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DROMONOTÍCIAS

No ministério da Cultura a advogada Márcia Barbosa será nomeada Diretoria de Direitos Intelectuais. A ministra da pasta da Cultura, Ana de Holanda, explicou que a advogada irá chefiar uma equipe encarregada de fazer uma revisão da proposta sobre a questão dos direitos autorais. “Vão ver a lei em vigor e essa lei proposta, que ninguém conhece, e ouvir as demandas todas que existem”. A propriedade intelectual (ou sobre uma produção imaterial), talvez, seja o mais importante desafio para uma nova economia política que aparece, pois este tipo de propriedade problematiza, exatamente, as novas formas de trabalho na sociedade pós-moderna ou pós-fordista. Ainda mais quando atualmente experimentamos uma desdiferenciação entre economia, política e cultura.______________________<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>

De acordo com a Agência Brasil: “Dilma destacou que dos 13 milhões de benefícios distribuídos anualmente, 93% são destinados a mães de família. “Com esse dinheiro, a mãe de família compra alimentos, compra os produtos de higiene e compra todos os produtos de primeira necessidade, inclusive material escolar. E aí gera renda também para o dono do mercadinho, da lojinha, da farmácia, fazendo então a roda da economia girar, gerando emprego e aumentando a riqueza de todos”, explicou.” A presidenta Dilma Rousseff fez a afirmação hoje no seu programa de rádio com o objetivo de antecipar as comemorações pelo dia internacional da mulher. A presidenta garantiu que sem a participação ativa das mulheres no programa de distribuição de renda, Bolsa Família, não haveria diminuição da pobreza. É o trabalho/economia mulher produzindo produção.(((((((((((((((((((((((((((((()))))))))).

Continuando com as comemorações do dia internacional das mulheres, com o objetivo de que mais mulheres tenham acesso a programas do governo como Fome Zero, Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de facilitar o acesso à inclusão bancária e ao microcrédito, entre os dias 09 e 11 de março, a Caixa Econômica Federal vai oferecer, em todas as suas agências, o serviço de inscrição do Cadastro de Pessoa Física (CPF) gratuitamente. È de grátis maninha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.

Ai!! Lula, Dilma, seus governos, mas acima de tudo, o povo, os pobres produtores da riqueza aqui e no mundo. Que foi? Brasil, maninha! Já é a copa do mundo e o Brasil marcou um golaço? Deixa de lezeira mana; não ta vendo que as opiniões positivas sobre a influência do Brasil no mundo tiveram o maior aumento entre as nações pesquisadas, passando de 40% a 49%. Isso é melhor do que um golaço. E não é nosso amor! Então vamos aproveitar que é carnaval e vamos pra folia e alegria dionisíaca. Vamos!!!!!!!_________———————————___________________.

As coisas estão de um jeito neste carnaval que jornal local notícia o óbvio em Manaus sobre as paradas de ônibus e na França a presidente do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen, lidera as pesquisas do primeiro turno para a presidência francesa em 2012. Dionísio, onde estás nesse carnaval tua alegria e criação intempestiva, tua inteligência coletiva e monstruosidade de tudo que é considerado natural?

Vizinhança exemplar

Pescado no Diário Guache

Daniel Paz e Rudy

A FÁBULA DO FMI E O PASTOR E O LEÃO DE ESOPO

 

Geralmente as fábulas são caracterizadas por emprestar aspectos antropomórficos a animais e assim compor uma estória que tenha por objetivo nos fazer pensar sobre alguma lição aprendida. Mas, caso não compreendamos essa lição como moral que já vem como um pressuposto pré-fabricado, que carrega todos os seus ensinamentos como preceitos constituídos a partir dos códigos advindos do senso comum, poderemos compreender essa moral como a parte mais importante da fábula, pois ela também poderá ser a construção de uma nova interpretação do real a partir de nós mesmo, forçando o sentido da estória.

Pois bem. O Fundo Monetário Internacional (FMI), principal instituição financeira mundial e principal rosto financeiro do neoliberalismo — que não permite a solidariedade entre os trabalhadores, pois prioriza o domínio do poder nas mãos de uma elite econômica, e para tanto faz do Estado um exercício político mínimo para o bem comum e um auxilio as práticas de promoção da propriedade privada, o livre mercado e do livre comércio a partir de seus empréstimos que sempre vem acompanhado de suas exigências que descartam em completo os direitos conquistados, principalmente dos trabalhadores — através de seu diretor, Dominique Strauss-Kahn, advertiu que o mundo pode sofrer com uma tendência cada vez maior de desemprego.

Esopo, grande escritor de fábulas, diz o seguinte em “O Pastor e o leão”:

Certo dia, ao contar suas Ovelhas, um Pastor chegou à conclusão que algumas estavam faltando. Muito bravo, aos gritos, cheio de presunção e arrogância, disse que gostaria de pegar o responsável por aquilo e puni-lo, com suas próprias mãos, da forma merecida.

Suspeitava de um Lobo que vira afastar-se em direção a uma região rochosa entre as colinas, onde existiam cavernas infestadas deles.

Mas, antes de ir até lá, fez uma promessa aos deuses, dizendo que lhes daria em sacrifício, a mais gorda e bela das suas Ovelhas, se estes lhes ajudassem a encontrar o ladrão.

Após procurar em vão, sem encontrar, nenhum Lobo, quando passava diante de uma grande caverna ao pé da montanha, um enorme Leão, saindo de dentro, põe-se à sua frente, carregando na boca uma de suas Ovelhas. Cheio de pavor o Pastor cai de joelhos e suplica aos deuses:

“Piedade, bondosos deuses, os homens não sabem o que falam! Para encontrar o ladrão ofereci em sacrifício a mais gorda das minhas ovelhas. Agora, prometo-lhe o maior e mais belo Touro, desde que faça com que o ladrão vá embora para longe de mim!”

Conclusão: Quando encontramos aquilo que procuramos, logo tende a cessar nosso interesse inicial.


Moral da História:
Se os benefícios de uma coisa não nos são garantidos, devemos pensar duas vezes antes de desejá-la.

O FMI poderia ser muito bem esse pastor que indignado com a perda de empregos no mundo sai à procura do culpado e adverte a todos o que está acontecendo e pede para que todos possam ajudar a melhorar este quadro político-econômico, mas eis que quando faz esse pedido, descobre que o grande culpado é ele próprio; aí, para tentar fugir da armadilha armada contra si mesmo, pede para todos que esqueçam o que ocorreu, porque em tempos de crise é necessários alertarmos a todos sobre os perigos do desemprego mundial, mas quando a crise passa, devemos esquecer isso e continuar a fazer com que o ladrão vá embora, prometendo os mais variados presentes financeiros aos países que continuam na sua dependência.

Essa interpretação nada diz de novo ou até mesmo de interessante. Talvez forçássemos melhor o pensamento se interpretarmos a fábula do FMI de outra forma: assim como o pastor dirigi a sua responsabilidade aos deuses e se ver em apuros quando acredita que esses o atenderam, e para se livrar de tal perigo, novamente recorre aos deuses, o pastor demonstra sua dependência e incapacidade de cuidar de seu rebanho a partir de si mesmo.

Quando os países preferem agir de acordo com as exigências do FMI, ao invés de produzirem sua própria política econômica e são abatidos por crises desencadeadas pelo mercado mundial e o livre comércio, completamente abstratos e especulativos, procuram ajuda novamente no FMI e quando este mostra a solução, mais uma vez a armadilha está armada. Sem esquecermos que enquanto o pastor procura o grande culpado para puni-lo, o seu rebanho fica sozinho a mercê de todos os perigos possíveis, assim como o próprio FMI faz com que os Estados, que procuram por duas vezes seu auxílio, deixe os direitos dos trabalhadores também debilitados para poder atender suas exigências.

Se os benefícios de uma coisa não nos são garantidos, devemos pensar duas vezes antes de desejá-la.

No sentido de moral que damos aqui nesse breve texto: Quais os benefícios o FMI podem oferecer? E qual sua real preocupação com o desemprego no mundo? Qual moral podemos aprender da fábula do FMI e o desemprego no mundo?

Mas nos falta ainda algo: o que ocorreu com o lobo na fábula do FMI?


POLIDIZERES

O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM – Dizem que a tevê não mostra porque não pode. Outros não vêem porque não querem. Mas está lá. Em cada morro que deslizou, em cada enxurrada que passou, em cada corpo que ficou, dá para ver, gravadas, as imagens dos rostos dos governantes que, nas últimas décadas, nada fizeram para impedir que a cidade pudesse existir em comunidade com a natureza.

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INTELIGÊNCIA – O que também se pode ver em toda esta situação política é que, embora a natureza tenha sido pródiga com todos, há alguns que se recusam a usar aquilo que ela deu de mais rico: a inteligência. Uns não usam para governar; outros, para escolher.

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CULTURA POPULAR – Boi de Parintins faz apresentação EX-CLU-SI-VA em festa de arromba em condomínio de luxo, em Manaus, neste final de semana, por ocasião do aniversário de um juiz. O levantador de toadas, as cunhãs-porangas e o próprio boi de pano dançaram para deleite de poucos até o sol raiar. É o que nos diz um prestigiado colunista social.

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PERDEU-SE A ORIGEM – Acreditar que o boi de Parintins seja, hoje, cultura popular, por conta do talento inegável e inesgotável de seus artistas plásticos é o mesmo que achar que a FIAT pertence aos operários apenas porque são eles que constróem os carros da empresa. Subitamente, apaga-se a exploração. Mas um dia, o boi foi (expressão) do povo.

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AD ETERNUM? – Perguntamo-nos, inutilmente, se haveria comoção semelhante à da época do terremoto, se hoje fizéssemos campanha pelo Haiti. Atualmente, uma outra hecatombe toma conta daquele país, e muito pior que a trazida pelo movimento das placas tectônicas, pois que esta tem por objetivo a perpetuação da miséria e da dominação político-econômica naquele país. E feita pelo homem.

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AD ETERNUM BRASILIS? – Igualmente, no auge da comoção da classe média (leia-se compaixão) do auxílio aos desabrigados na Serra do Rio de Janeiro e de São Paulo, ignorar-se-á, daqui a alguns meses, que evitar a repetição farsesca destes eventos, no verão de 2012 está a um passo. Basta continuar movimentando a energia, desta vez não pela via da compaixão, mas pela da razão. Infelizmente, Razão e Compaixão são interexcludentes.

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NADA DE NOVO NO FRONT – Amazonino não tem nada a dizer. Tudo está na cara, ao alcance de um passeio por Manaus. O que ele diz é o que ele faz. Daí, nada de novo na entrevista concedida à jornalista Ivânia Vieira e exibida na edição dominical de A Crítica. O que a classe média twítica viu nela de tão revelador? O louvável é, talvez, apenas o fato da jornalista ter suportado estar no mesmo ambiente que o atual prefake (prefeito fake) de Manaus por tanto tempo.

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FRASE DO DIA – Não ha nada mais ficcional do que a realidade.

O ANO DE 2010, SEGUNDO AMAZONINO MENDES

E aí, Amazonino, tá feliz que o ano de 2010 acabou?

E como você acha que vai ser 2011 pra prefeitura de Manaus?

Fotos: www.d24am.com.br

ALGUMAS FRASES DO PRESIDENTE LULA A RESPEITO DA REUNIÃO DO G20

“Como os países ricos costumavam dar lições ao Brasil de como a gente deveria fazer, seria importante que, humildemente agora, eles fossem aprender o que nós fazemos para que eles possam adotar políticas iguais”.

(Dizendo que primeiramente não levará propostas prontas para o G20, mas “ideias a serem discutidas” e obviamente falando sobre o crescimento inegável do Brasil interno e externo, bem como de uma política e economia que não se fecha no interesse do grande capital financeiro especulativo)

“Desde que começou a crise econômica estamos dizendo que só existe uma possibilidade para resolver definitivamente o problema [da crise]: aumentar o comércio entre os países e evitar, de qualquer forma, o protecionismo entre as nações”.

(Evidenciando o quanto o Brasil se torna um exemplo para outros países e sai de sua condição de dependência cultivada antigamente)

“O que é bom para os Estados Unidos é bom para os Estados Unidos. O que é bom para o Brasil é bom para o Brasil”.

(parafraseando alegre e lucidamente a frase de Obama que disse na Índia que o que “for bom para os Estados Unidos será bom para todos” e acrescentou dizendo que o que é ruim para os EUA, em termos econômicos, tem efeitos ruins para o mundo)

“Não é possível que alguns países resolvam desvalorizar suas moedas no intuito de aumentar competitividade, porque causam transtornos a outros que dependem do sequenciamento da política comercial no mundo para seguir crescendo de forma justa.”

(A respeito da “guerra cambial”, alertando que qualquer tomada de decisão interna dos países afetará os demais)

“Não há nenhuma novidade, isso é da Constituição. Em 2002 fizeram uma ‘sacanagem’ comigo e não aprovaram aumento para mim. E eu não reclamei. Mesmo sem aumento, o salário era maior do que eu ganhava na [empresa metalúrgica] Villares”.

(Lucidamente comentando sobre o aumento de salário, que pode ser aprovado pelo Congresso, de congressistas e da presidente eleita Dilma Rousseff. E, evidentemente, dando uma aula de moral política, pois elucida como o regime político democrático-representativo funciona moralmente com base no que é determinado pela lei projetada pelos representantes. E até certo ponto, nos convidando para uma discussão sobre a seguinte questão: a moral é a determinação de princípios gerais (a lei, por exemplo) ou dilemas (entenda problemas produzidos pela existência) que colocam o bem comum em pauta?

“As pessoas fingem que não levamos dez anos discutindo a necessidade de fazer um acordo comercial que era o acordo de Doha. Já faz dois anos e a gente não retomou. Sem que haja um aumento do comércio, do consumo e da produção, fica difícil resolver o problema da crise.”

(A respeito da necessidade de haver um “debate” sobre temas como política monetária, política cambial e comércio).

Artistas e intelectuais fazem ato pró-Dilma hoje no Rio de Janeiro

Portal do PT

chico buarque 300x230 Artistas e intelectuais fazem ato pró Dilma hoje no Rio de Janeiro
Cantor, compositor e escritor Chico Buarque.

 

Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepumuceno está articulando adesões ao manifesto de apoio político a eleição de Dilma Roussef. Se você puder aderir agradeceríamos muito: mande sua adesão para emirsader@uol.com.br ; ericnepomuceno@uol.com.br

E, se você puder, divulgue aos seus amigos do Rio para participarem do ATO POLITICO de entrega do manifesto à candidata, no Teatro CASA GRANDE, dia 18 de outubro, às 20 hs. (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon- Rio de janeiro)