PARA COMEÇAR A SEMANA… “Chico César e Xangai”

Sobre Chico César, do Dicionário MPB:

No início dos anos de 1990 montou a banda Cuzcuz Clã, com a qual se apresentava em várias casas noturnas paulista, entre eleas Blen Blen Club.

Em 1991, com a composição "Béradêro", classificou-se em terceiro lugar no festival "IX FAMPOP", da cidade de Avaré, em São Paulo. Neste mesmo ano seguiu turnê pela Alemanha. No ano seguinte a composição "Dança" foi classificada em segundo lugar no "X FAMPOP", participando outra vez do disco homônimo do festival.

Em 1995, gravou o primeiro disco, o CD "Aos vivos", produzido por ele e pelo engenheiro de som Egídio Conde e lançado pela gravadora Velas. O disco, gravado num show em São Paulo, contou com as participações de Lenine e Lanny Gordin. Deste disco, destacaram-se várias composições: "Mama África", "À primeira vista", "Mulher eu sei" e "A prosa impúrpura do Caicó", todas de sua autoria. Por essa época, a rádio Musical FM destacou em sua programação duas composições de sua autoria: "Mama África" e "à primeira vista". No ano seguinte, lançou o CD "Cuzcuz Clã", pelo selo MZA, da PolyGram, com o qual ganhou o "Prêmio Sharp" na categoria "Cantor Revelação" e da APCA o prêmio "Melhor Compositor". O CD ainda contou com a produção de Mazzola e participação do guitarrista Lanny e também o baixista africano Bakhiti Kumalo.

Com os sucessos "Mama África" e "À primeira vista", saiu definitivamente do underground paulista para tornar-se conhecido nacionalmente. O clipe de "Mama África" recebeu o "Prêmio de Melhor Vídeo de MPB", pela MTV. Neste mesmo ano, Maurício Tizumba no disco "África Gerais", interpretou de sua autoria "Mandela", parceria com Zeca Baleiro.

No ano de 1997, lançou "Beleza mano", também produzido por Mazzola. O disco contou com várias participações de convidados como o grupo pernambucano Mestre Ambrósio, Dominguinhos, Arrigo Barnabé, Arnaldo Antunes, entre outros. Fez turnê pela Europa e Japão divulgando o CD. Neste mesmo ano, Zeca Baleiro incluiu "Pedra de responsa", parceria de ambos, em seu primeiro disco, "Por onde andará Stephen Fry". No ano seguinte, interpretou "Em nome de deus" (Sérgio Sampaio), faixa do disco "Balaio do Sampaio", CD em homenagem a Sérgio Sampaio produzido por Sergio Natureza, com participação de vários artistas: João Nogueira, Lenine, Zeca Baleiro, Zizi Possi, Erasmo Carlos, Jards Macalé, Luiz Melodia, entre outros.

Em 1999, participou do songbook de Chico Buarque interpretando "Pedro Pedreiro". No ano seguinte, lançou seu quarto CD, "Mama múndi", no qual participaram os percussionistas Marcos Suzano, em quase todas as faixas, e Naná Vasconcelos, apenas em "A força que nunca seca" (c/ Vanessa da Matta) , canção, inclusive, gravada por Maria Bethânia e que deu título ao disco da cantora. Um dos compositores mais requisitados da atualidade, foi gravado por cantoras do porte de Zizi Possi, Elba Ramalho, Rita Ribeiro ("Isso") e Daniela Mercury "À primeira vista", composição incluída na trilha sonora da novela "O Rei do Gado", da Rede Globo.

Em 2001, Suzana Salles interpretou "Xangô" (c/ Suzana Salles) no disco "As sílabas" e a cantora Míriam Maria gravou de sua autoria "As asas" e "Manacá", esta, em parceria com Tata Fernandes.

No ano de 2002 lançou "Respeitem meus cabelos brancos", disco que contou com a participação especial de Chico Buarque na faixa "Antinome". O CD foi lançado no Canecão, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, ao lado de Luciana Mello, Iverte Sangalo, Biquini Cavadão, Paula Toller, Ed Motta e Engenheiro do Hawaii, participou do disco "Um barzinho e um violão", da gravadora Universal Music. Neste mesmo ano Gal Costa no disco "Gal Bossa tropical" regravou de sua autoria "Quando eu fecho os olhos", parceria com Carlos Rennó.
Em 2003 Ana Carolina gravou uma parceria de ambos "Mais que isso". Ainda em 2003, ao lado de MV Bill, Lenine, Tribo de Jah e Fernanda Abreu, participou do CD "Drop the debt" (Cancelem a dívida), organizado pela ONG Dette & Développement, disco para o qual compôs "Devo e não nego".

No ano de 2005 lançou, pela Biscoito Fino, o CD "De uns tempos para cá". No disco, co-produzido por Lenine, incluiu composições suas como "Moer cana", "Alcaçus" e "De uns tempos para cá", além de interpretar "Outono aqui", versão do standard "Autumn Leaves"; "A nível de" (João Bosco e Aldir Blanc); e "Cálice", de Chico Buarque e Gilberto Gil. Fez show de lançamento no Bar do Tom, no qual foi acompanhado pelo Quinteto da Paraíba. Neste mesmo ano, substituindo Lenine, participou da "Sinfonia de São Sebastião do Rio de Janeiro", de Francis Hime, Geraldo Carneiro e Paulo César Pinheiro, com libreto de Ricardo Cravo Albin, apresentada em Paris.

No ano de 2006 lançou, pela Biscoito Fino, o DVD "Encontros e desencontros de uns tempos para cá", gravado ao vivo no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, no qual interpretou diversas composições do novo disco e ainda sucessos de carreira, entre as quais "Por que você não vem morar comigo?", "Utopia", "Outono aqui", todas com a participação especial do Quinteto da paraíba; "Por causa do ingresso do festival matou roqueira de 15 anos", com participação de Elba Ramalho. Ainda no DVD foram incluídas cenas extras nas quais o compositor recebeu Maria Bethania na faixa "A força que nunca seca" (c/ Vanessa da Mata); Ana Carolina em "Mulher eu sei", Chico Pinheiro na faixa "De passagem" e Vange Milliet na composição "Lanny qual".

Em 2008 lançou, pela gravadora EMI, o CD "francisco forró e frevo", no qual contou com as participações especiais de Dominguinhos na faixa "Deus me proteja"; Claudionor Germano nas faixas "Marcha da cueca" (Seu Jorge) e "Dentro" (Chico César), além do guitarrista Armandinho e do maestro Spock e sua orquestra. O disco foi lançado em show no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano fez turnê por cidades colombianas e ainda na Europa (Alemanha, Suiça, Itália e França).

Sobre Xangai, também do Dicionário MPB:

Apontado por muitos como um aglutinador de linguagens do sertão, em 1976, gravou seu primeiro disco, pela CBS, "Acontecivento", que apresentou como destaque as composições "Asa branca", o clássico de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, "Forró de Surubim", "Marcha-rancho" e "Esta mata serenou", entre outras. Em 1980, lançou, em conjunto com o primo Elomar, Arthur Moreira Lima e outros, o disco "Parceria malunga", pelo selo Marcus Pereira. Em seu disco "Qué qui tem canário", de 1981, interpretou, entre outras, "Curvas do Rio", "Pé de milho" e "Estampas Eucalol", esta última de Hélio Contreras. Seu terceiro disco solo, "Mutirão da vida", em 1984, teve direção musical de Jaques Morelenbaum e acompanhamento do grupo Cumeno cum cuentro, com Jaques Morelenbaum, no celo, Alex Madureira, na viola, Marcelo Bernardes, no sax, clarineta e flauta, e Mingo, na percussão. Contou ainda com a participação especial de Geraldo Azevedo, Hélio Contreras, Marquinhos do Acordeom, Marcos Amma e Paula Martins. Destacaram-se no disco, entre outras, "Fábula ferida", de Jatobá, "O menino e os carneiros", de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, "Ele disse", de Edgar Ferreira, antigo sucesso de Jackson do Pandeiro sobre a carta testamento de Getúlio Vargas, "Violêro", de Elomar, e "Alvoroço", dele e Capinam. O disco trazia sofisticação instrumental e surpresas rítmicas. No mesmo ano, apresentou show no Teatro Castro Alves, em Salvador, acompanhado de Elomar, Geraldo Azevedo e Vital Farias. Do show nasceu o disco ao vivo "Cantoria 1", lançado pela Kuarup, no qual interpretou "Desafio do auto da catingueira", de Elomar, acompanhado do próprio Elomar, "Novena", de Geraldo Azevedo e Marcus Vinícius, que cantou juntamente com Geraldo e Vital, "Cantiga do boi incantado", de Elomar, e "Kukukaya", de Cátia de França. No ano seguinte, com o mesmo grupo, foi lançado o disco "Cantoria 2".

Em 1985, recebeu o prêmio Chiquinha Gonzaga.

Em 1986, lançou o disco "Xangai canta cantigas, incelenças, puxulias e tiranas de Elomar", que contou com a participação do próprio Elomar, João Omar, Jaques Morelenbaum. Estão presentes no disco, entre outras composições de Elomar, "Desafio", "A meu Deus um canto novo" e "História de vaqueiros". No mesmo ano, apresentou-se no Rio de Janeiro, no Teatro João Caetano, no show "Um poeta na praça".

Em 1990, lançou "Xangai lua cheia-lua nova", com destaque para "Xote Maria", "Punhos de serpente" e "Estrela do Norte". Em 1991, lançou o disco "Dos labutos", em que interpreta, entre outras, "Não Rio mais", "Bahia de calça curta" e "Xodó de motorista". Em 1996, lançou com Renato Teixeira o disco "Aguaterra", ao vivo, interpretando "Não Rio mais", "Olhos profundos", "João alegre" e "Nas asas do vento".

Em "Cantoria de festa", seu disco de 1997, interpretou o "Nós, é jeca mas é jóia", de Juraildes da Cruz, "Serra da Borborema", "Meu cariri", "Rei do sertão" e outras. Com este disco recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Disco do Ano. No mesmo ano, apresentou as músicas desse mesmo disco em shows em São Paulo e no Paraná. Em seus trabalhos, mistura coco, baião, xaxado, xote, toada e ciranda. Procura cantar os sons de sua terra, criando uma música que se mantém longe dos modismos fonográficos, preservando a identidade da chamada "música de raiz". Em 1998 lançou o disco "Um abraço pra ti, pequenina", gravado com o Quinteto da Paraíba, somente com músicas de compositores paraibanos como José Marcolino, Cassiano, Geraldo Vandré, Chico César, Bráulio Tavares e alguns outros, contando com as participações especiais de Vital Farias, Cátia de França e Pedro Osmar. Em 2002, apresentou-se no Mourisco, em Botafogo, dentro do projeto "Xodó carioca". Na ocasião, apresentou-se ao lado da filha Mariá Porto, líder da banda Belladona. No mesmo ano lançou o CD "Brasileirança", gravado com o Quinteto da Paraíba, no qual interpretou, entre outas, "Pequenina", de Renato Teixeira, "Luz dourada", de Juraildes da Cruz e o "ABC do preguiçoso (Ai d’eu sodade)", um de seus maiores sucessos. Também no mesmo ano, apresentou-se com Elomar, Pena Branca, Renato Teixeira e Teca Calazans no show "Cantoria brasileira", no Teatro da UFF, em Niterói, comemorativo aos 25 anos da gravadora Kuarup, transformado pouco tempo depois em CD.

É uma marca de Xangai fazer turnês por todo o Brasil, sozinho e, muitas vezes, acompanhado de outros artistas. Em 2004, apresentou-se com Juraildes da Cruz, no Centro Cultural Banco do Brasil, (RJ), dando o que a crítica denominou de uma verdadeira aula em treze faixas sobre a variada música sertaneja.

A união dos dois artistas foi tão apreciada pelo público que, no mesmo ano, foi lançado, pela Kuarup, o CD "Nóis é jeca mais é jóia, reunindo os dois artistas. Além de áudio, o CD, que tem co-produção de Xangai com Mário Aratanha, também é CD-Rom, com dois vídeoclipes que mostram, em tela de computador, Xangai e Juraildes cantando no estúdio. Os arranjos do disco foram criados na hora das gravações, contando com a interação dos violões do maestro João Omar, responsável pela direção musical do CD, de Juraildes, e de Xangai, o que resultou num trabalho de rara espontaneidade. Também tiveram participação na obra Chico Lobo (viola caipira), Mariá Porto, que cantou "Enfeites de cabocla", Antônio Adolfo(piano e rebeca). No repertório, "Nóis é jeca mais é jóia", música título do CD, que deu a Juraildes o prêmio Sharp em 1997 e que, no disco, é interpretada em duo. Também clássicos como "Desastando nó", e inéditas, como ""Convida eu" (para Bush e Saddam) e "Bolero de Isabel", solada por Xangai em audio e em vídeo. Os dois vídeoclipes foram filmados e montados por Mário Aratanha e produzidos no Rio de Janeiro, na região de Araras, em Petrópolis, onde o CD foi gravado. Em 2005, apresentou-se com Juraildes da Cruz, acompanhados de João Osmar, na Sala Funarte, no Rio de Janeiro.

Seu primeiro DVD "Estampas Eucalol", lançado em 2006, trás uma cantoria de 78 minutos gravada ao vivo no Rio de Janeiro, e uma entrevista de 55 minutos feita em Salvador e ilustrada com depoimentos e números musicais, contando também com participação especial de Elomar (uma de suas raríssimas aparições em video). A produção é ilustrada as Estampas Eucalol, famosas no jogo publicitário dos anos 1950/60 e abrange os maiores sucessos de Xangai, além de algumas inéditas. Participam da parte da cantoria do DVD os músicos João Omar (violão); Ocelo Mendonça (violoncelo, flauta); Ferretti (percussão), além da participação especial de Mariá Porto (voz). Na sequência, os números:

1. (abertura) Estampas Eucalol (Hélio Contreiras);

2. Violero (Elomar);

3. Canção Primeira (Geraldo Vandré);

4. Curvas do Rio (Elomar)

5. Pequenina (Renato Teixeira);

6. Galope à Beira Mar Soletrado (Xangai / Ivanildo Villa Nova);

7. Estampas Eucalol (Hélio Contreiras);

8. Qué qui tu tem Canário? (Xangai/ Capinam);

9. Puluxia das Sete Portas (Elomar)

19. Dos Labutos (Elomar);

11. Bolero de Isabel (Jessier Quirino);

12. João e Duvê (Maciel Melo);

13. El Carretero (José René Moreno K.);

14. Muqueca de Cágado (Demóstenes Campos / Xangai);

15. Enfeites de Cabocla (Juraildes da Cruz / João Gomes);

16. Matança (Jatobá);

17. Cantiga de Amigo (Elomar)

18. Kukukaya (Cátia de França);

19. (créditos finais) Cumeno cum Cuentro (Alex Madureira).

Na parte da entrevista, as participações de Chico Lobo, Juraildes da Cruz, Hélio Contreiras e Elomar, além dos acompanhamento musical de João Omar, Ocelo Mendonça, Marcelo Bernardes, e Ferreti. A direção e montagem tem a assinatura de Mario de Aratanha.

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