BRASIL AVANÇA NA ÁREA DOS DIREITOS HUMANOS, DIZ VANNUCHI

Participando de uma homenagem ao militante Stuart Angel Jones, morto em 1971 pela ditadura militar, o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, disse que  “O presidente Lula elevou à categoria de ministério a área de direitos humanos e pouquíssimos países têm este status. Os recursos, ao longo da minha gestão, triplicaram e a estrutura humana mais que dobrou. Das 70 conferências nacionais realizadas, 12 são relacionadas aos direitos humanos. O saldo é extraordinário”.

Com esta afirmação Vannuchi evidencia o avanço que o país teve, durante a gestão do presidente no governo federal, na área dos direitos humanos. Vannuchi també falou sobre as reparações individuais que vem ocorrendo a favor daqueles que sofreram violências durante a ditadura militar: “Lançamos o livro-relatório Direito à memória e à verdade e criamos o projeto Memórias reveladas. No PNDH 3 [Programa Nacional de Direitos Humanos 3], a principal proposta, de criação da Comissão Nacional da Verdade, já foi concretizada em projeto de lei entregue ao Legislativo”.

Sobre as críticas realizadas por organizações de direitos humanos, o ministro ressaltou a importância da democracia: “Um governo democrático tem que ter serenidade para ouvir tudo o que a sociedade civil tem a dizer. Em direitos humanos, temos avanços notáveis nossos e avanços anteriores, do governo Fernando Henrique Cardoso. Mas tudo o que se avançou ainda é muito pouco perto do que é preciso avançar.”

Quem estava também na homenagem era o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Franklin Martins. Emocionado, o homem que combateu a ditadura militar, afirmou: “Estamos celebrando aqui a memória de todos aqueles que lutaram e caíram. Fizemos parte de uma juventude que errou. Os que não lutaram nos cobram os erros, os que lutaram pela metade nos cobram os erros, os que esperaram a ditadura acabar nos cobram os erros. Mas essa juventude maravilhosa não errou em duas coisas: não apoiou a ditadura e não ficou esperando o carnaval chegar para dizer que tinha lutado contra a ditadura”.

Cid Benjamin, um dos organizadores do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, também participou da homenagem. Segundo ele, “Um país que não conhece o seu passado está fadado a repetir os erros. Onde estão os desaparecidos, onde estão seus corpos? Isso são perguntas que têm de ser feitas, principalmente para que a sociedade tome consciência da barbaridade que foi perpetrada e crie anticorpos para que isso não se repita”.

A irmã de Stuart Angel, Hildegard Angel falou a todos que aquele evento “É uma homenagem a todos, porque há muitos outros que tiveram a mesma luta e também merecem monumentos. O Stuart foi um deles. O meu empenho é para que essa história não se repita”.

 

 

 

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