhorar a qualidade do serviço. “O preço da passagem subiu, mas o sistema continua caótico, sendo o povo e os rodoviários os prejudicados nisso tudo. Por isso, a solução é mesmo a intervenção”.

PREFEITURA DE MANAUS DEVE DIVULGAR RESULTADO DO CONCURSO PÚBLICO NA SEGUNDA-FEIRA

Do Portal D24AM.Com:

Aproximadamente 40 mil pessoas se inscreveram no processo seletivo para preenchimento de 665 vagas no serviço municipal.

Na próxima segunda-feira, a Fundação Conesul deve divulgar o resultado final para as 665 vagas de nível Médio do concurso da Prefeitura de Manaus, exceto para os candidatos ao cargo de guarda municipal, que ainda serão submetidos a exame de aptidão física.

Segundo a assessoria da Conesul, no mesmo dia será divulgado o resultado da primeira etapa para os 197 cargos de nível Superior. Os aprovados nesta fase ainda terão que passar por prova de títulos, que devem ser entregues até o dia 21. O resultado final para os candidatos de nível Superior deve sair quinze dias depois.

O gabarito final do concurso público, após análise dos recursos protocolados pelos candidatos contra questões da  prova, está previsto para ser divulgado na próxima sexta-feira. Segundo a Prefeitura, aproximadamente 40 mil pessoas se inscreveram no concurso público, que ofereceu 862 vagas na administração municipal.

Em abril, o secretário municipal de Administração, José Ferreira Assunção, disse que os cargos serão preenchidos logo após a divulgação do resultado final do concurso. Eles devem substituir parte das vagas hoje ocupadas por servidores do Regime de Direito Administrativo (RDAs), os chamados temporários, que já estão na administração pública há mais de 10 anos, e cujo os contratos terminam no final de agosto.

A INFORMÁTICA DE AMAZONINO ESQUECE O REAL

 

Manaus, na prefeitura de Amazonino, é planejada assim

Amazonino não é prefeito. Nem de fato, nem de direito. Mas acredita que ocupa a cadeira da sede da Compensa. Não cumpriu, como de praxe nos últimos 30 anos, as promessas de campanha. Agora, dois anos depois de ocupar a cadeira, simula uma outra Manaus, toda feita em computação gráfica. De real, nada. Sinal de que está, ao menos neste campo, razoavelmente assessorado, já que na campanha de 2004 sequer sabia diferenciar inclusão de impressão digital. Do que sobra de seus projetos mirabolantes, que incluem um aquário, um forte apache para as crianças, um choque de ordem nos camelôs e no trânsito, de ruas asfaltadas, de um transporte eficiente e informaticamente monitorado, é a Manaus real, aquela que não cabe no hiperreal da política simulada do Amazonas, com seus amazoninos, bragas, omares, alfredos, dentre muitos. O problema, para eles, é que o povo sabe que a realidade é outra.

DE OUTRAS INFORMATICIDADES…

Enquanto Amazonino delira em CGI e trilha sonora hollywoodiana uma Manaus impossível, o MPE dorme em berço esplêndido e não vê a inconstitucionalidade na gestão municipal. Faz mais de um mês, Amazonino personalizou o logotipo da prefeitura, com direito a trabalho informático de professor do IFAM, e um slogan que chega a ser involuntariamente sarcástico. Como de praxe, Amazonino incorre (como de resto, praticamente todos os governantes municipais e estaduais, à exceção de Serafim, que usou o brasão da cidade) em personalizar aquilo que, segundo a Constituição Federal, deve ser impessoal. Será que na procuradoria-geral do MPE não tem internet?

A TRANSPARÊNCIA DA PREFEITURA

No transparecer da Manaus CGI de Amazonino, o olhar se dissolve na banalidade da imagem. Na cascata imagética, a hipnose da alta tecnologia não transforma o inexistente em real, mas em crível. Ao menos para aqueles cujo aparelho cognitivo já foi sobrecodificado pela lógica da transparência. No entanto, e frontalmente contrário, é na ausência da imagem, no silêncio comunicacional, que o real aparece em toda a sua opacidade.

É que mesmo com toda a parafernália infotécnica que a prefeitura dispõe, para fazer logotipos publicitários e cidades em realidade virtual, não foi capaz de se adequar a tempo de cumprir a Lei da Transparência. A Lei Complementar 131/2009 prevê a divulgação diária dos gastos da União, Estados, e municípios com mais de 100 mil habitantes, e foi promulgada em maio de 2009. O prazo para adequação encerra-se hoje, e tudo indica que a prefeitura transparente de Amazonino não o fez.

Quando o uso das teletecnologias tem como objetivo atualizar no real elementos de ordem do empoderamento da democracia, a prefeitura de Manaus falha; mas tem se mostrado expert no uso obnubilante dessas tecnologias, a serviço da estupidificação de si mesma.

MESMO COM PROBLEMAS COM A EMPRESA ORGANIZADORA, CONCURSO DA PREFEITURA DEVE CONTINUAR

Do Portal Amazônia:

MANAUS – A realização das provas do Concurso Público de Prefeitura de Manaus está mantida, conforme anunciou o titular da Secretaria Municipal de Administração (Semad), José Antônio de Assunção, após a Fundação ConeSul, instituição contratada para organizar o certame, ser declarada inidônea pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE/PE), em razão de falhas na realização de um concurso promovido pela instituição naquele estado.

De acordo com o Assunção, o cronograma do concurso será mentido, já que a ConeSul continua habilitada no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), do Governo Federal. As provas para o preenchimento das 862 vagas serão realizadas neste domingo.

Contratação

Assunção explicou que a contratação da ConeSul ocorreu no dia 16 de março, e que a declaração de inidoneidade aconteceu depois, no dia 22. Além disso, o processo administrativo ainda está em andamento; só após sua conclusão e eventual constatação negativa da atuação do ConeSul no Sicaf, a instituição ficaria proibida de contratar com a administração pública. Ainda segundo Assunção, mesmo que isso aconteça, o concurso da Prefeitura não seria prejudicado pois diz respeito a um contrato anterior.

O concurso tem mais de 51 mil inscritos. “O concurso atraiu pessoas de vários municípios e até de outros estados. Não é justo causar transtornos, prejudicando esses candidatos”, explica o secretário. Ele acrescentou que a iniciativa de esclarecer à sociedade sobre os possíveis rumores acerca da suspensão do concurso, tem por objetivo comprovar a transparência e lisura com que o poder público tem conduzido todo o processo. (AL)