MANO BROWN FALA SOBRE AS ELEIÇÕES E DÁ AULA DE CIÊNCIAS SOCIAIS

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LGBT ‘CAUSANDO’ PELO MUNDO AFORA!

IASEP MOSTRA QUE GOVERNO DO PARÁ É FRIENDLY

No Pará, escola aceita nome social de travesti e trans. Foi o primeiro estado do Brasil a fazê-lo. Agora, o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará resolveu seguir a onda LGBT e também causou, meninada! A Assembléia Legislativa aprovou e o novo Plano de Assistência à Saúde mudou. Agora, retorna o direito à assistência odontológica, extinto há 14 anos, direito de acesso aos filhos dos servidores até 24 anos, e uma política de assistência social para servidores que se encontram em estado de vulnerabilidade social. Para completar, o novo plano vai reconhecer famílias estruturadas através de relações homoafetivas. Significa, na prática, que famílias formadas por casais LGBT serão, aos olhos do estado, iguais. Tomou no picumã, menina! Passadíssimas com o pra frentex desse povo do Pará. Enquanto isso, aqui no Amazonas, a valorosa Associação Garotos da Noite…

ASSOCIAÇÃO AMAZONENSE CONSEGUE INCLUIR NOME SOCIAL EM SECRETARIA ESTADUAL

Como dizíamos, a Associação Garotos da Noite, dos profissionais do sexo no Amazonas, que já teve entre seus presidentes o companheiro Rosinaldo, e agora conta com o talento e engajamento do mosqueteiro Dartanhã, entrou com um ofício junto à SEAS (Secretaria Estadual de Assistência Social), solicitando que os registros de usuários levassem em conta o uso do nome social para travestis e transsexuais. A assessoria jurídica deu o aval, e a secretária assinou. A partir do dia 10 deste mês, o trans que precisar dos préstimos da SEAS poderá se identificar através do nome social. Sem dúvida, um avanço do movimento LGBT no Amazonas, e que certamente não deve se reduzir à assistência social, mas para que este reconhecimento de direito e de fato seja feito também na educação, na saúde, até que a onda LGBT cubra e transforme em hábito cultural o que hoje é direito negado. Tamos junto e misturado, boys of the night!

ASTRO DO RUGBY SE ASSUME GAY DEPOIS DE APOSENTADO

Tudo bem, seria mais bombástico se fosse quando ele ainda estava na ativa. Mas mesmo assim, é revolucionário o fato do astro galês do “esporte mais macho de todos” – palavras dele – assumir-se homossexual. Trata-se de Gareth Thomas, 35 anos, 1,91m e 101kg de músculos e ternura. Como jogador de rugby e casado por quatro anos, ninguém suspeitava de Thomas. Somente agora, em entrevista ao Daily Mail, ele se assumiu, e disse estar vivendo uma segunda adolescência. Como todo homossexual que enfrenta discriminações, ele teve crises agudas de depressão e pensou em se suicidar por diversas vezes. Atualmente, ele se dedica ao seu clube, o Cardiff Blues, e espera que a sua atitude ajude outros jogadores a sair do armário. Destacando a boa recepção à notícia de seus ex-colegas de time, ele afirmou: “Só porque você é gay, não significa que você deseja todos os homens do planeta. Não quero ser conhecido como um jogador gay. Em primeiro lugar sou um jogador e, sobretudo, um homem. Isso é irrelevante, não tem a nada a ver com o que já conquistei. É muito difícil quebrar um tabu, mas espero que daqui a dez anos esse não seja mais um assunto que repercuta tanto no esporte“. Nós também, menino! Bate dez!

PEPSI NÃO ENTENDEU QUE O MERCADO É IMATERIAL

A empresa de refrigerantes responsável pela mundi-marca Pepsi (que patrocinava Michael Jackson, dentre outros) marcou uma touca internacional. A empresa resolveu patrocinar um show do rapper jamaicano (que não entende nada de rap/hip-hop) Beenie Man, no último dia 05, em Uganda. Beenie é representante de uma tendência da música jamaicana: a homofobia aberta, direta e sem rodeios. Várias de suas composições (desculpe, Spinoza!) falam abertamente em genocídio gay, em cortar gargantas ou enforcar as lésbicas. Beenie já foi barrado numa premiação da MTV estadunidense pelas mesmas razões. A Pepsi, pressionada por mais de 500 emeios de entidades LGBT, desculpou-se, afirmando que a parceria para o show foi de responsabilidade do seu representante em Uganda. Porém, se entendermos que o país africano é um dos mais homofóbicos do mundo, prevendo a pena de morte para a homossexualidade manifesta, é de se suspeitar que a Pepsi resolveu arriscar, ignorando a ordem do mercado imaterial do século XXI: onisciência, onipresença, sem onipotência. Mesmo o show sendo em um país africano (entendido pela limitada Pepsi como distante), os movimentos LGBT estão atuantes, e para isso se utilizam das teletecnologias. Outro aspecto. No mercado imaterial, não se vende o produto, oferece-se um estilo de vida, signos de aderência ao existir, nos quais o produto é sub-repticiamente incluído. Daí a Pepsi marcar touca internacional ao não perceber que homofobia é produto que não vende bem. Marcou, maninha!

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* Nihil fit sine causa: nada ocorre sem uma causa. Dizer da lógica aristotélica e da filosofia escolástica, tomado pelo filósofo Spinoza. Causa de si, significa ser responsável pela própria existência, e transbordar novas formas de ver, sentir e amar. Quando alguém causa, só ‘causa’ se esta causa causar um efeito transformador, engendrante do movimento. Causa, baby, causa…

GRAFITEIROS PARTICIPAM DE ENCONTRO EM BRASÍLIA E COBRAM REGULAMENTAÇÃO DE SUA ARTE

Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os grafiteiros do Distrito Federal e de outras regiões do país estão reunidos em Ceilândia (DF) para participar do projeto 100 Muros Mil Cores, um evento que faz parte do 1º Encontro Brasileiro de Grafiteiros. Vários painéis com diversos tipos de composição e temas estão sendo confeccionados em 100 muros de casas e estabelecimentos próximos à estação do metrô de Ceilândia Sul, região administrativa localizada a pouco mais de 20 quilômetros do Plano Piloto de Brasília.

Os grafiteiros querem, além de diferenciar a sua arte das simples pichações, o reconhecimento e o apoio ao Projeto de Lei 138/2008, de autoria do presidente da Frente Parlamentar da Cultura , deputado federal Geraldo Magela (PT-DF). O projeto faz a distinção entre as duas formas de manifestação gráfica. Ele regulamenta, entre outras coisas, o grafite como uma manifestação artística que promove a inclusão social e prevê pena de prisão para o pichador.

Com a regulamentação, o grafite pode ser exposto em qualquer lugar desde que autorizado pelo proprietário do imóvel que vai recebê-lo.

Grafite é uma arte e seu autor um artista, que passará a ter chance de ter até uma remuneração. A pichação é uma agressão ao patrimônio, uma agressão ambiental e como tal punível como crime que pode levar até um ano de prisão”, disse o deputado Geraldo Magela.

A expectativa do parlamentar é pela aprovação do projeto no Senado até o fim do ano, sem alterações, quando será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sanção.

O impressor gráfico, Adilson de Moraes, que cedeu a fachada de sua casa à exposição de uma das obras, reclama dos pichadores porque, segundo ele, são manifestações que só dizem respeito aos próprios pichadores e não têm a mesma qualidade artística dos grafiteiros.

Cleiton Pessoa, grafiteiro e tatuador de Taguatinga, região administrativa próxima a Brasília, se define como um artista das ruas e garante que a arte ajuda a afastar os jovens da criminalidade e das drogas, um problema grave no Distrito Federal. “O grafite ajuda muito, pois ocupa muito a mente da molecada. No meu caso, ajuda muito. Depois de uma jornada de trabalho, acaba com o stress diário”, disse.

Politicamente correto, ele não vê nenhuma possibilidade de conflito entre os pichadores e grafiteiros. Para Cleiton, normalmente, os pichadores respeitam os grafiteiros. Segundo ele, se o pichador que quiser ingressar no movimento, está convidado para as diversas oficinas que são realizadas em Brasília e para o projeto Picasso Não Pichava.

Élton Luiz, conhecido como Shock, que veio da Freguesia do Ó, em São Paulo, para participar do encontro, tem obras expostas no exterior e em vários estados. Analista dos grafites, ele acredita que é possível identificar claramente as influências nas obras em cada região, pela linguagem, pelos materiais e pelas mensagens. Shock aproveitou para convidar a população de São Paulo a participar de evento parecido, desta vez contra a violência, que será realizado no início de dezembro em um muro da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Um dos responsáveis pelo projeto no DF, Gilmar Cristino, conhecido como Satão, presidente da organização DF Zulu Breakers, acredita que além da plasticidade das obras e a mobilização dos moradores de Ceilândia, iniciativas como esta ajudam na promoção do projeto de lei, que se passar no Congresso Nacional, evitará que o grafite seja reprimido pela polícia em todo o país.

Seria a lei [regulamentar] o grafite como uma forma de expressão cultural. Uma arte contemporânea difundida em todo o mundo. Talvez a única arte que, além das galerias, está nas ruas e no dia a dia das pessoas”, afirmou. /\\

Comentário nosso: o grafite, bem como as outras manifestações do movimento Hip-Hop, quando não atreladas a interesses diversos da sua potência criadora e contestadora do status quo, carrega elementos artísticos que nenhuma galeria de arte consegue conceber. Bansky, Os Gêmeos, dentre outros, são exemplos disso. Tanto que, em Manaus, o pré-candidato ao governo, Omar Aziz, é um dos que tentam se aproximar do movimento, sem possuir sequer um código que permita a ele compreender os elementos do HH. É preciso bater um papo com os manos e dar o toque. Hip hop na veia e conhecimento não se separam. Né não, companheiro Carlinhos, Jorge, a moçada da Betânia, em Manaus?