BRASIL E CHINA PARCEIROS EM PESQUISAS BIOTECNOLÓGICAS

Umas das várias formas de um país demonstrar sua independência exógena na economia, em sua política e, principalmente, em suas tomadas de decisão, necessárias a sua soberania, é não fazer de seus problemas com outros países impasses para negociações que podem beneficiar a população de ambos. No caso do Brasil e da China podemos perceber isso.

Se lula citou nominalmente China e EUA como países responsáveis pela “guerra cambial” atual, na última quarta-feira, isto não impediu de que o Brasil e a China firmassem uma parceria para desenvolver pesquisas em organismos geneticamente modificados, possibilitando assim, ganhos de produtividade agrícola nos dois países.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, depois de se reunir com o ministro chinês da Agricultura, Han Changfu, anunciou a parceria e deu algumas informações. As pesquisas ficarão sob a responsabilidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Academia de Ciências Agrícolas da China.

Wagner Rossi destacou que “existem muitos pontos de convergência nos dois sentidos”, uma vez que os dois países apresentam potenciais avançados na área agrícola. Há um interesse em trocas de informação que podem beneficiar os dois países. De acordo com reportagem da agência Brasil:

“Segundo Rossi, os chineses demonstraram interesse em intensificar o intercâmbio de informações, com destaque em biotecnologia e agroenergia, por reconhecerem a excelência das pesquisas da Embrapa. Eles também acreditam que quem desenvolve produtos geneticamente modificados tem mais poder no comércio internacional do agronegócio, e Brasil e China lideram as pesquisas mundiais nessa área, acrescentou.”

Esta parceria pode ser destacada como um modo de negociação independente entre Brasil e China. Principalmente por parte do Brasil que agora, com a força desenvolvida durante o governo Lula, efetiva negociações internacionais com o objetivo de ampliar seu crescimento endógeno, ao mesmo tempo, em que aumenta seu respeito, prestígio e interesse, por parte de outros países. Completamente diferente de tempos idos onde o Brasil, com seus governantes, tinha que realizar negócios, para conseguirem entrar no seleto grupo dos países desenvolvidos e modernos, onde o Brasil aumentava sua dependência em relação aos EUA, ao mesmo tempo, em que via suas riquezas da sócio e biodiversidade irem embora sem mais nem menos.

O ministro Wagner Rossi, alertou ainda que “O Brasil é o grande fornecedor mundial de proteína animal e vegetal porque o produtor brasileiro é resistente e temos que apoiar essa agricultura pujante com base em um seguro rural que garanta renda ao produtor”, mas que o preço mínimo de produção atualmente, “não remunera nem garante a atividade”. Exatamente o que tem que mudar.

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