NOTA SOBRE A SOBERANIA DOS ESTADOS UNIDOS A PARTIR DO DISCURSO DO PRIMEIRO MINISTRO ISRAELENSE BENJAMIN NETANYHU

Em discurso no Congresso norte-americano, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, cumpriu a promessa feita ontem de explicar sua posição (logo, a do Estado de Israel) em não concordar com a fala do presidente norte-americano Obama, onde este “disse que um Estado palestino nos territórios ocupados da Cisjordânia e da Faixa de Gaza deve ser elaborado ao longo das fronteiras que existiam antes da guerra de 1967, em que Israel capturou os territórios, assim como Jerusalém Oriental” (aqui).

Com um discurso direto e incisivo, o premier israelense deixou bastante claro que a paz com a Palestina, assim como o reconhecimento de um Estado Palestino, só pode ocorrer a partir das condições israelenses que envolvem não retornar e nem reconhecer as fronteiras antes de 1967, não negociar com a Autoridade Palestina enquanto houver o Hamas, que os problemas dos refugiados palestinos devem ser tratados fora dos limites israelenses e que Israel deve ser reconhecido como Estado Judeu.

Parte do discurso de Benjamin Netanyahu pode ser entendida como uma dura crítica a pacificação Fatah-Hamas. Mas também pode nos levar a compreender a gradual anemia que a soberania norte-americana vem alcançando e suas “estratégias” para tentar recuperá-la. A autoridade do presidente Obama foi posta sob suspeita quando Benjamin Netanyahu disse que “Israel não pode voltar para a indefensável fronteira de 1967″ e que essas mesmas fronteiras são “ilusões”, em resposta a proposta de Obama.

Trata-se de um forte aliado (ou país amigo) dos Estados Unidos que não aceitou uma recomendação direta de seu par maior. Mas, ao contrário, impôs suas condições políticas para resolver um assunto que entende unicamente dentro do seu ponto de vista. Contudo, ao fazer isso, no discurso do premier israelense, ficou bastante claro o quanto os Estados Unidos devem ajudar a manter a soberania do Estado de Israel, por exemplo, mantendo a forte vigilância e impedimentos a política nuclear do Irã.

Obama já vinha representando uma certa fragilidade política norte-americana, quando passou por um sufoco político por não ter apoio no Congresso norte-americano e por uma baixa popularidade. Este “golpe” proferido pelo premier israelense, demonstrou que nem mesmo a morte de Osama Bin Laden serviu para alavancar o respeito da soberania norte-americana, se não com o seu povo, pelo menos com a comunidade internacional. Se antes os Estados Unidos mantinham sua possante soberania através de sua moeda forte, de uma economia política regulada que depois foi dando espaço para a regulamentação da economia pelo mercado, e pela sua potência militar, hoje os Estados Unidos assisti mudanças importantes na geopolítica mundial que causa sérios prejuízos ao conjunto do seu poderio.

A imagem dos Estados unidos como a de um “banco central mundial”, hoje vai dando lugar aos acontecimentos reais que passam de um Brasil e uma América Latina conquistadores de suas independências financeiras e políticas a um Mundo Árabe que procura ser seu próprio representante em suas decisões políticas, econômicas e sociais através das várias insurgências que vem ocorrendo. Os Estados Unidos sempre viram em emergências internacionais uma maneira de retomar seu prestigio frente ao mundo, bem como de realizar a manutenção de sua hegemonia mundial (por muitas vezes permissiva), fosse colocando países em sua dependência financeira através de crises, fosse através de confrontos militares onde poderiam ajudar militarmente governos estrangeiros e, assim, poder resolver um pontual problema de liquidez da economia mundial e voltar a ser a forte soberania em expansão.

É óbvio que a forma de resolver a liquidez mundial atualmente é exercida por outros meios, dada as várias transformações que vem ocorrendo na economia mundial, que envolvem tanto posições éticas como uma violenta vigilância policial dos modos de existência, mas ainda é bastante atual a situação em que os Estados Unidos enfrentou em 1950 onde o Plano Marshall e outros programas de assistência não deram conta desta empreitada e eles tiveram que por em prática “o mais maciço esforço de rearmamento que o mundo já vira em tempos de paz” (Giovanni Arrighi). Neste sentido McCormick comentou:

“Não era nada fácil para o governo [dos Estados Unidos], mesmo em nome de uma política anticomunismo, conseguir recursos de um Congresso conservado em matéria fiscal. O que se fazia necessário era uma emergência internacional. Desde novembro de 1949, o secretário Acheson vinha prevendo que ocorria alguma coisa, em algum momento de 1950, numa das regiões fronteiriças da Ásia — na Coréia, no Vietnã, em Formosa ou em todos os três. Dois meses depois de o presidente examinar o NSC-68 [documento que expunha a proposta de uma integração das forças militares européias e norte-americanas], a crise aconteceu. Mais tarde. Acheson diria: ‘Veio a Coréia e nos salvou’” (citado no livro O Longo Século XX de Giovanni Arrighi).

Quais as estratégias que os Estados Unidos ainda guardam ou já estão pondo em prática para tentar impedir a queda de sua soberania?

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Abuso de soldados estadunidenses no Afeganistão causa revolta

Do Brasil de Fato

La Jornada

A revista alemã Der Spiegel publicou hoje fotografias que mostram abusos de soldados estadunidenses no Afeganistão. Nelas se vê militares junto de cadáveres, que poderiam ser de civis, como se tratam-se de troféus. Diante do escândalo, o exército estadunidense ofereceu desculpas “pelo sofrimento” causado.

Este feito recordou as imagens das prisões iraquianas de Abu Ghraib, quando entre 2003 e 2006 se mostrou a forma com que alguns empreiteiros e membros da Agência Central de Inteligência abusaram dos prisioneiros enquanto lhe tiravam fotos.

Em duas imagens publicadas, que segundo o semanário alemão as autoridades dos Estados Unidos haviam tratado de manter secreto, parecem mostrar a dois integrantes de uma unidade do exército que supostamente mataram a civis afegãos por diversão.

Em uma delas, um suposto soldado com um cigarro na mão levanta a cabeça de um homem ensanguentado, que parece estar morto. Na segunda, outro suposto soldado sorri com o mesmo homem.

 

Uma terceira foto mostra dois corpos, aparentemente morto, apoiado contra um poste.

O comunicado do exército classificou as imagens como “repugnantes” e “contrarias a normas e valores do exército dos Estados Unidos”, pelo que “pedimos desculpas pela angústia que estas fotos causaram”

Assinalando que tais ações estão sob investigação e sujeitas aos procedimentos do conselho de guerra estadunidense.

Der Spiegel disse que um dos soldados nas fotos é o cabo Jeremy Morlock, que enfrenta acusação de homicídio premeditado pela mortes de três afegãos.

O outro é o soldado Andrew Holmes acusado de participar em um complô para executar um homem no Afeganistão em janeiro, registrou a revista.

O plano, supostamente pensado pelo sargento Calvin Gibbs e por Morlock, implicou em disparar contra um civil e lançar granada de fabricação russa para que parecesse que era um combate contra inimigos. Em novembro, Holmes conseguiu uma suspensão temporal dos processo legais em relação aos cargos de assassinato, segundo seu advogado.

Morlock é um dos cinco soldados acusados de assassinato no caso. outros sete são acusados de tentar bloquear a investigação, consumir drogas e golpear gravemente a um companheiro em represália por informar a seus superiores.

Der Spiegel assinalou que os militares estadunidenses trataram de impedir a publicação das fotos por temer a possibilidade de reação contra suas tropas no Afeganistão.

“Der Spiegel publicou só três das 4 mil fotos e vídeos, só as necessárias para a história que queria ser contada aqui”, afirma a revista.

Estados Unidos, com quase dos terços dos 150 mil soldados estrangeiros que o ocupam o Afeganistão desde o final de 2001, tem recebido censuras frequentes por sua atuação contra civis.

Fontes de direitos humanos em Kabul e da insurgência afegã denunciaram que não menos de uma cetena de civis foram mostos por bombardeios indiscriminados das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em medida este ano.

Autoridades afegãs acusam Otan de matar mais de 70 civis nas últimas semanas na província de Kunar, fronteira com o Paquistão.

Abaixo-assinado pelo fim da perseguição ao Wikileaks

Campanha promovida pela comunidade Avaaz quer reunir 1 milhão de vozes em apoio ao Wikileaks em uma semana. “A campanha de perseguição agressiva contra o WikiLeaks é um perigoso ataque à liberdade de expressão e imprensa. Políticos importantes dos EUA chamaram o WikiLeaks de uma organização terrorista, pedindo para empresas boicotarem o site. Comentaristas chegaram ao extremo de sugerir o assassinato da sua equipe”, diz chamada de abaixo assinado que, neste sábado, já tinha mais de 500 mil assinaturas.

Avaaz.org

Para os EUA e outros governos e empresas ligadas à perseguição ao WikiLeaks:

“Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extra-judicial.”

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?cl=849303335&v=7723

A campanha de perseguição agressiva contra o WikiLeaks é um perigoso ataque à liberdade de expressão e imprensa. Políticos importantes dos EUA chamaram o WikiLeaks de uma organização terrorista, pedindo para empresas boicotarem o site. Comentaristas chegaram ao extremo de sugerir o assassinato da sua equipe.

Independentemente do que pensamos sobre o WikiLeaks, peritos legais dizem que eles não violaram nenhuma lei. O site trabalha com jornais renomados internacionais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar o que é publicado – até agora menos de 1% dos cabos vazados.

Nós precisamos de um chamado urgente para defender os principios democráticos básicos. Assine a petição contra a intimidação ao WikiLeaks – vamos conseguir 1 milhão de vozes esta semana!

O que é o Avaaz

A Avaaz é uma comunidade de mobilização online que pretende levar a voz da sociedade civil para a política global.

Avaaz, que significa “voz” em várias línguas européias, do Oriente Médio e asiáticas, foi lançada em 2007 com uma simples missão democrática: mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que a maioria das pessoas querem.

A Avaaz mobiliza milhões de pessoas de todo tipo para agirem em causas internacionais urgentes, desde pobreza global até os conflitos no Oriente Médio e mudanças climáticas. O modelo de mobilização online permite que milhares de ações indivíduas, apesar de pequenas, possam ser combinadas em uma poderosa força coletiva.

Operando em 14 línguas por uma equipe profissional em quatro continentes e voluntários de todo o planeta, a comunidade Avaaz se mobiliza assinando petições, financiando campanhas de anúncios, enviando emails e telefonando para governos, organizando protestos e eventos nas ruas, tudo isso para garantir que os valores e visões da sociedade civil global informem as decisões governamentais que afetam todos nós.

CAPITAL DE MOÇAMBIQUE VOLTA À ROTINA DEPOIS DE PROTESTOS

Eduardo Castro
Correspondente da EBC para a África

Maputo (Moçambique) – Depois de dois dias de manifestações contra o aumento do custo de vida e confrontos com a polícia, a sexta-feira foi de relativa calma na capital de Moçambique, Maputo. Os poucos focos de manifestações não voltaram a interromper a rotina da cidade, que vai sendo retomada aos poucos. O transporte coletivo está funcionando parcialmente. Pela manhã, os ônibus, chamados de “maximbombos”, circulavam com regularidade. Mas a grande maioria da população utiliza as vans, conhecidas como “chapa 100”. Estas demoraram mais para reaparecer.

Os bancos reabriram depois de praticamente 48 horas fechados. O comércio e os restaurantes também levantaram as portas, muito embora com falta de pessoal. Na região conhecida como Baixa (centro de Maputo), várias lojas fecharam logo depois do almoço porque mensagens de SMS (Short Message Service) circulavam pelos telefones celulares avisando que a greve seria retomada à tarde.

Com menos gente nas ruas do que o habitual, os carros circularam com facilidade durante todo o dia. Na estrada que liga Maputo à vizinha Matola, policiais armados faziam a vigilância do posto de pedágio e ocupavam vários pontos do acostamento. Diferentemente dos dois últimos dias, hoje não houve bloqueios na pista. Restos de pneus queimados deixavam o asfalto mais escuro em vários trechos.

Na cidade de Chimoio, no centro do país, houve bloqueios em algumas avenidas e enfrentamento entre manifestantes e a polícia. De acordo com a agência Lusa, de Portugal, seis pessoas foram hospitalizados.

A Feira Internacional de Moçambique (Facim) também reabriu para o público hoje (3). Por causa da paralisação de dois dias, a feira foi estendida até terça-feira (7). O movimento era pequeno nos corredores no início da tarde, mas cresceu no fim do dia. “Nem tudo está perdido”, diz o organizador do espaço brasileiro na Facim, Marco Audrá. “Os expositores brasileiros estão acostumados a feiras de apenas três dias. Ainda dá para recuperar terreno”.

Segundo ele, algumas das 60 empresas brasileiras que estão aqui chegaram a fazer negócios mesmo com a exposição fechada, porque os entendimentos começaram antes da feira. No almoço organizado para empresários brasileiros e moçambicanos, ontem, somente nove dos 80 lugares ficaram vazios. “Tive que remarcar uma reunião que deveria ter sido na quarta-feira, mas acho que vai dar certo”, torcia Mauro Fernandes, representante da KJR, empresa paulista que produz ferramentas e conectores elétricos.

Mas nem todos estavam animados. “Para nós foi ruim mesmo. Esperávamos compradores que viriam da Beira [cidade no centro de Moçambique], mas eles não conseguiram chegar”, reclamou João Faro, da fábrica de móveis para cozinha Poquema, de Arapongas (PR). “Os distúrbios atrapalharam muito os meus negócios”.

Edição: Vinicius Doria

SENADO ARGENTINO APROVOU CASAMENTO HOMOSSEXUAL. E AGORA, SENADO BRASILEIRO? VAMOS PERDER ESSA PARTIDA?

Luiz Antônio Alves
Correspondente da Agência Brasil na Argentina

Buenos Aires – Com 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções, o Senado da Argentina aprovou na madrugada de hoje (15) o projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O resultado da votação é considerado histórico porque reforma o Código Civil e pode transformar a Argentina no primeiro país de toda a América Latina a permitir o casamento homossexual.

A sessão do Senado durou 14 horas e envolveu intensos debates entre parlamentares ligados ao governo de Cristina Kirchner, que já sinalizara sua aprovação ao projeto, e da oposição. Os debates mostraram senadores contrários e favoráveis ao projeto tanto no bloco governista quanto na oposição. A presidente deverá sancionar o projeto assim que retornar de viagem que faz à China.

Logo após o resultado da votação, o líder dos senadores governistas, Miguel Angel Pichetto, mostrou-se satisfeito com a aprovação do projeto e comentou que o Congresso argentino deu um "passo significativo no caminho da igualdade. Os acalorados debates que aqui se registraram fazem parte da dinâmica da Casa".

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo repercutiu fora do prédio do Congresso argentino, onde manifestantes contrários e favoráveis estavam concentrados desde as primeiras horas da tarde de ontem (14). No começo da noite, eles trocaram insultos e quase entraram em choque diante do prédio do Congresso.

Claudio Morgado, diretor do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (Inadi), que assistia aos debates entre os senadores, deixou o prédio e dirigiu-se aos manifestantes pedindo que defendessem seus pontos de vista "da melhor maneira possível e com argumentos sólidos", mas evitando confrontos.

Diante do Congresso argentino, 60 mil pessoas convocadas por organizações católicas e evangélicas realizaram ontem uma das maiores manifestações já vistas em Buenos Aires, mostrando repúdio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e pedindo que os senadores mantivessem a solidez da família tradicional. Caravanas com autoridades e famílias da maioria das províncias argentinas concentraram-se diante do Congresso com bandeiras de cor laranja – que simbolizavam os manifestantes contrários ao casamento homossexual –, faixas e estandartes com motivos religiosos.

Edição: Talita Cavalcante

“A África do Sul não deve ter medo do empresário brasileiro”

Do Blog do Planalto.

Os governos de Brasil e África do Sul realizaram nesta sexta-feira (09/07), em Johannesburgo, um seminário empresarial com cerca de 160 empresários para tentar incrementar uma relação comercial que, embora crescente e pautada em produtos manufaturados, de maior valor agregado, ainda orbita pelo patamar de US$ 2 bilhões anuais, menos de 1% do fluxo brasileiro.

Ao participar da sessão de encerramento do Fórum, o presidente Lula defendeu que haja dois novos encontros empresariais, um em cada país, para que os parceiros potenciais possam conhecer o que o outro tem a oferecer como oportunidade de negócio. “A África do Sul não deve ter medo do empresário brasileiro”, afirmou Lula. Segundo ele, da parte do Brasil, já acabou o tempo em que “uma elite subserviente achava que só devíamos fazer negócio com a Europa rica e com os EUA.”

Presidente Lula se diverte com o presente oferecido pelo presidente sul-africano Jacob Zuma. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, que participou do seminário, ficou otimista com o resultado. “Esse encontro certamente vai ajudar Brasil e África do Sul tanto no comércio bilateral, quanto nos investimentos”, declarou. Segundo ele, a tendência é que o incremento se dê em torno do setor que já caracteriza a relação bilateral. “Nosso comércio com eles é de boa qualidade, preponderantemente de manufaturados.”

ISRAEL QUER INVESTIGAR O SEU PRÓPRIO TERRORISMO DE ESTADO

Após a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defender que as investigações sobre a ação de Estado israelense, que resultou no ataque a Frota da Liberdade, no dia 31 de maio, sejam lideradas por Israel, agora é o próprio governo israelense que reivindica a condução das investigações. O governo de Israel não concordou com a existência de uma investigação internacional.

Afirmando que pode investigar a sua ação de Estado com credibilidade, Israel mostrou que não está disposta a ceder à decisão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que votou pela abertura de um inquérito internacional independente.

E segundo notícias vinculadas pela Agência Brasil:

“Milhares de pessoas compareceram hoje, em Istambul, na Turquia, aos funerais dos nove ativistas mortos na ação israelense. A multidão seguiu até a Mesquita de Fatih, onde os caixões foram cobertos com as bandeiras turca e palestina.

“A Turquia, um dos maiores aliados israelenses entre os países muçulmanos, retirou seu embaixador de Tel Aviv após o incidente. O presidente turco, Abdullah Gul, avaliou que a relação entre os dois países ‘nunca mais será a mesma’ ”.