A TRISTEZA DO MINISTRO PADILHA

“Enquanto for ministro da Saúde do país a assinatura do Ministério da Saúde não vai entrar em um cartaz que diz, “Sou feliz sendo prostituta”. Porque não cabe ao Ministério da Saúde priorizar nas suas campanhas de saúde algo que é uma percepção individual. A frase não é nem dialogando com o fato de se existe prostituta feliz ou se existe prostituta triste. A frase é inversa, inclusive, fala que o motivo da felicidade é ser prostituta. Acho que há varias prostitutas que são felizes e várias outras prostitutas que são tristes. Como qualquer outra pessoa, prostituta fica triste e fica feliz. O que não cabe ao Ministério da Saúde é colocar no centro de uma campanha sua um tema que é de percepção individual e deixar de lado aquilo que é fundamental para esse público das prostitutas, que é a proteção.”

Se Padilha não fosse da turma do núcleo duro do PT, que acha que esquerda é só levantar bandeira e queimar pneu, e não quer estudar, saberia que a alegria é uma condição existencial, que não requer motivo ou elemento provocador. Ela é causa, e não efeito. É uma condição sine qua non da existência, a única coisa que não se pode arrancar-se a alguém, a verdadeira, e talvez, única condição de justificativa do homem neste planeta, que o preenche de sentido.

Bem diferente dos penduricalhos morais que servem de desculpa à existência vazia de um ministro atormentado por seus fantasmas sexuais.

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