PRESIDENTE LULA FALA SOBRE O “INIMIGO OCULTO” QUE IMPEDE A REFORMA TRIBUTÁRIA NO PAÍS

“Existe um inimigo oculto (como diria Jânio Quadros) para a reforma tributária, que, na frente, diz que quer fazer, por dentro, trabalha para não sair”. A fala é do presidente Lula lamentando não ter sido votado em seu governo a reforma tributária. Em abril de 2003, portanto, logo no primeiro ano da gestão Lula no governo federal, uma proposta de reforma tributária, elaborada pela equipe econômica, com a colaboração de setores da sociedade, foi enviada ao Congresso. A proposta ainda está para ser votada.

Lula lamentou este fato dizendo que “pensou que as pessoas realmente quisessem a reforma tributária” e percebeu ao contrário. Parece-nos óbvio o fato de que o inimigo oculto são aqueles que procuram não contribuir para o desenvolvimento do país, através de tal reforma, no interesse individual, logo não-democrático, de usar a condição que eles próprios forjaram para atacar o governo Lula e sua candidata a presidência da República, Dilma, tentando confundir o povo com cantilenas sobre impostos altos e desiguais.

Da mesma forma a direita midiática e candidatos atrelados a este seguimento, criticam (sic) a pluralidade partidária e um de seus efeitos necessários que é a negociação de cadeiras ministeriais no governo em votações no Congresso. Como se esta pluralidade partidária não fosse um mal necessário da democracia representativa que não tivesse sido usada pelos governos anteriores.

É claro que aqui temos que fazer a diferença entre como este mecanismo do poder instituído do Estado não contribuiu para o desenvolvimento do país nos governos anteriores, deixando-o cada vez mais subserviente ao grande capital, e os grandes acontecimento sociais da era Lula que impulsionaram o Brasil para uma respeitabilidade internacional, bem como deu uma base interna consistente de desenvolvimento, onde a economia deixou de ser mero jogo de estatísticas com o processo do capital e passou a ser a garantia da vida digna de várias pessoas que deixaram o estado de sobrevivência por muito tempo, tristemente, conservado.

Lula ainda falou a respeito da política fiscal que envolve a não compreensão democrática de alguns estados que acabou gerando uma verdadeira guerra fiscal.

“Ninguém quer perder absolutamente nada. Ninguém abre mão do dinheiro que já tem. Agora, temos uma outra guerra fiscal nesse país. Temos alguns estados reduzindo o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] para poder importar. Os estados se lançaram em uma guerra fratricida [entre irmãos]”, lamentou o presidente.

E compreendendo que a cumulação capitalista cada vez mais se torna flexível e se afasta do velho modelo fordista, Lula defendeu a criação de um ministério específico para micro e pequenas empresas.

“Nós estamos a quatro meses de deixarmos o governo. Eu pensei em criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa, mas resolvi que não era bom criar esse ministério no final de mandato e, então, deixei essa [medida] para quem estiver no governo a partir do próximo ano”, falou Lula.

Assim como sabemos que o segredo só se oculta na ilusão daquele que pensa que o secreto é capaz de esconder o real, sabemos quem são os inimigos ocultos que não cansam de se fazerem claros aos olhos de todos.

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