PARA OIT POLÍTICAS ECONÔMICAS E DIÁLOGO SOCIAL CONTRIBUIRAM PRA BRASIL SAIR DA CRISE

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o relatório intitulado Estudos sobre Crescimento com Equidade – Brasil: Uma Estratégia Inovadora Alavancada pela Renda divulgou que o “diálogo social” e políticas econômicas realizadas pelo governo brasileiro durante a crise, fez com que o país saísse rapidamente da crise financeira internacional. Pelo estudo podemos perceber que políticas macroeconômicas combinadas com programas de distribuição de renda e políticas públicas foram essenciais para o fortalecimento do Brasil em um momento em que a economia e a política de muitos países europeus, por exemplo, tiveram que aumentar suas relações de dependência com instituições financeiras supranacionais como o FMI e o Banco Central, aumentando as doses das medidas impostas pelo neoliberalismo.

O estudo ainda revela o que muitos brasileiros e observadores internacionais já tinham percebido. A rápida entrada e saída do Brasil da crise financeira internacional se deram, exatamente, em um momento em que a ideologia econômica ditada pela “era Reagan” e pela “era Thatcher” junto com o Consenso de Washington, ainda eram ditas como solução para um avanço econômico tendo sua regulação pelo mercado, sempre apoiado pela idéia de um Estado mínimo. Ao contrário desta ideologia, o Brasil fortaleceu suas relações governamentais com a produção do mundo social e seus agentes e fez com que o Estado funcionasse não como um ponto de transcendência de poder soberano, mas como um ponto de ressonância dos agenciamentos coletivos produtores e chamadores do mundo social.

Foi imprescindível, para a autonomia política e econômica brasileira, o respeito e ação no campo social. A ideologia do “menos Estado e mais Mercado” do neoliberalismo que sempre vem acompanhado do controle ou fim dos sindicatos, a perda da autonomia do trabalhador e a defesa da propriedade privada, durante a crise, no Brasil não teve vez, pois foi compreendido que a combinação de políticas públicas e distribuição de renda com políticas macroeconômicas, também significam a combinação de políticas de regulação do Estado com as atividades produtoras do mundo social. De acordo com notícia na Agência Brasil:

“Segundo o estudo, políticas sociais adotadas pelo governo brasileiro durante a crise foram benéficas como o aumento contínuo do salário mínimo, o aumento do valor de benefícios como o Bolsa Família e a extensão do seguro-desemprego por dois meses. Pelo lado das políticas econômicas, houve a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis que pode ter contribuído para a manutenção de 50 mil a 60 mil empregos. Além disso, cerca de 25 milhões de empregos são dependentes direta ou indiretamente da produção de veículos”.

Ainda:

“Outras medidas adotadas pelo governo que tiveram impacto positivo no enfrentamento da crise foram a expansão do Programa de Aceleração dos Crescimento (PAC) e a criação do programa Minha Casa, Minha Vida, que tinha como meta a construção de 1 milhão de casas para famílias de baixa renda entre 2009 e 2010. Juntos, eles impulsionaram a criação de empregos em diversos setores”.

O estudo ainda aponta alguns fatores onde o Brasil deve mudar para poder manter seu desenvolvimento (podem ser vistos aqui).

 

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