PEQUENA OBSERVAÇÃO SOBRE AS TRAGÉDIAS COTIDIANAS

Um dado que não pode passar despercebido a quem analisa a sociedade em que vive, cientifica ou mesmo amadoristicamente. Todo dia tem morte em Manaus. Toda semana o tráfico, a miséria social e a moralidade de classe faz um matricídio, um patricídio, um parricídio. Mata-se no atacado. Mas quando é uma família “tradicional” (leia-se, rica), a comoção é enorme, e o desejo de justiça, grande – o que, inclusive, reflete na atuação do aparato policial.

Igualmente, tem chacina toda madrugada em algum lugar do Brasil, um dos países onde mais se matam jovens do mundo. Todo santo dia, tem uma, em algum rincão deste país. E (quase) ninguém chora, compartilha ou comenta essa dor alheia. Mas basta ser uma boate classe média, e as vítimas, universitários, para que o oportunismo tanático seja colocado em voga.

Em todos os casos, a dor e a perda são imensuráveis. Mas desconfie de quem só é empático quando a conta bancária ou posição social das vítimas exige.

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