Em junho foram criados mais de 215 mil empregos

 

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O mês de junho registrou a criação de 215.393 empregos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (19) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Foram admitidas 1.781.817 pessoas e demitidas 1.566.424. No mesmo período de 2010, o saldo foi 212 mil empregos e, no mês passado, o saldo foi 252 mil empregos.

No semestre, o saldo de empregos é 1.414.660, resultado superior ao do primeiro semestre de 2010 (1,63 milhão) e ao do primeiro semestre de 2008 (1,44 milhão). O saldo dos últimos doze meses, de julho de 2010 a junho deste ano, é 2.249.365 empregos. Os dados sofrem ajustes por causa dos empregos declarados ao ministério depois do prazo.

Edição: Vinicius Doria

Ministro dos Transportes anunciará hoje novo diretor do Dnit

Do Valor olline

BRASÍLIA  – O nome do novo diretor-geral interino do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deverá ser divulgado ainda hoje.

A informação é do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que discutiu, nesta tarde, o nome do substituto de José Henrique Sadok, afastado temporariamente do cargo, com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

O ministro disse que novas mudanças na pasta não estão descartadas. “Não estamos trabalhando por antecipação, imaginando demissões. Eventualmente, se houver necessidade de fazer algum ajustamento na equipe, seja internamente no ministério, ou no Dnit, faremos”.

Sadok foi afastado depois de denúncias de que a Construtora Araújo Ltda, de propriedade de sua esposa, tem contratos que somam pelo menos R$ 18 milhões para obras em rodovias federais entre 2006 e 2011, todas vinculadas a convênios com o Dnit.

Sadok estava respondendo interinamente pela diretoria-geral do órgão, em substituição a Luiz Antonio Pagot, que tirou férias após ter o nome envolvido em denúncias sobre um esquema de cobrança de propina no Ministério dos Transportes.

Passos também garantiu que o governo pode autorizar aditivos de contratos em algumas obras, como, por exemplo, para manutenção de rodovias. No início do mês, o Ministério dos Transportes suspendeu todas as licitações de projetos, obras e serviços, além de aditivos com impactos financeiros.

“Iremos fazer gradualmente a liberação, sobretudo naquelas situações de licitações, termos aditivos que tenham a ver com a garantia de segurança nas estradas ou mesmo de contratações que sejam indispensáveis e que não seja razoável adiar.”

(Agência Brasil)

PROGRAMA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS E PROJETO ESCOLA SEM FRONTEIRAS

O conhecido e respeitado neurocientista, Miguel Nicolelis, participou hoje de encontro com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro de Ciência e Tecnologia, Aluízio Mercadante. Na ocasião a presidenta declarou que ainda para este mês será lançado o programa Ciência sem Fronteiras, que irá destinar 75 mil bolsas a estudantes de graduação e pós-graduação em áreas estratégicas para especialização em outros países. “Em julho a presidenta vai lançar 75 mil estudantes brasileiros no estudo de ciência, principalmente na área de engenharia, tecnologia e ciências básicas”.

Entre vários projetos apresentados pelo neurocientista Miguel Nicolelis, o Escola sem Fronteiras que tem por objetivo levar a educação científica a 12 localidades do país terá seus detalhas relatados ao governo para captar recursos públicos, em agosto.

O ministro Mercadante ainda disse que será lançado ainda este ano concurso público para atrair cientistas estrangeiros. A intenção, segundo Mercadante, é que parte das vagas do concurso seja destinada aos profissionais de outros países. “O Brasil hoje investe, cresce, tem estabilidade. Tivemos uma diáspora de cérebros no passado e agora queremos atrair”, disse.

Governo nomeia ministro dos Transportes e diretor-presidente da Anac

Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (12) o decreto presidencial que nomeia Paulo Sérgio Oliveira Passos para exercer o cargo de ministro de estado dos Transportes, ficando exonerado do que ocupa atualmente, de ministro interino.

Passos vinha substituindo Alfredo Nascimento (PR-AM), afastado em função das denúncias de um suposto esquema de corrupção nos Transportes. O convite para que fosse efetivado no cargo foi formalizado ontem (11) pela presidenta Dilma Rousseff e aceito por Passos. Ele será empossado amanhã (13).

Em outro decreto publicado hoje, a presidenta nomeia Marcelo Pacheco dos Guaranys para exercer o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com mandato até 11 de julho de 2013.

O posto vinha sendo ocupado interinamente por Carlos Eduardo Pellegrino, desde a saída de Solange Paiva Vieira. A indicação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff e aprovada pelo Senado Federal.

Guaranys é assessor da Casa Civil da Presidência e já havia trabalho na Anac entre novembro de 2007 e março de 2010 como diretor de Regulação Econômica.

Edição: Talita Cavalcante

Ao assumir a Casa Civil, Gleisi diz que vai seguir o exemplo de Dilma

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ao tomar posse como ministra-chefe da Casa Civil, hoje (8), no Palácio do Planalto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que vai atuar de forma técnica, seguindo o exemplo da presidenta Dilma Rousseff. Em seu discurso, Gleisi lembrou que foi na Casa Civil, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que Dilma pôde mostrar sua capacidade como gestora.

“Quero seguir o exemplo da presidenta Dilma. Como ela, acredito que a política dá sentido à técnica e a técnica dá sentido à política”, disse a nova ministra. “Quero agir como a presidenta Dilma porque ela age certo.”

Gleisi assume a Casa Civil em substituição a Antonio Palocci, que deixou o cargo em meio a suspeitas sobre o aumento do seu patrimônio. Além do acompanhamento das execuções dos principais projetos do governo nos demais ministérios, Palocci era o articulador político do Palácio do Planalto. A senadora paranaense assume o cargo a função exclusiva

No discurso de posse, ela reconheceu que não teria condições de cumprir a dupla função exercida pelo ministro por ser iniciante na política. Ela é senadora em primeiro mandato. “Tenho consciência de que a escolha não se deve apenas a minha caminhada política”, disse a nova ministra.

Gleisi é filiada ao PT desde 1989. Em 2002, compôs a equipe de transição do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e assumiu a presidência do PT no Paraná em 2008.

Ela disputou uma vaga para o Senado em 2006 e concorreu à prefeitura de Curitiba em 2008, mas só no ano passado conquistou a primeira vitória nas urnas. Em 2010, na segunda vez que disputou o cargo de senadora, elegeu-se como a candidata ao Senado mais votada no estado (3.196.468 votos), juntamente com Roberto Requião.

Gleisi foi diretora financeira da Itaipu Binacional e secretária de Gestão Pública de Londrina (PR) e de Reestruturação Administrativa de Mato Grosso do Sul. É advogada e tem 45 anos.

Edição: João Carlos Rodrigues

 

 

Organizações de jovens, negros e mulheres serão as próximas a conhecer Plano Brasil sem Miséria

Yara Aquino

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Previsto para ser lançado em junho, o Plano Brasil sem Miséria está sendo apresentado pelo governo a integrantes de movimentos sociais. Ao longo dessa semana, os representantes de trabalhadores rurais e de movimentos sociais urbanos foram os primeiros a conhecer as diretrizes da política que tem a meta de retirar 16 milhões de pessoas da extrema pobreza até 2014.

Na próxima segunda-feira (23) as diretrizes da nova política do governo serão apresentadas a representantes de organizações não governamentais e de movimentos de jovens, negros e mulheres.

Até o final do mês, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, se reunirão ainda com representantes de sindicatos, do setor industrial, agronegócio e de igrejas.

Nesses encontros, as demandas e sugestões de cada área são ouvidas e poderão ser incluídas no plano. Os representantes de movimentos sociais urbanos, como os de moradia popular, recebidos na última quinta-feira (19), enfatizaram a necessidade de que a construção de casas para famílias pobres ocorra de forma coordenada com a implementação de políticas sociais para atender essas famílias.

“É importante atrelar o combate à pobreza à urbanização das favelas, à construção de moradias, mas não adianta construir casa e não ter ações de combate à miséria junto como a capacitação profissional e ações nas áreas de saúde e educação”, disse em entrevista à Agência Brasil a coordenadora da União Nacional por Moradia Popular, Ivaniza Rodrigues, que participou do encontro.

Para Ivaniza, ouvir os movimentos sociais é fundamental para que as medidas sejam bem direcionadas, já que cada segmento tem características específicas. “É importante conversar com os diversos setores. Combater a pobreza não é uma ação isolada do governo. Precisa de participação dos movimentos sociais”, afirmou.

Primeiros a discutir com o governo as linhas gerais do Plano de Erradicação da Miséria, os trabalhadores rurais pediram que o tema do acesso à terra seja central para o combate à pobreza no campo e querem que o texto contemple a necessidade de acelerar o processo de reforma agrária.

Após as reuniões, a ministra Tereza Campello disse que não será difícil acolher as reivindicações recebidas por que a maior parte delas já está contemplada no plano. “A maior parte das questões colocadas têm uma grande aderência com o que nós já estamos propondo”.

O Plano Brasil sem Miséria tem entre as principais metas elevar a renda familiar per capita das famílias que vivem com renda mensal de R$ 70, ampliar o acesso aos serviços públicos, às ações de cidadania e às oportunidades geradas por políticas e projetos públicos.

Edição: Talita Cavalcante

Ideológo de ‘jogo duro’ e ‘fuga’ do Congresso, Palocci entra na mira

Da Agência Carta Maior

Governo Dilma faz jogo duro com partidos e tenta fugir de votações rotineiras no Congresso, para fazer menos concessões a aliados. Em pouco mais de quatro meses, o governo já deu diversos sinais de que quer fugir de negociações cotidianas com parlamentares. Para o Planalto, o Congresso deve se dedicar a “grandes questões estruturais”, como as reformas política e tributária. Estratégia montada pelo chefe da Casa Civil revolta partidos e deixa governo desconfiado de que há ‘fogo amigo’ por trás da notícia de que Antonio Palocci comprou imóvel milionário às vesperas assumir ministério.

André Barrocal

BRASÍLIA – O governo Dilma Rousseff está decidido a depender menos do Congresso, para não ter de fazer tantas concessões a aliados, como ocorreu com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia tem causado revolta nos partidos, sobretudo nos maiores, PT e PMDB, que perdem poder de pressão e não conseguem reagir, apenas reclamar nos bastidores. E, segundo avaliações dentro do Palácio do Planalto, estaria na origem da notícia de que o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, identificado como ideólogo da nova postura, comprou imóvel de R$ 6 milhões no fim de 2010, tendo recebido R$ 1 milhão como deputado em quatro anos.

A relação Planalto-Congresso praticada até agora desagrada parte da base aliada da presidenta Dilma, segundo uma fonte governista, porque enfraquece partido que sonha em ver um indicado ocupando cargo num ministério ou numa empresa estatal e permite ao governo levar adiante uma política de nomeação “a conta gotas”.

Em pouco mais de quatro meses, o governo já deu diversos sinais de que quer fugir de negociações cotidianas com parlamentares. A lei que estabelece reajuste automático do salário mínimo em quatro anos, aprovada em fevereiro pelo Congresso, diz que o valor será fixado por decreto presidencial. Até então, dependia todos os anos de lei votada no Legislativo. O aumento por decreto foi concebido na Casa Civil.

Foi lá, também, onde se planejou que a presidenta Dilma use menos medidas provisórias (MPs). Até maio, ela baixou doze, uma a cada onze dias, em média. Em dois mandatos, o ex-presidente Lula assinara 418 MPs, média de uma por semana. Como toda MP precisa passar pelo Congresso, menos MPs significa menos votações. Uma das MPs de 2011 define regras de correção instantânea da tabela do imposto de renda até 2014. Outra vez, o governo foge de negociar com parlamentares ano a ano.

Para o Planalto, o Congresso deve se dedicar a “grandes questões estruturais”, como as reformas política e tributária. E até no caso da reforma tributária, tentará usar da estratégia de “depender menos” do Legislativo. Só fará uma proposta de mexer na Constitutição, que exige mais votos para passar do que uma lei comum. E, mesmo assim, será uma ideia de interesse patronal – alterar a contribuição das firmas à Previdência Social -, levando o empresariado a cobrar a votação dos congressistas.

Proteção contra retaliações
A estratégia do governo de evitar o Congresso sempre que puder reduz a chance de parlamentar ou partido retaliar o governo, votando contra propostas do Executivo, caso esteja insatisfeito, por exemplo, com a falta de nomeações de apadrinhados ou o represamento de dinheiro de emendas. Ao mesmo tempo, libera a presidenta Dilma para montar uma equipe mais técnica e com menos influência política.

Desde o início do ano, é comum encontrar na imprensa notas ou reportagens sobre o mal estar de partidos com o governo pela demora na nomeação de indicados. Quase sempre com PT e PMDB, os dois maiores, citados como aborrecidos.

Também há contrariedade geral dos partidos com a decisão do governo de, no esforço de controlar a inflação neste ano, cortar do orçamento R$ 18 bilhões em verba de obras defendidas por deputados e senadores. E de cancelar de R$ 5 bilhões em emendas de 2007 a 2009 que ainda não tinham sido pagas.

Nos bastidores do Congresso, pode-se ouvir, de petistas e peemedebistas, que “está faltando carinho do governo com o Congresso”, que “o governo não devia deixar prosperar a ideia de desprezo pelo Congresso”, e que “ninguém consegue falar com o Palocci, nem o PT”.

“De fato, há uma estratégia em curso: o governo quer depender o mínimo possível do Congresso. Sem uma alternativa de poder no horizonte da oposição, pode dar certo”, analisa o cientista político Antonio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), um dos maiores conhecedores da alma do Congresso. “Só mesmo uma crise de grandes proporções, envolvendo um grande personagem do governo, pode mudar isso”, completa.

Fogo amigo e oposição
O atual episódio Palocci não chega a ser uma “crise de grandes proporções”, na visão do governo, mas certamente envolve “um grande personagem do governo” e deixa o Planalto desconfiado de que a notícia nasceu do acúmulo de aliados contrariados. O conhecido ‘fogo amigo”. Em Brasília, sabe-se que dificilmente existe uma denúncia da imprensa se não houver alguém querendo prejudicar alguém que sopre uma história ou uma dica para um jornalista.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Palocci adquiriu, no fim de 2010, um apartamento na capital paulista por R$ 6 milhões. A operação seria incompatível com a renda amealhada por ele como deputado entre 2007 e 2010, de R$ 1 milhão, fora os descontos fiscais.

Em nota da assessoria de imprensa da Casa Civil, o ministro diz que comprou o imóvel com dinheiro que ganhou prestando consultoria econômica e financeira, entre 2006 e 2010, em uma empresa de nome Projeto, da qual é sócio com 99% das ações. Antes de virar ministro, prossegue a nota, Palocci mudou os objetivos da Projeto. Como sócio de consultoria, ele não poderia assumir a Casa Civil, por potencial conflito de interesses. Hoje, a firma tem como missão cuidar do patrimônio imobiliário do ministro.

Os partidos adversários do governo – PSDB, DEM e PPS – estão tentando explorar o assunto para desgastar o ministro mais forte do governo Dilma. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse em entrevistas à imprensa que seria necessário esclarecer quem pagou pelas consultorias de Palocci. O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou à imprensa que quer que Palocci vá a uma comissão da Câmara prestar esclarecimentos.

O PPS deseja o mesmo. Nesta segunda-feira (16/05), entrou numa comissão da Câmara com pedido de convocação de Palocci. Quem o encaminhou foi o deputado Moreira Mendes (RO), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, também conhecida como bancada ruralista. Mendes defende a votação imediata do projeto que muda o Código Florestal, para que os produtores rurais não sejam multados por terem desmatado, no passado, acima do que a lei permite.

A votação do Código Florestal tem sido administrada pelo governo, com Palocci à frente, com jogo duro e guerra de nervos, igualmente gerando descontentamento entre aliados já contrariados. O PMDB, que controla o ministério da Agricultura, interlocutor dos grandes agropecuaristas, defende a votação. O PT, que dirige o ministério do Desenvolvimento Agrário, interlocutor dos pequenos agricultores, também. Todos os agropecuaristas, não importa o tamanho da propriedade, cobram a mudança.

O PPS também vai pedir, nesta terça-feira (17/05), que a Procuradoria Geral da República investigue Palocci e que Comissão de Ética Pública da Presidência da República abra uma sindicância contra ele. O presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, já opinou sobre o caso, nesta segunda-feira (17/05). Para ele, a notícia refere-se a fatos anteriores à ida de Palocci para o governo, logo, a Comissão não teria o que investigar. Só terá se as informações dadas pelo ministro à Comissão, antes de ele entrar no governo, sobre a situação da empresa Projeto, estiverem incorretas.

Depois da declaração de Pertence, o chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, considerou que o assunto “está encerrado”. O governo vai tentar impedir a aprovação de qualquer proposta de que Palocci vá ao Congresso prestar esclarecimentos.