POLIDIZERES

AMAZONINO MOSTRA QUE NÃO É PREFEITO – A prova inequívoca de que Amazonino não é prefeito de Manaus é o fato de se manter no cargo às custas de ‘facilidades’ obtidas no judiciário, que persiste em ignorar o fato de que ele comprou votos à luz do dia. Fato que, por si só, é um paradoxo, pois quando o juiz deixa de julgar, também deixa de ser juiz. Essa mesma lógica vale para o (não-)prefeito. Primeiro, porque anuncia ônibus novo e tarifa nova. Os ônibus são reciclados de outras cidades. Ou seja, o orgulhoso manauara recebeu como novos aqueles veículos que, nas outras cidades, foi considerado lixo. Segundo porque, mesmo com a justiça anulando o aumento do preço da passagem, a prefeitura age em favor daqueles que o ajudaram a se eleger, e recorre, inclusive desobedecendo ordem judicial. O que Amazonino não será jamais capaz de compreender é que um prefeito que não atua em nome da democracia pela qual foi eleito, corrompe a si mesmo e o cargo que ocupa. Amazonino insiste em não ser prefeito, mesmo quando o judiciário local sacrifica a si mesmo para que ele fique no cargo.

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO – Ontem, dia das crianças, uma jovem menor de idade foi encontrada na chácara do deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB/AM). Ela estava seminua e desorientada, quando o conselho tutelar a encontrou. As primeiras manifestações do deputado foram no sentido de atribuir a um jornalista local a armação para denegrir sua imagem. Outras fontes jornalísticas disseram que Sabino acusou a prefeitura. De qualquer sorte, neste vídeo, o deputado aparece confirmando a versão de seu caseiro, de que encontrou a menina no ramal, já despida e desorientada, e que apenas a acolheu. A defesa exagerada do deputado chamou a atenção do conselheiro tutelar que, no mesmo vídeo, afirma que o deputado não está sendo acusado de nada, pois nada foi apurado ainda, não havendo necessidade de se defender. A defesa exagerada e sem ataque efetivo remete à noção de trauma e culpa. Quando ameaçados com a revelação de algo desabonador  que fizemos, e que críamos, jamais seria descoberto, a reação é sempre exagerada na aparência, a inocência sempre brandida, os inimigos sempre a tramar contra. Tudo para ocultar a culpa. Se o juiz fosse Freud…

MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO, CORROMPIDA – Enquanto as chamadas esquerdas moderada e radical se digladiavam sobre a validade ou não da marcha, os organizadores do evento cuidavam para que nada saísse errado. Isso incluía filmagem seletiva dos cartazes, depoimentos inteligentíssimos e inflação de participantes. A de Brasília, visivelmente decepcionante, foi mostrada como exemplo. Na prática, os cansados e indignados de Facebook preferiram ficar em casa e curtir com um clique de botão. Noutro lugar, a Rede Globo deliberadamente evitou filmar cartazes em que aparecia ela mesma ou algum anunciante amigo sendo acusado de corrupção. Não longe dali, repórteres da emissora foram hostilizados por manifestantes. Um depoente chegou a dizer que, após dez anos, o Brasil estava pior (!). De qualquer forma, de grande manifestação popular, a marcha contra a corrupção foi marcada pela inércia que acompanha fielmente a direita e a esquerda abobalhada.

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