FRASES E FRASES ESPECIAL CELSO FURTADO

“Teremos de renunciar a ter uma política de desenvolvimento da mesma forma que renunciamos, no fim do século passado, a ter uma política de industrialização? Devemos aceitar a crescente internacionalização dos circuitos monetários e financeiros com a conseqüente perda da autonomia de decisões? E isso numa fase em que o protecionismo dos países centrais se reafirma? Que conseqüenciais sociais devemos esperar de uma prolongada redução na criação de emprego?

Dois pontos merecem ênfase numa estratégia para enfrentar a crise. O primeiro refere-se à necessidade de que o Brasil assuma iniciativas internacionais visando a encontrar uma solução mais ampla ao problema do endividamento progressivo dos países do Terceiro Mundo. Essa solução terá de ser compatível com a continuidade do desenvolvimento desses países e deverá favorecer a retomada da expansão do comércio internacional. O segundo ponto é que não há política de desenvolvimento se a ação do Estado não se orienta de forma prioritária para a solução dos problemas sociais. Subordinar a política econômica à administração da dívida externa é grave. Mas não é menos subordinar a solução dos mais urgentes problemas de uma sociedade à lógica de um crescimento econômico que não distingue entre o supérfluo e o essencial”

(Economista Celso Furtado in “A Nova Dependência: dívida externa e monetarismo”, de 1983. O que diria o economista sobre as ações e a forma de gerir o Estado durante o governo Lula?)

Imagem retirada daqui

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