MANAUS: A PATOLOGIA DOS GOVERNOS E A SÃ ALEGRIA DO POVO

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Acima, os vereadores que votaram pela Manaus em que vivem e acreditam. Abaixo, a alegria da Manaus que eles desconhecem e não suportam.

TAXA DO LIXO E CENSURA

Logo após a última sessão da Câmara Municipal de Manaus, em dezembro de 2009, quando os vereadores abaixo aprovaram o aumento do IPTU e criaram, sob a batuta do prefeito sub judice, Amazonino Mendes, a Taxa do Lixo, alguns cidadãos da classe média amazonense se reuniram e resolveram fazer uma arrecadação, com o objetivo de tornar público o nome de cada edil que atentou contra a democracia e a população.

Após o levantamento do dinheiro, resolveram que fariam um outdoor para que a divulgação atingisse a maior parte da população. No entanto, não conseguiram encontrar entre as empresas que trabalham com essa mídia, uma que aceitasse o serviço. As empresas contactadas, de acordo com membros do grupo de cidadãos, afirmaram ter sofrido ameaças (sem citar a origem), de que um projeto de retirada e proibição de anúncios da cidade, semelhante ao que aconteceu em São Paulo, iria ser votado em breve. O projeto atinge diretamente o faturamento dessas empresas.

Ontem, segundo informações obtidas, uma das pessoas do grupo, que é funcionária pública, recebeu a visita, no seu ambiente de trabalho, de duas pessoas que se apresentaram como repórteres, sem no entanto se identificar, fazendo perguntas sobre a funcionária e questionando a qualidade de seu trabalho. As pessoas portavam microfone e gravador sem identificação. Pouco antes, pela manhã, uma rádio da cidade, franqueada de uma emissora nacional, coincidentemente, falava da iniciativa do grupo.

ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE UMA CIDADE QUE NÃO É CIDADE

Uma cidade se constitui a partir da composição afetiva-afetante de seus habitantes. Uma aglutinação intensiva de suas potências de agir: talentos, inteligência a serviço da coletividade. A produção de um espaço de existência em comum, comum-unidade, comunalidade.

A partir daí compreende-se que a palavra cidade, enquanto corpo, deve carregar em sua enunciação elementos que produzem a idéia-afecção do que ela persevera no ser. Igualmente, se esvaziada de sua potência, palavra-vazia, idéia equivocada, engôdo-armadilha da linguagem que é menos comunicar que ordenar, deixa de ter relação com cidade.

Pode-se, portanto, verificar que, ao se referir a Manaus como uma cidade, incorre-se num equívoco: produz-se uma idéia que não encontra na razão a sua causa, mas apenas na superstição, no erro do inteligir, no entorpecimento dos sentidos. Manaus é uma quimera.

Pois que senão, não teria vereadores e deputados, prefeitos e governadores que ignoram a função republicana e democrática dos poderes, impossibilitados de usar o aparelho cognitivo e a capacidade do inteligir para produzir entendimentos sobre a cidade. Daí, a câmara municipal teria questões a formular.

Não havendo questões, não há movimento produtor do social. Não há cidade, e quem joga esse jogo do não jogar, anula-se pela dor e pelo vazio. É a patologia tanática de quem negou a vida e abraçou a entropia da auto-censura, da má consciência.

Daí, como afirma o filósofo Spinoza, enquanto censurados, a constante tentativa deste tipo de governante em preparar armadilhas para o povo. É que o exercício da má consciência exige a disseminação da dor. Não sendo capaz de deixar passar a alegria da Vida, também não é capaz de suportá-lo no outro. Manaus, portanto, com esses representantes, não é cidade. O mesmo vale para a mídia domesticada.

No entanto, carrega elementos, fluxos, potências para sê-lo. É no povo que ri e que sabe que a alegria, o carinho, o sorriso, o humor, são armas mais potentes que a violência, e que contra essa política, os vereadores, prefeitos, deputados, governadores da dor, nada podem. O povo, que não é censurado, cria para si outra cidade. Outra Manaus. E é esta que temos de fazer prevalecer.

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2 Respostas para “MANAUS: A PATOLOGIA DOS GOVERNOS E A SÃ ALEGRIA DO POVO

  1. Pingback: uma foto, um fato «

  2. MANAUS uma cidade boa de se viver,mas a vergonha dessa cidade sao esses verdadeiros profissionais governantes politicos,e lamentavel,mais o que me empreciona e que os eleitores continuam reelegendo os mesmo e air quando vai mudar.amigos eleitores eu tenho uma ideia nao reeleja,, nao vote, pelo que mostra a midia. vote pra mudar porque tem opiçao sim,pense no futuro dos seus filhos e o filho dos seus filhos ou seja netos,se o sarafim nao deu certo nao desanime vote na quele que nunca esteve la porque derepente podemos acerta ou errar mais os que estao anos e decada no poder neles ja estou certo que nao vou acerta.pense o seu voto e livre e tem o poder de botar e tirar nao estamos presizando de homens cheios de diplomacia estamos precisando de pessoas onesta que dificil mais existe sim pense e vote certo,um abraço ha todos e DEUS abençoe todos.

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