SIMÃO PESSOA E O ÓBVIO ULULANTE

O equivocado Simão Pessoa, aquele mesmo que se incomodou com o barulho da Kombi do Zé, pontuou em um de seus escritos que o slogan “País Rico é País Sem Pobreza”, do governo Dilma, “não diz nada a não ser o óbvio ululante” (sic).

De nossa parte, entendemos que Simão mais uma vez ficou a ver navios e não deu sequer ouvidos ao ululo do óbvio. No capitalismo, país rico é aquele que explora a pobreza. Neste modo de produção, onde o consumo é a mola-mestra, a pobreza é produto e matéria-prima ao mesmo tempo. Sem o pobre, para limpar a latrina, o que seria do rico?

A última “crise” do capital no mundo mostra justamente que o pobre, ou melhor, aquilo que ele produz – a riqueza das nações – é usado e manipulado como moeda de troca no hiperreal mercado financeiro. E coube ao pobre cobrir o rombo nos cofres.

O mote do governo Dilma repudia um dos pilares da exploração pelo capital. País rico não é o que explora os pobres, mas o que não precisa da pobreza para o ser.

Portanto, para o intelectual light da Banda da Bica, o óbvio se faz óbvio não por fazer redundante uma mensagem já conhecida. Mas por evidenciar o embotamento intelectual-afetivo daquele que escreve e crê a partir dele.

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