DILMA NA FRENTE DISPARADA E O JOGO DO NÃO JOGAR DA FOLHA

Dilma vem apresentando avanços nas pesquisas eleitorais de um modo crescente. Serra, ao contrário, vem cada vez mais declinando. Agora na última pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de São Paulo, Dilma abriu 17 pontos percentuais de vantagem sobre o candidato Serra. Na mesma pesquisa, Marina aparece com 9% e Plínio e os demais candidatos, não atingiram 1%. Mais uma vez, e no Datafolha, se a eleição fosse hoje, Dilma Rousseff venceria já no primeiro turno.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 24.460/2010.

A pesquisa Datafolha é a primeira pós-programa eleitoral. O curioso foi a posição do jornal Folha de São Paulo a respeito destes resultados. Abaixo o texto da Agência Carta Maior.

O ROTO FALANDO DO RASGADO

FOLHA JOGA ‘CARGA’ AO MAR EM OBITUÁRIO DE SERRA

Na corrida contra o relógio para mitigar uma credibilidade em ruína, Folha aproveita o horário eleitoral para ‘convergir’ suas pesquisas (Datafolha: Dilma 47% X Serra 30%) e largar a alça do esquife tucano. Seu editorial deste sábado é a mais pura expressão do clássico ‘o roto falando do rasgado’: o oportunismo ataca o oportunista. O jornal da família Frias se junta ao êxodo de roedores por todo o país, como se não fora a mídia demotucana o alicerce de arranque que insuflou, alimentou e deu legitimidade à construção de um antilulismo elitista, agressivo e preconceituoso, que teve na plutocracia paulista, no PSDB de São Paulo e na classe média porosa ao colunismo da Folha, seu principal polo germinador. Serra é a síntese dessa coalizão de interesses e agora estrebucha. Resta saber como reagirá ao abandono dos patrocinadores. Confira trechos do editorial: ” […] Num cúmulo de parasitismo político, o jingle veiculado no horário do PSDB apropria-se da missão, de todas a mais improvável, de “defender” o presidente contra a candidata que este mesmo inventou para a sucessão. “Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/… Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu.” Serra, portanto, e não Dilma, é quem seria o verdadeiro lulista. A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira[ …] em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta, e que agora se apresenta como “Zé”, no improvável intento de redefinir sua imagem pública.Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista.Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial. Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas…’

(Carta Maior; Folha, uma credibilidade em ruína; 21-08)
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