Polícia investiga caso de pai e filho espancados depois de confundidos com casal gay


Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Polícia Civil de São João da Boa Vista, município da região de Campinas, no interior paulista, instaurou inquérito para apurar a agressão de um grupo de rapazes contra pai e filho, na madrugada da última sexta-feira (15), na Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic). Os agressores pensaram que se tratava de um casal gay.

Segundo o delegado titular do 1º Distrito Policial daquela cidade, Fernando Zucarelli Pinto, as duas vítimas sofreram ferimentos e uma delas, o pai cuja identidade está sendo preservada, passará por exames no dia de hoje (19), no Instituto Médico-Legal IML). Ele teve parte da orelha decepada. Já o filho sofreu ferimentos leves.

De acordo com o delegado, os dois relataram que foram à Eapic acompanhados de suas namoradas. Por volta das 3h, elas saíram para ir ao banheiro. Pai e filho se abraçaram nesse momento. Alguns rapazes que estavam ao lado perguntaram se eram gays. Diante da negativa, os curiosos se afastaram e retornaram com um grupo maior espancando as vítimas. O pai desmaiou e precisou ser levado a um hospital.

Os agressores ainda não foram localizados e a polícia está ouvindo testemunhas na tentativa de identificá-los.

Edição: Talita Cavalcante

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Em junho foram criados mais de 215 mil empregos

 

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O mês de junho registrou a criação de 215.393 empregos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (19) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Foram admitidas 1.781.817 pessoas e demitidas 1.566.424. No mesmo período de 2010, o saldo foi 212 mil empregos e, no mês passado, o saldo foi 252 mil empregos.

No semestre, o saldo de empregos é 1.414.660, resultado superior ao do primeiro semestre de 2010 (1,63 milhão) e ao do primeiro semestre de 2008 (1,44 milhão). O saldo dos últimos doze meses, de julho de 2010 a junho deste ano, é 2.249.365 empregos. Os dados sofrem ajustes por causa dos empregos declarados ao ministério depois do prazo.

Edição: Vinicius Doria

Em congresso de sindicalistas, Lula diz que está de volta à política e promete ser o “lobista número 1 das causas sociais”

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva pretende ter uma participação mais ativa na política nacional. “Vou voltar a andar por este país. Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez,” disse ele, ao discursar hoje (15) durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Lula destacou que chegou ao fim o período de afastamento voluntário do cenário político que ajudou na consolidação da presidenta Dilma Rousseff à frente do comando do país. “Eu disse, no início do ano, que ia entrar em um processo de desencarnação, para poder permitir a encarnação da presidenta Dilma.”

O ex-presidente adiantou que as suas ações serão voltadas à busca de soluções para os problemas sociais. “Embora não seja mais presidente, sou cidadão brasileiro. Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência] e com a presidenta Dilma Rousseff para que a gente possa resolver isso”, disse, enquanto caminhava na beirada do palco, cumprimentando os sindicalistas que se esforçavam para fotografá-lo.

Ao falar sobre o seu governo, Lula voltou a usar um de seus bordões mais famosos. “Nunca antes na história deste país houve um presidente que tratou os trabalhadores com o respeito que eu tratei, que recebeu as centrais sindicais a quantidade de vezes que eu recebi.” Segundo ele, somente os sindicatos “muito pelegos” não conseguiram aumentos reais de salário para as categorias que defendem.

Ele também destacou as políticas voltadas especialmente às populações menos favorecidas como uma marca de seu governo. Lula se autodenominou o “presidente de todos”, mas com um “olhar meio vesgo para os pobres”. Isso, assinalou, é resultado de sua origem humilde. “É muito importante que você tenha compromisso e não esqueça da onde você veio, para onde você vai voltar e de que lado você está.”

Para ele, as parcelas mais abastadas da sociedade não compreendem a importância dos programas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família. “Os ricos não sabem o que significa R$ 100 na mão de uma mulher pobre.”

Lula voltou a culpar as economias mais desenvolvidas pela crise financeira internacional que ainda prejudica países como Espanha e Grécia. “A gente não pode permitir que a crise dos outros venha causar prejuízos ao nosso país. Por isso, a presidenta Dilma está preocupada em fazer uma política industrial para que gente possa tornar as empresas brasileiras mais competitivas.”

Edição: João Carlos Rodrigues

Ministro dos Transportes anunciará hoje novo diretor do Dnit

Do Valor olline

BRASÍLIA  – O nome do novo diretor-geral interino do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deverá ser divulgado ainda hoje.

A informação é do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que discutiu, nesta tarde, o nome do substituto de José Henrique Sadok, afastado temporariamente do cargo, com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

O ministro disse que novas mudanças na pasta não estão descartadas. “Não estamos trabalhando por antecipação, imaginando demissões. Eventualmente, se houver necessidade de fazer algum ajustamento na equipe, seja internamente no ministério, ou no Dnit, faremos”.

Sadok foi afastado depois de denúncias de que a Construtora Araújo Ltda, de propriedade de sua esposa, tem contratos que somam pelo menos R$ 18 milhões para obras em rodovias federais entre 2006 e 2011, todas vinculadas a convênios com o Dnit.

Sadok estava respondendo interinamente pela diretoria-geral do órgão, em substituição a Luiz Antonio Pagot, que tirou férias após ter o nome envolvido em denúncias sobre um esquema de cobrança de propina no Ministério dos Transportes.

Passos também garantiu que o governo pode autorizar aditivos de contratos em algumas obras, como, por exemplo, para manutenção de rodovias. No início do mês, o Ministério dos Transportes suspendeu todas as licitações de projetos, obras e serviços, além de aditivos com impactos financeiros.

“Iremos fazer gradualmente a liberação, sobretudo naquelas situações de licitações, termos aditivos que tenham a ver com a garantia de segurança nas estradas ou mesmo de contratações que sejam indispensáveis e que não seja razoável adiar.”

(Agência Brasil)

Brasil promulga aprovação do tratado da Unasul e vira membro pleno

Da Agência Carta Maior

Aprovada pelo Congresso dia 7 de julho, adesão do Brasil ao tratado que cria a União Sul-Americana de Nações (Unasul) é promulgada e torna país subordinado juridicamente e membro pleno do bloco. Tratado entrou em vigor em março, depois que nove dos doze países fundadores da Unasul haviam aprovado documento em seus parlamentos. Texto ainda esperar por votação na Colômbia e no Paraguai. Primeira reunião de cúpula do bloco após tratado deve ocorrer no fim de julho, no Peru.

Da Redação

BRASÍLIA – A adesão do Brasil ao tratado que cria a União Sul-Americana de Nações (Unasul) foi oficializada nesta quinta-feira (14/07), com a promulgação, no Diário Oficial da União, de decreto legislativo aprovado em definitivo pelo Congresso dia 7 de julho. A promulgação torna o Brasil subordinado juridicamente às regras do tratado e membro pleno do bloco, lançado em 2008, por iniciativa do ex-presidente Lula, com o objetivo de ser o espaço político e de integração mais forte e de maior abrangência na região.

A Unasul foi constituída como entidade jurídica internacional em março, depois que nove países, de um total de doze, tinham aprovado em seus parlamentos o tratado agora promulgado no Brasil. O Congresso brasileiro foi o décimo a avalizar o documento. Ainda faltam Colômbia e Paraguai. Os nove países que já aprovaram o texto são Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai (o nono) e Venezuela.

Em abril, ao participar da formatura de novos diplomatas brasileiros, a presidenta Dilma Rousseff disse que a vigência do tratado da Unasul inaugurava “um processo histórico de coordenação e de promoção do crescimento mais harmonioso da América do Sul” no qual a região mostra a intenção de unir-se para enfrentar “os desafios da globalização e de transformar-se em polo importante do mundo que hoje está se construindo”.

A primeira reunião do bloco já com ele instituído formalmente deve ocorrer no Peru dia 28 de julho, quando toma posse o novo presidente daquele país, Olanta Humalla. Chefes de Estado e de governo da região devem comparecer em peso à posse, daí que o bloco vai aproveitar a oportunidade para realizar o primeiro encontro de cúpula depois da vigência do tratado. O último encontro de cúpula da Unasul, o quarto desde 2008, ocorreu na Guiana, em novembro do ano passado.

Pelo tratado, o conselho de presidentes é o órgão máximo da Unasul, sediada em Quito, no Equador. No dia a dia, o bloco será administrado e representado internacionalmente pelo secretário-geral, cargo ocupado hoje pela colombiana Maria Emma Mejia, ex-ministra das Relações Exteriores do país dela.

Pelo tratado, que não tem prazo de validade, a Unasul pode vir a ter um parlamento, com sede em Cochabamba, na Bolívia. Mas a criação deste Congresso supranacional depende do resultado dos trabalhos de uma comissão especial, criada em um artigo transitório do documento para estudar o assunto e apresentar uma proposta.

A comissão será coordenada por diplomatas, modelo que custou reclamação dos congressistas brasileiros que relataram o tratado para submetê-lo a voto na Câmara e no Senado. Para o deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB) e o senador Anibal Diniz (PT-AC), é politicamente “insustentável” que parlamentares participem desta comissão mas subordinados a diplomatas sem mandato.

INSS ANTECIPA A PRIMEIRA PARCELA DO 13 SALÁRIO

O Ministério da Previdência Social divulgo,u em seu sitio eletrônico, a antecipação da primeira parcela do décimo terceiro slário de aposentados e pensionistas pelo INSS. A antecipação deverá ser feita no mês de agosto. Abaixoleia a notícia de 28/06/2011 emhttp://www.mpas.gov.br/vejaNoticia.php?id=42866:

Previdência Social

BENEFÍCIOS: Previdência deverá pagar em agosto metade do 13º de aposentados e pensionistas

Governo está negociando uma política de antecipação do décimo-terceiro
28/06/2011 – 18:52:00
Da Redação (Brasília) – A Previdência Social deverá antecipar para agosto o pagamento de metade do 13º salário referente a 2011 dos aposentados e pensionistas. A informação foi transmitida à imprensa pelo ministro Garibaldi Alves Filho durante a coletiva que ele concedeu para anunciar o resultado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) referente ao mês de maio.

As centrais sindicais e os sindicatos ligados aos aposentados reivindicaram a definição de uma política de antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas. Os ministérios da Previdência e da Fazenda estão negociando os termos dessa política. A proposta em pauta prevê a antecipação de 2011 para agosto e a de 2012 para julho. A partir de 2013, metade do décimo-terceiro seria paga em junho.

“As discussões sobre esse assunto estão seguindo o rumo desejado. Está faltando apenas uma reunião conclusiva. Acredito que não haverá problema para que a antecipação do 13º desse ano seja feita em agosto”, afirmou Garibaldi Alves Filho. O ministro também respondeu a perguntas dos jornalistas sobre outros pontos que estão sendo discutidos pelo grupo de trabalho composto por técnicos do Ministério da Previdência Social, de centrais sindicais e de entidades representativas dos aposentados.

Garibaldi Filho disse à imprensa que o ponto principal que está sendo debatido no momento é a criação de uma alternativa que permita ao governo extinguir o fator previdenciário. Segundo o ministro, há consenso de que o fator deixou de cumprir o objetivo para o qual foi criado, de evitar que os trabalhadores se aposentassem de forma precoce. O problema, explicou o ministro, é que ainda não se chegou a um consenso sobre uma fórmula para substituí-lo.

A necessidade de uma reforma no sistema previdenciário também foi defendida pelo ministro. Ele também antecipou que há consenso entre o governo e representantes das centrais e dos aposentados sobre a necessidade de alterações. Um acordo está sendo negociado. Garibaldi Filho opinou que as alterações nem precisariam ser muito abrangentes. “Às vezes uma reforma pequena pode produzir grandes resultados e uma prometida reforma gigantesca não”, comparou.

Sobre a reforma na previdência do funcionalismo público, o ministro lembrou que já tramita na Câmara dos Deputados um projeto enviado pelo governo passado, o PL 1992/07, que cria a previdência complementar do servidor público. Garibaldi destacou que, pelos termos da proposta, as alterações somente valeriam para os funcionários que ingressassem no serviço público após a legislação entrar em vigor.

Informações para a Imprensa
Roberto Homem
(61) 2021.5113
Ascom/MPS

 

Governo nomeia ministro dos Transportes e diretor-presidente da Anac

Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (12) o decreto presidencial que nomeia Paulo Sérgio Oliveira Passos para exercer o cargo de ministro de estado dos Transportes, ficando exonerado do que ocupa atualmente, de ministro interino.

Passos vinha substituindo Alfredo Nascimento (PR-AM), afastado em função das denúncias de um suposto esquema de corrupção nos Transportes. O convite para que fosse efetivado no cargo foi formalizado ontem (11) pela presidenta Dilma Rousseff e aceito por Passos. Ele será empossado amanhã (13).

Em outro decreto publicado hoje, a presidenta nomeia Marcelo Pacheco dos Guaranys para exercer o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com mandato até 11 de julho de 2013.

O posto vinha sendo ocupado interinamente por Carlos Eduardo Pellegrino, desde a saída de Solange Paiva Vieira. A indicação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff e aprovada pelo Senado Federal.

Guaranys é assessor da Casa Civil da Presidência e já havia trabalho na Anac entre novembro de 2007 e março de 2010 como diretor de Regulação Econômica.

Edição: Talita Cavalcante