Para socorrer bibliotecas, escritores fazem “bloguinaço”

O espaço imaterial da internet pode ser um espaço de potência ativa. Isto quando a tecnologia empregada nele não nega a construção do real como um ato coletivo, mas age como forças virtuais que se atualizam em ações transformadoras do real. Deste modo, a blogosfera, formada por blogs independentes, pode ser um corpo que afeta (afecto) outros corpos que pode produzir, em características específicas deste corpo ou no corpo todo, um aumento da potência de agir. No caso descrito abaixo, na campanha Pra Gostar de Ler é Preciso Bibliotecas Vivas, em Pernambuco, pode ser uma boa atualização.

Do Terra Magazine

Ana Cláudia Barros

Sem faixas, cartazes e gritos de ordem, mas com muita disposição para fazer barulho. Escritores e blogueiros de Pernambuco realizam, nesta quinta-feira (19), uma manifestação virtual em favor da Rede de Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana do Recife.

Ao longo de todo o dia, eles vão postar, nos seus respectivos blogs, textos, fotos e vídeos da campanha Pra Gostar de Ler é Preciso Bibliotecas Vivas, iniciada em junho, com objetivo de arrecadar doações para a manutenção e reforma das oito bibliotecas da rede. Formadas de maneira independente, elas têm como principal propósito o incentivo da leitura em regiões de periferia da capital do estado, além de comunidades carentes dos municípios de Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

Apesar de ter recebido o nome de “bloguinaço”, a manifestação abarca, também, as redes sociais, conforme conta Primo Rodrigues, que atua na coordenação de comunicação da rede de bilbiotecas.

– Trabalhamos com a democratização da leitura e, nada como um blog, que é um dos campos mais democráticos de leitura, para ajudar na campanha. Falamos com o Ivan Moraes Filho, que mobilizou outros escritores, como Wellington de Melo, Inácio França e Cezar Maia Homero Fonseca, Samarone Lima. Além de usarem os blogs, eles estão articulando suas redes sociais, seus contatos.

Rodrigues acrescenta que a escolha da internet como cenário da manifestação foi também uma forma de burlar as dificuldades que eles têm encontrado para tornar pública a campanha.

– Queremos que as pessoas tomem para si um pouco da responsabilidade de manter esses espaços, muitos deles não têm apoio financeiro nem de instituições nem do governo.

Com problemas de infra-estrutura e limitações financeiras, as bibliotecas, que são mantidas graças a doações, algumas vezes da própria comunidade, precisam de equipamentos e mobiliário, como estantes, mesas e cadeiras. As contribuições podem ser feitas, ainda, em dinheiros e livros (exceto os didáticos). Outras informações na página da Rede de Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana do Recife.

Anúncios

MARCO AURÉLIO GARCIA FALA SOBRE A CAMPANHA ELEITORAL

Por Luiz Carlos Azenha no Vi o Mundo

O coordenador do programa de governo da candidata governista Dilma Rousseff disse hoje que não acredita em baixaria na campanha presidencial. Marco Aurélio Garcia, ao ser lembrado que a campanha de José Serra já tem prontos comerciais com ataques a Dilma, disse que a tática custa votos e que poderia empurrar o oposicionista José Serra para o colo da direita ou da extrema-direita, de onde o tucano tem tentado se descolar nas últimas semanas.

Garcia, que tirou férias do cargo de assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais para se dedicar à campanha, disse que a candidatura de José Serra é  “errática”.

Lembrei a ele que o programa de estreia de Dilma no horário eleitoral falou no papel da candidata na resistência ao regime militar, mas não mencionou luta armada. “Dilma não participou de ações armadas”. Garcia evocou o próprio exemplo: “Eu também militei em organização que promoveu ações armadas, mas não participei delas”.

Sobre as mais recentes pesquisas eleitorais (uma do Ibope, dando 11% de vantagem a Dilma, e a segunda do Vox Populi, que daria 16% de vantagem à petista), Marco Aurélio disse estar certo de que não vão desmobilizar a militância. Para justificar seu ponto-de-vista, valeu-se de uma metáfora futebolística: “Quando espera vitória de seu time é que a torcida vai ao estádio”, disse, citando a partida de amanhã entre o Internacional e o Chivas, do México, pela final da Libertadores, em Porto Alegre. Marco Aurélio é colorado.

O petista disse ter percebido, em seu contato com gente de diferentes camadas sociais, que existe uma espécie de aflição do eleitorado quanto à continuidade do governo Lula. Seria como se as pessoas estivessem com medo de perder o que foi conquistado. Marco Aurélio informou que esse dado aparece nas pesquisas qualitativas e ajudou a definir o programa de Dilma no rádio e na TV. A ênfase, portanto, será na continuidade.

Sobre o programa político da candidata, Garcia disse que a coalizão com partidos mais conservadores não diluirá o caráter de “centro-esquerda” das propostas. Serão três eixos principais: 1. Ênfase na questão social; 2. Aperfeiçoamento da democracia brasileira, com participação popular nas decisões; 3. Soberania nacional.

Ele confirmou a manutenção dos rumos da política externa, que esteve sob constante ataque dos conservadores nos últimos meses. Mas explicou:

1. Não existe “aproximação” do governo Lula com o Irã, mas a  busca por um caminho que privilegie as negociações diplomáticas, não as sanções, para resolver a questão nuclear iraniana.

2. O Brasil não privilegiou Bolívia, Paraguai ou Venezuela em suas relações externas, mas também o Uruguai, a Argentina e o Chile, dentro da diretriz de que o Brasil não pretende no futuro ser um país rico com vizinhos frágeis na América do Sul.

3. O Brasil defende os direitos humanos em fóruns internacionais, mas não acredita que a melhor forma de fazê-lo é através de denúncias públicas. “Não somos uma ONG”, disse Marco Aurélio.

CARTILHAS FEITAS POR ÍNDIOS ABORDAM QUESTÃO CLIMÁTICA E SERÃO DISTRIBUÍDAS EM ALDEIAS

Da Agência Brasil

Brasília – "Nós, que vivemos em aldeias, percebemos que as coisas já estão diferentes. Já não existe tanto alimento quanto antes.” A afirmação da jovem indígena Maria Baré, da Aldeia Taperera, no Amazonas, reflete a preocupação dos índios com as mudanças climáticas e os efeitos sobre suas atividades.

Com o objetivo de esclarecer os povos indígenas sobre os efeitos do aquecimento global e conscientizá-los sobre a importância da preservação ambiental, Maria e mais 20 jovens indígenas, supervisionados pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), elaboraram a cartilha Mudanças Climáticas e Povos Indígenas, que será distribuída nas aldeias da região.

A publicação aborda aspectos técnicos, científicos e de legislação indígena e foi produzida para suprir uma carência de materiais educativos sobre temas ambientais, voltados exclusivamente para as comunidades indígenas. De acordo com a Coiab, entender sobre as mudanças climáticas se tornou fundamental para os povos indígenas.

“Há que se considerar os impactos diretos que esse fenômeno tem na vida das aldeias – seja na produção de alimentos ou na manutenção dos ritos culturais”, destaca o coordenador da Coiab, Antônio Apurinã.

DROGARIAS E FARMÁCIAS NÃO PODEM VENDER A VACINA CONTRA O H1N1

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz um alerta à população e avisa que drogarias e farmácias não estão autorizadas a vender vacinas contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. Na última sexta-feira (9), a Anvisa e agentes da Polícia Federal encontraram vacinas falsas em estabelecimentos em Minas Gerais.

A campanha de imunização contra a doença tem sido realizada nos postos públicos de saúde para gestantes, doentes crônicos, crianças de seis meses a menores de dois anos de idade e jovens de 20 a 29 anos. Também estão entre os grupos prioritários os adultos de 30 a 39 anos de idade que devem tomar a dose da vacina no período de 10 a 21 de maio.

Quem está fora da lista do Ministério da Saúde, pode tomar a vacina em hospitais e clínicas particulares, mediante pagamento. Até o momento, apenas o laboratório Abbott pode comercializar a vacina que imuniza contra a doença, por já ter conseguido o registro de preços. A empresa informou que a partir desta semana as clínicas devem começar a receber o produto.

A Anvisa já autorizou dois outros laboratórios – Sanofi-Pasteur e GlaxoSmithKline – a produzir as vacinas contra a gripe suína, porém eles ainda não solicitaram a definição de preços, documento exigido para iniciar o comércio.

De acordo com a Anvisa, farmácias e drogarias só podem aplicar vacinas quando participarem de campanhas públicas de imunização, o que não ocorre na campanha contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. Nesses casos, os estabelecimentos não podem cobrar pelo produto nem pelo serviço.

Caso suspeite de ter recebido uma dose de vacina falsa, a pessoa deve procurar orientação médica para checar a possibilidade de risco de reações graves, já que a composição é desconhecida. As denúncias podem ser feitas à autoridade local de vigilância sanitária, à Anvisa ou pelo telefone 0800 642 9782.

NOTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE OS BOATOS QUE CIRCULAM NA INTERNET A RESPEITO DA VACINA CONTRA O H1N1

Assunto: Esclarecimentos sobre a vacina contra Influenza H1N1

Em decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza H1N1 que circulam na internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde preparou o questionário abaixo para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia nacional de enfrentamento da pandemia. Repasse o conteúdo ou o link deste documento sempre que você receber o material falacioso.

O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?

Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo.

O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica.

Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas.

O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios), quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco multidose.

A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com estes tipos de conservantes já são utilizadas desde 1930. Algumas delas são: DPT, Tetravalente, Febre Amarela, Dupla Viral, Triviral, etc.

Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização OIMs examinou a hipótese de que as vacinas, contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo e comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que contém essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.

Em face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta orientada por diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as quais preconizam que, até o surgimento de novas evidências, a quantidade de timerosal contida nas vacinas não causa autismo ou qualquer outro problema para as pessoas vacinadas, não acarretando, portanto, efeitos danosos.

A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo.

Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.

A vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em humanos.

Não. Isso é boato irresponsável.

Indústrias farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas por efeitos da vacina, como morte e invalidez.

Não temos essa informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência Nac. de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídos ou pós-comercialização, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários.

Não há comprovação de que somente uma dose da vacina seja efetiva.

Errado. Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças entre 6 meses e menores de 2 anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza H1N1.

A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira, uma vez que surgiu em plena crise mundial. Ela foi criada só para favorecer os laboratórios farmacêuticos, que vão ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio e vacinas.

A situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de forma sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância Sentinela de Influenza desde 2000.

Atualmente com 62 unidades de saúde responsáveis pela coleta de amostras e organização de dados epidemiológicos agregados por semana epidemiológica (proporção de casos suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação ao total de atendimentos – % SG). Este sistema possibilita também a identificação dos vírus respiratórios que circulam no país, das novas cepas, o que contribuiu incisivamente a identificação da situação epidemiológica da gripe sazonal e pandêmica, assim como a adequação da vacina contra influenza utilizada anualmente e neste momento da operacionalização da vacinação contra a influenza pandêmica H1N1.

O monitoramento por este sistema identificou em 2009, que desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal era o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia.

Recomenda-se o seguinte endereço eletrônico (www.saude.gov.br) para acesso aos dados epidemiológicos referente à influenza no país.

A gripe é uma paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios.

Respondido no item anterior.

A gripe Influenza H1N1 foi criada em laboratório com o objetivo de gerar um genocídio.

Em 24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza para um novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham ocorrendo, a partir de 15 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA).

No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI 2005, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase 5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste caso as Américas).

Desde 11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à fase 6, ou seja, já havia disseminação da infecção entre humanos, no nível comunitário, ocorrendo em diferentes regiões do mundo. Esta situação cumpria o critério para definição de pandemia estabelecida no Regulamento Sanitário Internacional.

A origem deste vírus já vinha sendo detectada em casos isolados nos Estados Unidos, sem provocar epidemias até então, portanto não se trata de uma criação em laboratórios.

Todos os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente acompanhados por este Ministério, que vem se preparando para o enfrentamento de uma segunda onda pandêmica desde 2009.

Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.

Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação.

Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.

Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barré é um quadro neurológico que tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a ocorrência de casos dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto, até o momento não foram relatados casos em que tenha sido estabelecida uma associação de causa e efeito entre o uso da vacina e a sua ocorrência.

Centenas de casos de paralisia dos nervos estão sendo associadas a essa vacina. Até médicos já disseram que não vão tomar.

Ver resposta acima.

A vacina contém traços de neomicina.

Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur. A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo.

A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.

Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país.

As negociações de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em novembro de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa utilização especialmente nos países da Europa e Asia.

Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.

A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

_____________________________________

Divulgue na sua rede de contatos. O arquivo em PDF pode ser baixado aqui.

Manual vai orientar manicures para prevenção da hepatite

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

Brasília – As manicures e pedicures são alvo de uma cartilha a ser lançada pelo Ministério da Saúde com orientações para a prevenção da hepatite. O uso de instrumentos cortantes, como o alicate, e o contato com sangue fazem com que essas profissionais sejam incluídas nos grupos sujeitos a contrair a doença. A cartilha tem também o objetivo de incentivar as clientes a levar o próprio material na hora de fazer as unhas dos pés e das mãos nos salões de beleza.

Além da exposição à doença, a falta de cuidados com a esterilização dos instrumentos de trabalho e o desconhecimento sobre as formas de contágio da hepatite aumentam o risco para as manicures.

Divulgada no ano passado, uma pesquisa revelou que 20% das manicures ouvidas no município de São Paulo têm hepatite B. Das 100 entrevistadas, em salões de beleza das classes alta e de baixa renda da capital paulista, 74% das profissionais não lavavam as mãos entre uma cliente e outra, nem estavam vacinadas contra a doença, 72% desconheciam as formas de contágio e somente 5% usavam luvas descartáveis.

De acordo com a enfermeira Andreia Schunck, responsável pela pesquisa, as manicures não têm o hábito de adotar qualquer medida de prevenção, como esterilizar os instrumentos, entre eles, alicates, espátulas ou palitos. O vírus da hepatite B pode ficar dias em uma toalha, por exemplo.

A pesquisadora, que trabalha no Instituto Emílio Ribas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, disse que as profissionais de institutos de beleza deverão receber orientações sobre o uso de luvas e de material descartável, os procedimentos de esterilização na estufa e a vacina contra a hepatite B, que é gratuita nos postos de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o manual deverá ser lançado em junho.

“O que elas têm medo é de ter uma micose. E só usam as luvas quando os pés das clientes aparentam estar sujos”, afirmou Andreia à Agência Brasil.

Para as mulheres que fazem as unhas em salões de beleza, a principal orientação da pesquisadora é que cada uma monte seu próprio kit com alicate, palito de laranjeira, lixa, toalha, creme, esmalte, algodão e acetona. “Se você não tem certeza que o material foi bem esterilizado, leve seu próprio kit”, alerta.

Neste mês, as manicures e pedicures passaram a integrar os grupos prioritários para vacinação contra hepatite B, junto com caminhoneiros, grávidas e moradores de assentamentos e acampamentos agrários. Para a imunização ser garantida, é preciso tomar três doses da vacina. O  ministério informa que, depois das três doses, 90% dos adultos ficam imunizados. A vacina está disponível nos postos de saúde do país e pode ser tomada em qualquer época do ano.

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue e pela relação sexual sem preservativo. Outra forma de transmissão é o uso de objetos contaminados, entre eles, lâminas de barbear, escovas de dentes, instrumentos de manicures e podólogos e o material usado na colocação de piercing ou realização de tatuagens.

Vacinação Contra Gripe H1N1 Começa Hoje

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Começa nesta segunda (8) a campanha de vacinação contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. Inicialmente serão vacinados os profissionais de saúde e indígenas que vivem em aldeias. Segundo o Ministério da Saúde, esses dois grupos somam cerca de 2,5 milhões de pessoas, dos quais 80% devem ser vacinados até 19 de março.

A próxima etapa terá início em 22 de março, quando começam a ser vacinadas as grávidas, os portadores de doenças crônicas e crianças de 6 meses a 2 anos de idade. A imunização desses grupos vai até 2 de abril.

De 5 a 23 de abril será a vez dos adultos saudáveis de 20 a 29 anos. De 24 de abril a 7 de maio, serão vacinadas as pessoas de 30 a 39 anos que não têm problemas de saúde. Esses dois últimos grupos não estão incluídos na recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica a vacinação como necessária apenas para profissionais de saúde, indígenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Mas o Ministério da Saúde resolveu estender a imunização a adultos e bebês após consultas à comunidade científica e a entidades de classe.

Os locais e horários de vacinação serão definidos pelas autoridades de saúde estaduais e municipais, que também são responsáveis por fazer as doses de vacina chegarem até as populações de locais mais afastados. A expectativa do Ministério é que sejam vacinadas ao todo 91 milhões de pessoas. A campanha é a maior já feita no Brasil.

Confira o calendário de vacinação:

  • Profissionais de saúde e indígenas – 8 de março a 19 de março
  • Gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a 2 anos – 22 de março a 2 de abril
  • Jovens de 20 a 29 anos – 5 de abril a 23 de abril
  • Idosos (mais de 60 anos) com doenças crônicas – 24 de abril a 7 de maio
  • Adultos de 30 a 39 anos – 10 de maio a 21 de maio