MESSI E ROMÁRIO DÃO DRIBLE NO “REI” PELÉ

O complexo de inferioridade constitui-se pela predominância, no indivíduo, de uma ideia de si inferiorizada em relação ao outro. Ainda que consiga as maiores conquistas no plano coletivo, e que seja efetivamente reconhecido como pessoa de destaque na área em que atue, para si mesmo, sempre irá predominar a ideia de que é inferior ao outro. O complexo de inferioridade é um produto da moral de rebanho, ou de classe.

Quando o cidadão Edson Arantes do Nascimento, vulgo Pelé, ouviu falar que o jogador Lionel Messi, da Argentina, o comparou ao desafeto, Diego Maradona, sentiu-se ameaçado. Ainda que seja considerado por alguns como o Rei do Futebol, Edson Arantes parece sentir como ameaça a seu reinado a cada vez que um jovem craque surge. Assim o foi, décadas atrás, com Romário. Depois, com Ronaldo Nazário, e antes destes, com Diego Maradona.

Tocado em seu ponto fraco, e fustigado pela impresa de mexericos, Pelé cai na armadilha tal como moscas no mel, e afirma: se Messi não me viu jogar, mando para ele um DVD com minhas jogadas.

Tal como uma doença infecciosa, a falha personológica quer se fazer predominar como real no mundo, pois que apenas como fantasia individualizada, requer muita energia e causa dor ao seu portador para continuar existindo. Daí Pelé, sentindo-se ameaçado pelo futuro, como uma espécie de Cronos, sente necessidade de devorar os filhos, impedir o surgimento do novo. O que é, por si só, impossível.

Porém, para azar dele, Messi não sofre da mesma moléstia. Quiçá Pelé recebesse do craque albiceleste uma admoestação, um rancor, uma reclamaçãozinha, e no seu íntimo, sentir-se-ia realizado: “ele é igual a mim”.

Mas Messi, craque dos gramados e da vida, não tem nada de sequelado, e aceita de bom grado o presente do brasileiro. “Quero ver suas jogadas. Certamente são lindas”.

Neste momento, Pelé deve ter sorrido. Mas sofrido por dentro. Pior que levar um drible em campo, é perder no jogo da vida.

De quebra, ainda levou um chagão de Romário, que, como deputado federal, tem combatido as armações corporativas da FIFA, que quer uma copa no Brasil sem soberania. Uma grata surpresa do parlamentar, que tem demonstrado ter habilidade também nos atos políticos, como tinha com a pelota. Nesse sentido, Romário também supera o “Rei”, já que este sempre esteve do lado das armações da FIFA e seus representantes, que nunca chutaram uma bola na vida.

Assim, não tem rei que aguente!

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