DILMA GARANTE QUE IRÁ GOVERNAR JUNTO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Em uma democracia representativa, aquele que se quer como representante do povo, carregando não a sua voz e suas atitudes em seu percurso temporário em um cargo político, mas a vontade do povo convertida em políticas públicas que sejam responsáveis por enfraquecer a condição de sobrevivência e criar condições de vida para as pessoas poderem traçar seus próprios caminhos, em hipótese alguma tem que ser contra a participação desse povo, de modo mais direto, no governo, seja ele da cidade, do estado ou do país.

O candidato Serra assegurou sua posição contra a participação do povo no governo através de conferências públicas no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, no Rio de Janeiro, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Neste mesmo evento, após as criticas de Serra, Dilma defendeu as conferências públicas que constituíram um sinal democrático na gestão de Lula na presidência. Dilma falou sobre sua posição:

“Eu sou a favor das conferências. A gente tem que aguentar todas as críticas. É função do governante ser capaz de escutar nas conferências gente do povo. Nós não tememos os movimentos sociais. Muitas vezes não adotamos as reivindicações, mas jamais vamos deixar de escutar”.

É essencial para o desenvolvimento da boa arte de falar a boa arte de ouvir. E em uma democracia os discursos proferidos e escutados não podem se constituir como abstrações vazias vindas de dentro de um individualismo que pretende apenas fazer a liberação de liberdades e empreendimentos com interesses privados, como são os discursos fundamentados no livre mercado e no livre comércio, instâncias próprias do neoliberalismo.

Serra indica ser a favor deste discurso que vem de dentro. Mas com Dilma, assim como foi realizado no governo Lula, o discurso surge do fora. Não é o discurso que determina a realidade, mas a realidade que é fundamentadora do discurso. Esse é produzido a partir das práticas e vivências próprias da coletividade em uma condição específica que lhe dar a compreensão necessária para ir tecendo as idéias e compondo os desejos que, constitutivamente, revelam uma fala ativa, própria e livre coletivamente porque uma voz passa a não representar outra voz, mas passa a ser muitas, uma legião de vozes que se produz no momento em que são enunciadas em suas singularidades.

Em um evento onde o foco principal era a liberdade de imprensa, o candidato da falida dualidade PSDB-DEM, José Serra, não poderia ter demonstrado de modo melhor sua posição contra a produção de falas livres. Não é à toa que todos aqueles que apóiam Serra e que estão envolvidos com os meios de comunicação, são profissionais que tem por base o preconceito e a tristeza como meio de produção de comunicação midiática.

Dilma, com a tranqüilidade de quem bem sabe o caminho da continuidade da democracia produzida no governo Lula, defendeu as conferências públicas setoriais e a liberdade de imprensa. Dilma, partindo de suas experiências, falou para executivos e proprietários de jornais:

“Fiz um esforço para estar aqui. Para deixar claro os meus compromissos com a liberdade de expressão e o livre acesso à informação. Eu prefiro um milhão de vezes o som de vozes críticas, de críticas duras, de críticas que muitas vezes possam te ferir, do que o silêncio dos calabouços da ditadura neste país. Prefiro críticas estampadas em qualquer página de jornal, do que o jornal ter que botar receita de bolo ou texto de Camões”

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