VIVA O FUTEBOL! VIVA A ALEGRIA!!!

Si yo fuera Maradona
Viviria como el
Si yo fuera Maradona
Frente a cualquier porteria
Si yo fuera Maradona
Nunca m’equivocaria
Si yo fuera Maradona
Perdido en cualquier lugar

La vida es uns tómbola
De noche y de dia
La vida es una tombola
Y arriba y arriba!

Si yo fuera Maradona
Viviria como el
Mil cohetes, mil amigos
Y lo que venga a mil por cien
Si yo fuera Maradona
Saldria en mondovision
Para gritarle a la FIFA
Que ellos son el gran ladron!

La vida es uns tómbola
De noche y de dia
La vida es una tómbola
Y arriba y arriba!

Si yo fuera Maradona
Viviria como el
Porque el mundo es una bola
Que se vive a flor de piel

Si yo fuera Maradona
Frente a cualquier porqueria
Nunca me equivocaria…

Si yo fuera Maradona
Y un partido que ganar
Si yo fuera Maradona
Perdido en cualquier lugar

La vida es uns tómbola
De noche y de dia
La vida es una tómbola
Y arriba y arriba!

(La Vida Tombola, Manu Chao)

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POLIDIZERES

ENUNCIAÇÕES MENORES DE UMA POLÍTICA – QUASE SEMPRE – MAIOR

Um dos parâmetros de atuação do psicólogo escolar diz respeito à análise das potencialidades neurocognitivas do educando em relação ao contexto social que o rodeia. Assim, é possível verificar se a aprendizagem ocorre num processo normal e sadio de compreensão da realidade. Pois bem, se levarmos em conta tal competência deste profissional, como não analisar a proposta da dep. estadual Therezinha Ruiz (DEM) de colocar psicólogos escolares nas escolas estaduais do Amazonas, justamente no ano em que irá disputar a reeleição para a ALE/AM, ela que foi inúmeras vezes secretária de educação nas últimas décadas (inclusive na atual gestão), senão como uma afronta à inteligência desses profissionais? E aí, psicólogo, vai cair nessa?

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Há amores e amores. O do presidente do IMTT, Rafael Siqueira, por exemplo, parece ser o seu chefe e prefeito sub judice de Manaus, Amazonino Mendes. Amor que custa caro (pouco mais de 8 milhões de reais – veja aqui e aqui). Caro o suficiente para que Siqueirinha, como é conhecido, tenha usado seu olhar calibre .45 para intimidar a repórter Vanessa Brito, do Diário, que fez a pergunta certa numa coletiva de faz-de-conta. Mas Siqueira deve merecer: afinal, amar no ressentimento, como o amor reativo do subalterno pelo patrão (um ódio disfarçado, segundo Freud), causa mesmo danos à saúde e ao caráter. Siqueira vai precisar desse dinheiro, portanto. Na terça-feira, por exemplo, ao atender o telefonema de um jornalista, teria dito: “Me liga amanhã. Hoje é o pior dia da minha vida…

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Quando um objeto deixa de ter valor de uso para ser referenciado apenas pelo seu valor de troca, e entra na ordem semiótica do capitalismo, passa a figurar como mercadoria. Vale para qualquer objeto, inclusive aqueles imateriais, como a palavra. Anos atrás, em Manaus, o atual prefeito e então candidato, Amazonino Mendes, entrou na justiça para proibir um adversário de usar na campanha a palavra “Sistema”. A justiça, injustamente, deu ganho de causa à enunciação fascista de tornar particular um patrimônio público. Recentemente, foi o Comitê Olímpico Brasileiro a “amazoninizar” com a língua: quis proibir a psicóloga, professora de educação física e escritora de usar a palavra “olímpico” no seu livro Esporte, Educação e Valores Olímpicos. O COB alegou que a palavra lhe pertence. Felizmente, nesse caso, a justiça, ao mesmo tempo que que preservou a língua como entidade coletiva e pública, também não se furtou ao seu próprio papel de instância coletiva, e negou o intento ao comitê.

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Belão, presidente da ALE/AM, pediu uma corrente de orações dos colegas deputados para que a proposta de aumentar o número de vagas para deputados federais do Amazonas fosse aprovada pelo TSE. Os deputados oraram, oraram, oraram, e não foram atendidos. Os ministros do tribunal superior não apenas rejeitaram a proposta por unanimidade, como também consideraram risíveis os argumentos dos parlamentares amazônidas. Felizmente, o TSE funciona na imanência, e não recebe influências da transcendência reativa do deus de Belão. Em tempo: pode-se entender um homem que erre uma vez; mas que insista no erro, é sinal de que o problema não está na situação, mas no homem. Belão deve recorrer ao STF, onde o processo encontrará os mesmos ministros que menosprezaram o argumento no TSE.

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O blog Fiscais do IMTT enunciou na tarde de terça, no Twitter, que houve censura à tentativa de obter informações sobre o curso de capacitação de agentes de trânsito que o órgão irá promover. A ordem teria vindo direto do presidente, o milionário infeliz (leia nota acima), Rafael Siqueira. Para o Fiscais, há indícios de que o curso poderá servir apenas como porta de entrada para os “escolhidos” da gestão amazonínica-siqueirínica, sem que haja concurso público para o cargo.

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O prefeito cassado de Barcelos, no interior do Amazonas, Ribamar Beleza (PMDB), foi pego comprando votos de eleitores analfabetos, e ainda por cima com dinheiro falso. Ao ser informado da sentença do TRE que o cassou, teria afirmado que o tribunal caçoa da inteligência do eleitor barcelense, que está acostumado a lidar com dólares e euros, e saberia diferenciar uma nota verdadeira de uma falsa. O que Ribamar nem desconfia é que, num plano das relações econômicas reais, abstrato é apenas o valor-universal, aquele que, por não existir, teve que ser inventado, e por isso mesmo, é invariavelmente uma falsificação: o dinheiro.

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E o DCE da Universidade Federal do Amazonas entrou com um projeto junto à UFAM para proibir trotes violentos e constrangedores. Na referida faculdade, os cursos onde existem trotes violentos são Medicina, Direito, Farmácia e Psicologia. Segundo o Centro Acadêmico de Psicologia, há trote, mas sem violência. Apenas trigo e tinta. De qualquer sorte, parece que o curso ainda não chegou a Baudrillard, que mostra lucidamente a necessidade, na sociedade do excesso, de simular um ritual de passagem ali onde precisamente não se passa nada. Em tempo: nos idos dos anos 2000, havia uma festa, com música e comida. Depois, vinha o trote de verdade: aguentar o resto do curso!

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E Maradona, hein? Continua mostrando que a garganta dos inimigos grita menos por razão que por medo. Bastou um meio campo azeitado e ofensivo, com Jonas Gutiérrez e Verón, um ataque com Messi, Higuaín e Di Maria, e uma defesa razoável, com Otamendi, De Michelis e Heinze (o único pecado de D10S), para enquadrar e dar olé na poderosa Alemanha, em pleno Alianz Arena. Dunga, com a sua arrogância que nada mais é do que ressentimento de quem ficou preso na Copa de 1990, que se cuide. Não seria o primeiro drible que levaria do Pelusa. E por falar nisso, onde anda o Caniggia?

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A prepotência dos EUA teve que parar durante a passagem da secretária de Estado, Hillary Clinton, aqui pelo Brasil. E parou na autonomia democrática que o país vem desenvolvendo cada vez mais forte no governo Lula. Na tentativa de impor a dissuasão norte-americana de domínio, Hillary Clinton, quis pressionar o Brasil a aceitar a opinião dos EUA sobre o programa nuclear do Irã. Em uma resposta convicta, Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, assegurou que o Brasil “não vai se curvar” a esta pressão. E reiterou: “Nós pensamos com a nossa própria cabeça. Nós queremos um mundo sem armas nucleares, certamente sem proliferação. Não se trata de se curvar simplesmente a uma opinião que possa não concordar [no caso do grupo liderado pelos Estados Unidos]. Nós não podemos ser simplesmente ser levados. Nós temos de pensar com a nossa cabeça”. Talvez tenha sido aí o ponto crucial que fez com que a secretária de Estado norte-america, tenha percebido o quanto o Brasil anda independente destes tipos de imposição e tenha mais tarde declarado que confia na democracia brasileira.

POLIDIZERES

ENUNCIAÇÕES MENORES DE UMA POLÍTICA – QUASE SEMPRE – MAIOR

Quem acompanha anúncios de emprego em Manaus tem percebido que muitos deles vem com a indicação do bairro onde a empresa funciona, ou por outra, indicando que dá preferência a moradores de bairros ou proximidades tal ou qual (o que é proibido por lei). Um olhar desatento poderia mostrar uma metrópole pujante, que cresce tanto que obriga as empresas a adequarem suas contratações para as proximidades geográficas. Ledo engano: do centro à cidade nova, por exemplo, sem trânsito pesado, leva-se pouco mais de vinte minutos. A situação que tem gerado esse pormenor no mercado de ofertas de emprego é a falta de transporte coletivo eficiente e minimamente funcional.

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O escritor indo-bretão George Orwell, no seu livro 1984 mostra como governos totalitários, independente de como se denominam ideologicamente, usam a linguagem como forma de censura e interdição à inteligência. Lá, o Ministério da Paz cuidava da guerra, o da Verdade, de falsificar a informação e a própria história. O do Amor, de usar a tortura para garantir fidelidade irracional ao Grande Irmão. Assim, no Brasil, o Instituto Millenium, formado pela nata da inteligentsia à direita, que conta com ilustres do naipe de Roberto Civita (Abril), Hélio Costa (Globo), Marcel Granier (RCTV, a tv do golpe na Venezuela), Demétrio Magnoli, Denis Rosenfield (ambos do estadão), Arnaldo Jabor (Globo), Carlos Alberto Di Franco (Opus Dei), Marcelo Madureira (Globo), Reinaldo Azevedo (Veja), Roberto Romano (filósofo – sic!), Fernando Gabeira (DEM/PSDB/PV), Miro Teixeira (PMDB), Roberto Marinho (Globo), Gerdau, Washington Olivetto, Pedro Bial (BBB), além do Instituto Liberal e o Movimento Endireita Brasil (!), promove um fórum cujo título é Democracia e Liberdade de Expressão. Detalhe: nenhum deles participou da I Confecom., e o ingresso para o rega-bofes que se autodenomina “uma noite no primeiro mundo” custa 500 reais. Democracia e Liberdade, é isso aí.

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Riquelme, o craque deprimido, disse que só retorna à seleção albiceleste se Maradona sair. A imprensa, ressentida porque quis o mal de Maradona mais do que o sucesso da seleção, enche a boca do atleta do Boca de microfones, o insta a falar, e ele não decepciona. Decadência de um país que esqueceu que foram os brios da geração de Dieguito que venceram e elevaram a Argentina ao olimpo do futebol, coisa que faltou à geração de Riquelme, que não faturou nem Copa América. Se Maradona perde, rangem os dentes magoados, e cai o mundo. Não o dele, que sabe que a bola não se mancha, e que fútbol é fútbol, e a vida é a vida. Porque Maradona sabe que a vida é uma bola, que se vive na planta dos pés. Agora, o que acontece à desbocada imprensa argentina (e brasileira, também!), e ao craque lorazepam, se os muchachos de Dieguito levantarem o caneco n’África?

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Costume comum na política profissional, a dos partidos, principalmente em tempos de marketologia, o de valorizar obras. O que o povo, na sua sabedoria irônica, traduz com o dizer: “Filho bonito, todo mundo quer ser pai”. O viaduto do Coroado, na zona leste de Manaus, quando foi inaugurado pelo atual prefeito (?) Amazonino, causou celeuma nas hostes serafinistas, que queriam para si parte do mérito pelo empreendimento. Chegaram a propor indiretamente que os louros fossem divididos. No dia seguinte, o infante mostrou a que veio: acidentes, falta de sinalização, engarrafamentos que não acabaram, e uma sensação de que o resultado geral não valeu o investimento e o transtorno. Mais ainda quando um jornal mostrou que os velhos ônibus articulados não estão conseguindo subir a ladeira do viaduto, fazendo com que os passageiros tenham que descer do coletivo para que ele possa, enfim, alcançar o topo. Ou o problema é do viaduto, planejado (e realizado em parte) por Serafim e terminado por Amazonino, ou das empresas de transporte, que detêm a concessão desde Amazonino, referendadas através da Transmanaus por Serafim, que realizou licitação condenada pela justiça, mas que a atual gestão não desfez. Fica a pergunta para os pais: quem vai trocar a fralda do bebê? Oh, mamãe Manaus…