JORNAL DE MANAUS REPRODUZ NOTÍCIA FALSA SOBRE CASAMENTO PALESTINO

Do Blog Leitura Franca:

No dia 11 de janeiro deste ano, fui surpreendido com um e-mail que foi enviado para mim por uma amiga de infância que continha em anexo um documento de PowerPoint falando sobre um casamento coletivo com crianças, algumas delas de até 4 anos, que teria acontecido na Faixa de Gaza, na Palestina, em 2009 .

Fiquei estarrecido não somente com o conteúdo do documento, mas com o fato de que as pessoas que tiveram acesso ao texto, acreditavam que as informações passadas eram verdadeiras. Pessoas adultas e com formação que não tiveram a percepção de que aquela “denúncia” não passava de uma farsa.

Respondi ao e-mail mostrando que o casamento coletivo com crianças em Gaza não passava de uma farsa para difamar os palestinos, os árabes e os muçulmanos de uma vez só. Minha amiga se conveceu e me pediu desculpas, afirmando que não iria repassar aquele documento para mais ninguém. Mostrei que o casamento de fato ocorreu, mas era entre adultos.

As crianças que aparecem nas fotos não estão se casando e sim acompanhando os noivos até as noivas, essas sim maiores de idade, em um casamento coletivo promovido para ajudar casais com dificuldades financeiras.

Sim! O casamento coletivo com crianças na Faixa de Gaza, patrocinado pelo Hamas, é uma mentira sórdida e uma farsa que vem sendo propagada, há alguns anos, no Brasil, inclusive, por jornais que afirmam praticar o bom jornalismo.

Um desses matutinos é o jornal A Crítica, do Amazonas, que resolveu publicar, hoje, 24 de abril de 2011, na página A14, do caderno Mundo, a “denúncia” publicada no blog de nome infâme thelastcrusade (a última cruzada, em tradução livre) do filósofo Paul L. Williams, um conhecido islamófobo (incitador de ódio contra os muçulmanos).

A matéria de Paul L. Williams começou a circular em agosto de 2009, porém, só agora, em abril de 2011, com mais de um ano e meio de atraso, o jornal A Crítica resolveu publicar essa matéria caluniosa como se o episódio tivesse acontecido recentemente.

Com 62 anos de existência, completados no último dia 19 de abril, parece que o jornal A Crítica não aprendeu que é preciso ouvir o outro lado da versão, exercer o direito ao contraditório.A Crítica publicou a matéria caluniosa sem ouvir o outro lado. Em nenhum momento, há a versão do lado palestino.

Na matéria de Paul L. Williams, são colocadas declarações dos oficiais palestinos falando sobre o casamento entre os adultos como se eles tivessem falando sobre o casamento com crianças, comportamento típico de jornalismo vagabundo.

Essa história de que o Hamas patrocinou um casamento coletivo com crianças é uma canalhice que os inimigos dos palestinos, dos árabes e dos muçulmanos montaram para difamar esses povos. Os detratores querem “colar” a idéia de que o Islã e os muçulmanos apóiam a pedofilia, que é considerado um crime abominável no Islã.

Não sei como o jornal A Crítica e as pessoas que tiveram acesso a essa propaganda não se dão ao luxo de investigar antes de repassar essa farsa para dezenas de pessoas e com isso contribuir, indiretamente, para propaganda nazista dos detratores islamofóbicos que montaram e estão por trás dessa farsa.

Não podemos esquecer que o Hamas é um grupo que combate a ocupação israelense nos territórios ocupados palestinos. Portanto, os israelenses tem todos os motivos e interesses do mundo para difamarem o Hamas e o Aitollah Khomeine, que era outro que denunciava o terrorismo israelita e o genocídio que os judeus cometem contra a população árabe na Palestina.

O casamento ocorreu com mulheres adultas, muitas delas, ficaram viúvas em decorrência dos assassinatos que a ocupação israelense pratica na Palestina. Mas as noivas verdadeiras foram propositadamente omitidas e no lugar delas colocaram as crianças que são as damas de honra, algo que é muito comum nos casamentos no Oriente. É comum crianças acompanharem os noivos e noivas lá como acontece no Brasil.

Mas de forma sacana, os sionistas e detratores dos muçulmanos mostraram só as fotos do momento que as crianças acompanhavam os noivos até as suas verdadeiras noivas adultas.

O site de Olho na Mídia foi criado e é mantido por extremistas sionistas , que são apoiadores fanáticos de Israel. É do interesse deles difamarem os palestinos e os muçulmanos para eles poderem justificar a matança, o roubo de terras e o genocídio que os judeus sionistas cometem na Palestina, há quase um século.

Jornais do Brasil como o Globo e o Estadão falaram sobre o casamento coletivo, mas em nenhum momento eles citam que o casamento foi com crianças. Ao contrário, eles lembraram que o casamento foi para ajudar casais pobres e mulheres viúvas o que é extremamente louvável. Porém, os sionistas inverteram e conseguiram incultar na cabeça de uns que o casamento era com crianças.

Veja links abaixo:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101228/not_imp658930,0.php

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1251806-5602,00.html

Veja esse blog que agiu com ceticismo. –http://thalitamaiani.wordpress.com/tag/casamento-infantil-jornalismo-ruim/

Outro blog que denunciou a farsa foi esse. O texto é excelente: http://www.quatrocantos.com/LENDAS/402_noivas_hamas_pedofilia.htm

Desafio também os canalhas que bancam essa farsa a apresentarem um vídeo com a voz do falecido Aitollah Khomeine onde ele fala o que foi atribuído a ele de forma sacana no documento falso que está sendo enviado e que A Crítica publicou.

O Aitollah Khomeine jamais apoiou o casamento com crianças e nem o faria, pois como grande líder religioso que foi, ele sabe que o Islã proíbe a pedofilia e o prazer sexual com crianças.

Todos os sites, jornais e blogs que deram valor para essa farsa são sites cujos donos são judeus ou simpatizantes de Israel. Ou seja, sites e blogs vagabundos criados ou controlados por gente extremista e vagabunda.

Não acredito na inocência de quem fabricou esse conteúdo nocivo do casamento coletivo com crianças. Este documento deve ser encaminhado ao Ministério Público, as entidades defensoras dos direitos dos palestinos e dos muçulmanos do Brasil.

É preciso tomar cuidado com a públicação desse tipo de material. É preciso investigar primeiro antes de publicar uma ofensa dessas.Ao invês de divulgarem a propaganda nazista dos fanáticos israelenses, a imprensa deveria denunciar os extremistas que difamam os árabes e muçulmanos aqui no Brasil para que sejam levados à Justiça.

Os fanáticos sionistas com a ajuda de alguns extremistas evangélicos pró-Israel estão por trás de uma campanha para associar o sagrado e nobre Profeta de Deus, Muhammad (Maomé), com a pedofilia. Cinicamente, eles dizem que o profeta casou com uma menina de seis anos, chamada Aisha, o que é uma grande mentira, calúnia e difamação.Todos especialistas que estudaram a biografia de Aisha afirmam que ela tinha mais de 18 anos quando se casou com o profeta Muhammad e não seis anos como a propaganda nazista judaica tenta colocar na cabeça das pessoas.

Chamo essas pessoas de nazistas por que eles seguem a máxima nazista que dizia que a “mentira muitas vezes repetidas, vira verdade”.É isso que eles querem fazer. Repetindo sem serem questionados, transformam em verdade a mentira de que um profeta de Deus era pedófilo.

Vamos combater a canalhice contra os muçulmanos e os palestinos. Chega de difamação!!!

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7 Respostas para “JORNAL DE MANAUS REPRODUZ NOTÍCIA FALSA SOBRE CASAMENTO PALESTINO

  1. Parabéns pelo esclarecimento.

  2. Na verdade, tudo o que a matéria informa é que Ahmed Jarbour, um oficial do Hamas, disse tratar-se de um casamento entre os homens vistos nas imagens e noivas de no mínimo 16 anos e que as garotinhas das imagens e vídeos eram, na verdade, damas-de-honra. Algumas perguntas inevitavelmente surgem a partir disso: (1) Por que motivo não há uma única imagem das “verdadeiras” noivas se há tantas imagens e vídeos com as daminhas? (2) Por que as damas estão sempre acompanhadas dos noivos e nunca das noivas? (3) O que levaria o chefe do Hamas em Gaza a dizer “Estamos mostrando ao mundo e à América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade”? Alguém nega que mulheres de 18 anos possam casar-se? A América por acaso proíbe casamento com mulheres de 18 anos? Enfim, até que apareçam as “verdadeiras” noivas, preferimos acreditar em nossos olhos a acreditar nas palavras de um oficial do Hamas. Portanto, quem quer que afirme que a matéria é um hoax deve antes apresentar-nos fotos ou vídeos com as noivas

  3. Nunca vi, na minha vida toda, um casamento cujas noivas não aparecem. E imaginem 450 noivas escondidas no dia do casamento… Que mentira!… Todo o mundo sabe que as meninas islâmicas se casam ainda crianças!… Desde Maomé! O Aiatolá Komeíni descreve como deve ser a união entre o noivo e a criança.
    Ninguém, nenhum palestino mostrou uma foto das verdadeiras noivas. No entanto até na saída de carro as crianças acompanham o noivo. Será que as crianças vão até a cama da noiva? Cadê as noivas???
    Pra mim, embora chocante e incrível, essa história é tremendamente real…
    Muito tempo já passou e nenhum fato marcante, além de palavras ocas, testemunhou que a reportagem é falsa.

  4. acesse o blog http://pansamentojovem.blogspot.com.br/,e veja uma pequena matéria que fiz a respeito dessa história falsa,com fotos que comprovam a tradição das damas de companhia e a presença das verdadeiras noivas.Grato.

  5. Essa história e verdadeira e. …………….

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