Manifestantes atacam carro do príncipe Charles em Londres

Notícia retirada da BBC Brasil

A BBC apurou que os manifestantes atiraram uma lata de tinta ao veículo, quebrando uma de suas janelas, enquanto ele se deslocava até o tradicional teatro London Palladium, no centro da cidade.

O príncipe e Camilla não se feriram e mantiveram os planos. Ao chegar ao teatro, os dois aparentavam tranquilidade.

Aumento dos custos

Os protestos se acirraram após o Parlamento britânico aprovar, nesta quinta-feira, os planos do governo de aumentar os custos da educação universitária na Inglaterra.

Segundo os serviços de emergência, 37 pessoas se feriram, entre os quais dez policiais.

O comissário da Polícia Metropolitana, Paul Stephenson, diz que haverá uma “investigação muito séria e muito detalhada” sobre os distúrbios, nos quais 22 pessoas foram detidas.

Os manifestantes, que enfrentavam a polícia com paus e tochas, atearam fogo em bancos de praças e decapitaram uma estátua de Winston Churchill.

A superintendente-chefe da Scotland Yard, Julia Pendry, disse que os policiais tentavam evitar que os protestos se espalhassem para outras regiões da cidade.

Projeto

Pelo projeto aprovado pelo Parlamento, o piso das anuidades dos empréstimos em universidades inglesas passaria de 3.290 libras (R$ 8,9 mil) para 6 mil libras, e algumas universidades poderiam cobrar até 9 mil libras em “circunstâncias excepcionais” – se oferecerem, por exemplo, bolsas e programas que incentivassem estudantes mais pobres a cursá-las.

O empréstimo poderá ser quitado quando o estudante estiver ganhando um salário anual a partir de 21 mil libras.

Antes da votação, o vice-premiê, Nick Clegg, disse que os contrários aos planos seriam “sonhadores” e que era justo pedir para que os estudantes paguem mais em um momento de corte de gastos públicos.

Simultaneamente aos protestos em Londres, outras universidades britânicas organizaram manifestações e vigílias em reação à votação.

A votação ocorreu após semanas de divisões políticas e protestos estudantis.

O presidente da União Nacional de Estudantes, Aaron Porter, disse que as alterações nas cobranças encarecerão as universidades britânicas e que seus empréstimos serão um fardo de duração mais longa para os estudantes, mesmo quando já tiverem dinheiro para pagá-los.

Dentro do Parlamento, o ministro de Negócios, Vince Cable, disse aos parlamentares que as novas taxas são justas e que manterão a qualidade do ensino universitário, ao mesmo tempo em que “combaterão o deficit fiscal e proverão um sistema mais progressivo de contribuições graduais baseadas na habilidade das pessoas em pagar (os empréstimos)”.

As manifestações universitárias têm sido recorrentes desde que o projeto foi apresentado, no início de novembro, em meio a planos governamentais de cortar em até 40% o orçamento para a educação superior.

O aumento nas taxas de empréstimos universitários valerá exclusivamente para os estudantes na Inglaterra. Estudantes galeses não pagarão taxas maiores.

Na Escócia, não há empréstimos estudantis, e a Irlanda do Norte ainda não definiu como responderá aos aumentos nas taxas, caso esses sejam aprovados em Londres.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s