Arquivo da categoria: Artes Plásticas

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A arte de Mark Tobey

 

 

Mark TobeyClique na imagem

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POLIVISÃO: O Carnaval do Arlequim, de Joan Miró (1893-1983)

Presidenta Dilma e o artista plástico pernambucano Romero Britto pousando ao lado de Dilma Pop

Foto: Ed Ferreira/AE

FRASES E FRASES

Não foram poucos os que tombaram. Para cada um que caía, outros se levantavam. Até que a democracia avançou, conquistou espaços e desaguou nas ruas deste país para, finalmente, se tornar direito, com o pleno restabelecimento das liberdades.

Porque viver é mais que sobreviver – é ter oportunidade de conquistar uma existência digna. Sem dignidade, a própria existência deixa de ter valor.

(Presidente Lula na cerimônia de entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos)

“O coronel disse que posso trabalhar sem ânfora (…) Ele (o coronel) trabalha de graça? Ele tem conta para pagar, nós também temos”.

“Agora, esse governo do (prefeito Gilberto) Kassab (DEM) proíbe (apresentações artísticas). Literalmente proíbe” (…) Fui perguntar, saber se havia alguma autorização para poder me apresentar e não há uma autorização. É negado. Não é só música, qualquer tipo de manifestação artística é negada pelo município de São Paulo”.

“Eu me transportei para a década de 70, quando o artista era espancado, torturado. Me parece que a gente tá vivendo aquela época num governo municipal.”

(Frases de artistas de rua de São Paulo que foram proibidos pela prefeitura da capital de receberem doações pelos seus trabalhos)

MUITO ALÉM DO CARTÃO POSTAL

Alice atravéz do espelho

Aconteceu em 2003 uma inusitada mostra de fotografia na cidade. Era Ernesto Baldan, fotógrafo de moda olhando para a periferia e tentando entender o que era aquele reboliço que viria a ser chamado de “a nova classe média” anos mais tarde. Incompreendida até hoje, essa nova emergência de modos, costumes e códigos propõe uma cultura que nunca foi exibida na TV. Pelo menos até a chegada das UPPs. Depois disso, a relação entre a mídia e a população se tornou menos hierarqueizada, consequência direta da internet 2.0 acessada a partir de lan houses. Estou falando de internet via cabo, não aquele wireless de pub inglês ou do café frances. Falo de um rapaz que pode escolher entre soltar pipa na laje ou pagar para acessar a rede mundial por uma hora, gastando em média R$ 3,00.

O outro aspecto da exposição que é preciso destacar além do objeto retratado foi o local de exposição e o público-alvo. Ao contrário de Sebastião Salgado que lança seus ensaios em edições de luxo, com capa dura e faz tiragens ampliações em número limitado, Ernesto Baldan preferiu expor nos shopping centers da periferia carioca. E vendeu o catálogo com 60 fotos por R$ 5,00 quase o mesmo valor de uma hora de lan house. E sabe qual era o nome da exposição? “Sem Vergonha”.


Texto de abertura do livro

Na bela exposição de fotografias de Thomaz Farkas, organizada recentemente pelo Instituto Moreira Salles, o espectador tinha a oportunidade de observar imagens de brasília em dois períodos históricos bem distintos: na época de sua construção e quase nos dias de hoje. Fiquei me perguntando se quem via as fotos dos anos 50 na época em que foram reveladas, tinha a mesma sensação ao me deparar com as imagens atuais. Thomaz Farkas me mostrava a beleza de objetos prosaicos de nosso cotidiano, aqueles que nunca consideramos belos.

Ficou na minha memória uma foto onde essas mesas de metal, comum nos bares mais populares, pintadas com as marcas de cerveja ou refrigerante, ocupava local de destaque. As mesas dos bares dos anos 50, olhadas com o distanciamento histórico das décadas que se passaram não envergonhasm mais ninguém. Pelo contrário, ganham a nobreza que o tempo dá para qual não existe mais. Mas a mesa de hoje, a que nossas “classes populares” usam todos os dias, parece agredir toda nossa noção de bom gosto, mesmo quando compõe fotos de enquadramento impecável.


Somos ensinados a ter vergonha diante de tudo que aparece e se torna popular, demasiadamente popular, agora, em “nossa” época. Depois tudo muda de figura: a música que é considerada brega, quando vira objeto de nostalgia, passa a ter uma aura de coisa “fina” ou “chique”. Foi isso, por exemplo, que aconteceu com a produção da Motown, que nos anos 60 era tratada como lixo por críticos e policiais do bom gosto, e hoje é item obrigatório em qualquer coleção de discos sofisticada. A passagem do tempo, incluindo o afastamento entre o gosto popular e aquela manifestação cultural, faz com que um trabalho de “descontaminação” nos símbolos, facilitando sua acessibilidade.

Outro exemplo de outra área: a nova arquitetura do Centro do Rio, no início do século XX, dava calafrios em críticos que defendiam o bom gosto contra as cópias cafonas de edifícios franceses, na mesma medida que hoje vemos tanta gente ter vertigens de horror, piedade e vergonha ao passar pela Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Mas hoje o Centro ganhou a pátina da credibilidade daquilo que já passou e todo mundo acha que a Cinelãndia vai ser sempre muito mais bela que ou interessante arquitetônicamente, que aquele encontro entre a Av. Das Américas com a Av. Airton Senna. Daqui a cem anos, quando uma outra Barra cair nas graças do gosto popular e “arrivista”, provavelmente as pessoas passaraão pelas ruínas di GameWorks e suspirarão com saudades de um tempo onde tudo era mais “digno”.
Esses suspiros são fáceis. O difícil é olhar para que é popular agora e afirmá-lo na sua complexidade e – porque não? – beleza, sem nenhuma vergonha. Não estou falando de um olhar irônico, que aceita tudo com um pé atrás, em território defendido por uma postura de quem na verdade acha que a vida toda é uma lástima. Estou falando de outra coisa: de uma aceitação trágica da vida, como ela acontece já não existe mais, ou num mundo perfeitinho (e tão chique e chato como um restaurante de decorador wallpaper), que nunca vai ser nosso mundo ( ainda bem, pois viver nesse mundo do bom gosto oficial seria morrer de tédio). Foi isso que eu aprendi vendo as fotos de Thomaz Farkas: tenho que gostar dessa mesa de ferro agora, antes que ela vire artigo hype e perca todo o seu encanto.

Nada mais fácil do que gostar da Jovem Guarda hoje. É um estilo tão “divertido”, não é? Mas mesmo Caetano Veloso precisou da bronca da Maria Bethânia – que lhe dizia: “vocês ficam com esse papo furado aí e o que interessa mesmo é o Roberto Carlos. Vocês já viram o programa da Jovem Guarda na televisão? É genial, Roberto Carlos é quem tá com tudo. Tem força, não é essa coisa furada aí.” – para prestar atenção naquilo que estava acontecendo, e que o bom-gosto de então classificava como lastimável. Essa atenção para a Jovem Guarda foi um elemento importantíssimo para a explosão do Tropicalismo.

Tente fazer a mesma coisa com as jovens-guardas de hoje. Tente dizer para os amigos que você gosta sinceramente de pagode com sintetizador, de axé music ou do Bonde do Tigrão. Tente colocar essas músicas na trilha sonora de um desfile da Sã Paulo Fashion Week. Pode colocar Abba, pode colocar até Korn, mas tocar o que é realmente popular e o que está perto da gente, sem truques distanciadores (seria fácil pinçar esses elementos e colocá-los numa moldura de editorial de moda, estilo revista “Dutch” – isso é ir no certo para agradar gringo que quer consumir nosso “exotismo”, isso é fazer macumba para turistas pós-modernos), para tocar isso é preciso ter muita coragem, é preciso ser muito sem-vergonha.


Por isso gostei tanto de ver o livro “Meninas do Brasil, de mari Stoker. Dá para perceber que ela gosta das roupas que as meninas do funk inventaram. Gosta, não como um artigo assim… “antropologicamente interessante”. Gosta mesmo! E vê naquele estilo algo tão criativo como uma desconstrução belga ou austríaca assinada por estilistas que a garotada favelada e suburbana brasileira desconhece e nunca vai ter dinheiro para vestir ( o que é uma pena – acho sim, que deveriam conhecer e poder usar roupas dessas grifes –imagine o pessoal dançando no baile funk com toda a coleção da Ann Demeulemeester – tudo bem, sei que ela não frequenta mais a lista das 100 pessoas mais poderosas da moda da “Face”, mas quem se importa com a “Face”?- ou com Dior Homme de Hedi Slimane!). O bom é que mesmo assim essas meninas dão aula de modernidade e independência para as grifes brasileiras que não fazem nada sem folhear as páginas de todas as revistas importadas que chagaram no mês passado na Letras & Expressões.

Por isso também gosto das experiências fotográficas de Ernesto Baldan, que andam sempre na contramão o bom-gostismo clean e correm todos os riscos, sem nenhuma vergonha de olhar de frente para o que acontece agora nas ruas brasileiras, para o que o povo gosta de ter inventado, povo que encara tudo como uma grande brincadeira (uso brincadeira pois ete é o termo que foliões de boi-bumbá, reisado, congada e outros “folclores” usam para se referir às suas festas – festas que eu e Ernesto documentamos no livro “Música do Brasil”), diante da qual só quem tem a cabeça envergonhada pode não achar graça (falo de graça não apenas no sentido de bom humor, mas graça como dádiva elegante, salvação quase divina).

Voltando ao baile funk, meu exmplo-para-tudo preferido desde os anos 80 e território amado pelo Ernesto: o desgoverno da apropriação das marcas de surf, junto com a calça da gang, oc centímetros de lycra deixando a barriga de fora, as microsaias, o descaso para com os mandamentos da indrumentária hip-hop, o físico malhado em academias da favela, a reinterpretação de tudo que é usado na novela ou no show da Sandy, ou de tudo que aparece na capa da “Caras”: essa é uma brincadeira da pesada, feita com ar de quem não quer nada, mas que acaba criando muito daquilo que mais interessante aparece na moda urbana.

Do lado positivo, mas muito próximo: preste atenção numa patricinha emergente da Barra. A ousadia e o descompromisso com as “referências” são completos e geram um barroquismo-fashion-pop de calibre poderoso ( o mesmo calibre que pode ser encontrado numa tarde de compras da Daslu, com aquela exuberante mistura de grifes caras, compradas – felizmente sem nenhum critério – por mulheres também graciosamente desgovernadas).


O mais bacana é que Ernesto não se contenta em registrar o que encontra nas ruas, nem tem a menor intenção de ser fiel à “realidade”. A rua é uma deixa, um impulso, e passa a “funcionar” no regime da imaginação e das obssessões do fotógrafo. Ernesto sabe que a brincadeira das ruas pede mais brincadeira, brincadeira ao quadrado, que possa voltar para a rua e cair na brincadeira novamente, criando outras maneiras de brincar – para quem entra na roda, só brinca bem, com pressão, quem não tem vergonha mesmo de mudar a brincadeira, até mesmo de introduzir elementos novos na brincadeira, gerando novos estilos brincantes para o mundo.


Ernesto sabe também que, no final das contas, não é preciso ter vergonha nenhuma da nova cultura de rua brasileira, e sobretudo não é preciso esperar o tempo ou um gringo qualquer vir nos dizer que essa cutura é cool. Ou – pra dizer logo tudo, de supetão, e no desabafo: não é preciso ter nenhuma vergonha do Brasil; nem da maneira espalhafatosa como usamos – sem nenhuma cerimônia – as informações que nos chegam do resto do mundo; nem de ter um presidente que não sabe falar inglês; nem de não ter a roupa que os ditadores da moda dizem que está na moda; nem de viver num país que tem uma economia popular que nunca se comporta como os “grandes investidores” gostariam que ela se comportasse; nem de inventar novas boas maneiras (que sempre inventamos) para o resto do mundo – mesmo quando o mundo raramente toma consciência de nossas invenções.


E ter asco,  de uma elite que macaqueia as cansadas novas tendências de “láfora” (inclusive as bobagens inventadas em MBAs de segunda, ou em congressos multiculturalistas de terceira, ou na Prada e nas cópias da Pradam ou no clube da ex-última-moda-pop de Williamsburg, ou um seminário anti-moda da aristocracia intelectual européia que sonha com um mundo pré-pop…), imitando tudo, timtim por tim tim, sem nenhum senso crítico, sempre querendo não ter nascido aqui (e querendo transformar isso aqui num simulacro ridículo de um primeiro mundo “fino”) e perpetuando assim a miséria – nunca cultural – da maioria da nossa população, que deveria – na vontade da elite – ter sempre vergonha de ser quem ela é, de se divertir da maneira que se diverte, de usar as roupas que usa, de gostar de comida a quilo (quando tem dinheiro pra tal) – a verdadeira fusion cuisine!, e tantas outras “manias” que irritam tanta gente “bem nascida”. Ainda bem que as palavras pseudo-civilizatórias dessa elite triste não são levada a sério pelo povo brasileiro, que continua não sentindo nada dessa vergonha que tentam lhe impor como condição humana. Pelo contrário: o povo brasileiro produz o tempo todo uma cultura sem vergonha de ser o que é, e de dizer o que quer ser, aqui e agora – inventando assim, cotidianamente, os atalhos para sua libertação.

Hermano Vianna – Antropólogo

UTILIDADE PÚBLICA – INCLUSÃO DIGITAL

Do Portal Brasil

A internet permite ao cidadão o acesso rápido e fácil a diversos serviços do Estado brasileiro. Mesmo quem não tem computador ou conexão à internet pode navegar pela rede, por meio de iniciativas de inclusão digital que democratizam o acesso da sociedade às novas tecnologias.

 

Valter Campanato/Abr  

Veja alguns serviços do Estado brasileiro que podem ser acessados pela internet. A lista completa pode ser encontrada nesse site.

  • Biblioteca Nacional

Clique aqui para consultar o acervo da biblioteca.

  • Bibliotecas Públicas

Clique aqui para encontrar uma biblioteca pública.

  • Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF)

Confirme sua inscrição no CPF ou sua situação cadastral no site da Receita Federal.

  • Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)

Acesse o site da Receita Federal para confirmar a inscrição da empresa ou sua situação cadastral.

  • Cartórios

Para registros civis e de imóveis, títulos e documentos, clique aqui.

  • Certidão Negativa

Emita a Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União no site da Receita Federal.

  • Combate à Dengue

Informe-se sobre a doença, como preveni-la e tratá-la.

  • Domínio Público

Acesse obras literárias, artísticas e científicas de uso livre de todos ou que têm sua divulgação devidamente autorizada, em diversos formatos (texto, som, imagem e vídeo).

  • Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

Acompanhe os depósitos de seu FGTS feitos pelo empregador no site da Caixa.

  • Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)

Clique aqui para consultar declarações entregues no ano de exercício e aqui para consultar as entregues em anos anteriores.

  • Polícia Rodoviária Federal – Multas

Consulte se há multas devidas ou não (documento de “nada consta”) na página da Polícia Rodoviária Federal.

  • Receita Federal do Brasil – Atendimento ao contribuinte

Clique aqui para acessar todos os serviços da Receita Federal e da Procuradoria da Fazenda Nacional.

  • Título de Eleitor – Solicitação

Acesse a página do TSE para solicitar seu Título de Eleitor. Atenção: o processo só poderá ser concluído em uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral.

  • Título de Eleitor – Verificar situação

Consulte a situação de seu Título de Eleitor no item “Situação eleitoral”. Clique aqui para acessar a página.

MINISTÉRIOS

Informações sobre as atividades dos ministérios encontram-se no sítio de cada um:

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa): www.agricultura.gov.br

Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT): www.mct.gov.br

Ministério da Cultura (MinC): www.cultura.gov.br

Ministério da Defesa (MD): www.defesa.gov.br

Ministério da Educação (MEC): www.mec.gov.br

Ministério da Fazenda: www.fazenda.gov.br

Ministério da Integração Nacional (MI): www.integracao.gov.br

Ministério da Justiça (MJ): www.mj.gov.br

Ministério da Previdência Social (MPS): www.mps.gov.br

Ministério da Saúde (MS): www.saude.gov.br

Ministério das Cidades (Mcid): www.cidades.gov.br

Ministério das Comunicações (MC): www.mc.gov.br

Ministério das Relações Exteriores (MRE): www.mre.gov.br

Ministério de Minas e Energia (MME): www.mme.gov.br

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA): www.mda.gov.br

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS): www.mds.gov.br

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC): www.mdic.gov.br

Ministério do Esporte (ME): http://portal.esporte.gov.br

Ministério do Meio Ambiente (MMA): www.mma.gov.br

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG): www.planejamento.gov.br

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): www.mte.gov.br

Ministério do Turismo (MTur): www.turismo.gov.br

Ministério dos Transportes (MT): www.transportes.gov.br

Fonte:
e-Gov

DILMA É MUITOS NO CIRCO VOADOR AMANHÃ